Carrie Cai, pesquisadora e dançarina

Foto de Carrie Cai
Olá, eu sou Carrie Cai!

Com o que você trabalha?

Sou aluna de pós-graduação em ciência da computação no MIT e estou me especializando em interfaces entre humanos e computadores para o ensino de idiomas e aprendizado on-line. Dependendo de onde me encontro no ciclo de pesquisa, normalmente estou programando sistemas e protótipos interativos, pensando e trocando ideias sobre como ajudar as pessoas a aprender outros idiomas ou coletando e analisando dados.
No ano passado, eu aprimorei o jogo Tetris com o reconhecimento de fala, para que os estudantes possam praticar um idioma estrangeiro ao mesmo tempo que jogam Tetris. Antes de girar o bloco, o jogador precisa falar a palavra correta relacionada à imagem exibida nele. Você pode ler mais aqui e ver um vídeo de demonstração abaixo!
Atualmente, eu estou explorando novas maneiras de ajudar as pessoas a aprender informalmente, usando o tempo livre durante um dia cheio, por exemplo no ponto de ônibus, durante pausas do trabalho, no meio de conversas monótonas ou durante as partes menos interessantes de um jogo de futebol. A esperança é de que, ao dar às pessoas pequenos elementos para que elas possam aprender durante o tempo que seria ocioso de qualquer forma, elas tenham a sensação de que o aprendizado consome menos tempo, além de ser mais integrado ao ritmo do cotidiano.

Como você aprendeu a programar?

Eu não aprendi a programar até fazer 23 anos, bem depois da faculdade. Eu não tinha interesse em computadores, e sempre me interessei pelo comportamento humano, então, na faculdade, eu me especializei em uma mistura interdisciplinar de psicologia, linguística e educação. No meu primeiro trabalho fora da faculdade, trabalhando com vendas e RH, eu me motivei a aprender programação quando percebi que tinha muitas ideias, mas que geralmente dependia de engenheiros ou outras equipes para implementar recursos ou corrigir bugs para mim. Mais tarde eu voltei à faculdade e passei aproximadamente um ano realizando cursos fundamentais de ciência da computação junto aos alunos da graduação. Nas primeiras semanas, eu me dediquei a aprender sobre recursividade e fiquei surpresa ao descobrir o quanto a programação era semelhante a resolver pequenos quebra-cabeças. Embora eu não estivesse matriculada em um programa de graduação, o fato de estar presente em um campus universitário pode abrir muitas portas! Além de ter entrado para um projeto de pesquisa sobre sistemas de diálogo para o aprendizado infantil de idiomas, eu também ensinei a programação para outros alunos. Eu eventualmente me inscrevia para programas de doutorado em ciência da computação, e fiquei muito animada em ser aceita, apesar da minha limitada experiência.
Pensando em meu primeiro dia no curso de CC, quando eu tinha 23 anos, me lembro de estar sentada em uma sala cheia de calouros universitários e de me sentir completamente assustada com a visão de um terminal Unix. Algumas vezes me perguntei se não seria loucura mudar para CC. Felizmente, eu tive o apoio de colegas que entraram em projetos e resolveram problemas comigo, mentores que apostaram em mim em oportunidades pontuais, e uma família que acreditou que eu poderia ter sucesso, mesmo quando eu mudei o rumo da minha carreira no meio do caminho.
O mais gratificante em aprender a programar é que eu ainda posso renovar meus antigos interesses em psicologia e educação, mas agora eu também posso aplicar essas ideias por meio do código, avaliar o modo como elas impactam o comportamento humano e compartilhá-las com outras pessoas!

O que você faz quando não está programando?

Eu adoro todos os tipos de dança, especialmente se houver uma mistura delas. Eu também gosto de fazer algumas improvisações no piano só por diversão. Como coordenadora de artes do meu dormitório da faculdade, eu organizei diversos eventos para que os alunos aprendessem diferentes formas de arte de uma maneira informal, desde a improvisação teatral até dançar swing e pintar. Quando eu não estou programando ou trabalhando em uma pesquisa, eu geralmente danço ou faço uma improvisação musical.
Carrie dançando
Dança com fitas!

Qual é o seu conselho para novos programadores?

Nunca é tarde demais para aprender a programar! Mas saibam que a programação não é necessariamente o objetivo final, e sim um meio.