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Transcrição de vídeo

Vamos rever a situação que atual na Grécia e entender melhor as suas opções. No último vídeo, vimos que a Grécia estava gastando muito mais do que ela ganhava com impostos. Então o deficit continuou e, ano após ano, o deficit se acumulou e as dívidas aumentaram. E para piorar, a Grécia tentou encobrir isso por muitos anos com malabarismos contábeis, porque existiam regras do Banco Central Europeu sobre o quanto de dívida você poderia ter. Então ela tentava não cair na regra e ainda aumentar a dívida, a fim de sustentar os gastos. Mas então, nos últimos anos, isso ficou claro. Os malabarismos acabaram e quando acabaram, primeiro, fez as pessoas perceberem que fizeram bem às escondidas e segundo, eles tinham uma dívida pública muito maior do que pensavam. A combinação dos dois, que o país estava tentando esconder suas obrigações e não ser transparente com o mercado, e também ter uma dívida tão grande, fez com que as pessoas ficassem cautelosas a respeito da capacidade do páis em cumprir suas obrigações. Assim, a confiança dos investidores - quando eu digo investidores, me refiro àqueles que compram títulos gregos, ou seja, aqueles que emprestam dinheiro à Grécia - a confiança deles caiu e eles esperavam uma taxa de juro maior. Maior juro do governo grego - e isso piorou as coisas. Além de ter que continuar gastando com os programas de crédito, o custo para financiar a dívida existente e agora a nova dívida causada pela manutenção daqueles gastos, o custo da dívida aumentou. E isso colocou mais lenha na fogueira do problema da dívida. Agora, no último vídeo, nós exploramos algumas opções. Em particular, dissemos, "E quanto a austeridade?" E quanto a situação na qual você poderia tentar aumentar a receita ou cortar os gastos - as pessoas focam somente no corte de gastos. E se realmente reduzíssemos os gastos drasticamente? Algo realmente direto. Bem, há algumas complicações com isso. Um problema é que isso não é nada popular e é um problema maior se você está em recessão e isso poderia acentuar a recessão. Recessão mais acentuada... Honestamente, não foi popular e nunca é popular, mas hoje, em 2012, é ainda menos popular, pois a Grécia já passou por algumas medidas de austeridade. Isso não é algo novo, eles já foram socorridos em pequenas doses - e vou falar mais sobre o que esse auxílio é - e como parte do pacote, as pessoas que estavam ajudando disseram, "Veja, se vamos te dar algo, "se vamos usar o dinheiro dos nossos contribuintes para te ajudar, "você deve cortas seus gastos." Mas em todas as medidas de austeridade, isso desacelerou ainda mais a economia. A recessão continuou e era um senso comum de que iria continuar, se o governo parece de gastar de uma vez, iria desacelerar uma economia que já era devagar. Outro ponto é, por que a Grécia não para de pagar suas dívidas? Por que não declara moratória? "Investidores, sinto muito sobre o prejuízo, mas nós não vamos lhes pagar." Bem, o problema é que o caso é de gastar mais do que recebe e todas as obrigações são em Euro. Ela não tem a prórpio moeda. E assim, se eles declaram moratória, obivamente quem emprestou dinheiro ficaria incomodado e eles nunca mais emprestariam para a Grécia. E se eles não emprestam mais Euros para a Grécia, ela não será capaz de continuar gastando Euros como antes. Ela paga aposentadorias, seguros-desemprego, todas as obrigações em Euros. E se declaram moratória, não poderão tomar emprestados mais Euros para cumprí-las. E, mais uma vez, seria um tipo rápido e intenso de austeridade, pois não haveria nem mesmo dinheiro e isso seria muito drástico, quase que acabaria com o governo. Então, isso não é uma boa opção. Vamos explorar a terceira alternativa. Parece ser a solução provável que a Grécia tenha que tomar. Vamos imaginar o que a Grécia poderia ter feito se tivesse independência monetária. Se tivesse a própria moeda. Lembre-se, é apenas hipotético, a Grécia já teve sua moeda, o Dracma, antes de entrar pro Euro, mas vamos pensar no que ela poderia ter feito no caso de ter a própria moeda. Isso não é uma certeza, pois a Grécia foi capaz de fazer empréstimos a baixas taxas, historicamente, porque era parte da Zona do Euro, mas vamos pensar se não fosse o caso, o que ela poderia ter feito se tivesse o próprio Banco Central. Aqui estão alguns dados do último vídeo. Se ela tivesse o prórpio Banco Central - só para esclarecer, tudo isso é hipotético, a Grécia não tem o próprio Banco Central hoje, para todos os países da Zona do Euro, o Euro é impresso pelo Banco Central Europeu e não por algum país. Porém, hipoteticamente, digamos que a Grécia tenha o próprio Banco Central. Então, o Banco Central Grego... imprime os próprios Dracmas novos. Nesse caso, o Banco Central Grego poderia começar a imprimir Dracmas e usá-los para comprar títulos do governo. Na prática, usar aquele dinheiro para comprar títulos do Governo é emprestar para o Governo. Emprestar para o governo para que ele possa gastar com as suas obrigações. Isso pode parecer bem oportuno - praticamente uma parte do Governo, ou associada ao Governo, imprime dinheiro, e o empresta ao Governo, financia suas obrigações, mas o que logo lhe vem à cabeça é, "bem, imprimindo dinheiro dessa forma, isso não vai gerar inflação?" E a resposta é que provavelmente sim. Porém isso pode ser a solução se você está em um dilema como o da Grécia. Primeiro, inflação pode não ser tão ruim. Agora o país está em uma grande recessão, então existe uma capacidade extra e os preços podem ser freiados. E no geral, inflação não é tão dramática, não é nem tão baixa, mas nem tão alta. Você não terá que se preocupar com uma hiperinflação, mas além disso, o Governo provavelmente quer uma inflação considerável, talvez não 100% ou 1000%, mas algo como 10%, 20% ou 30%. E para pensar nisso, pense na idéia, nesta Grécia hipotética, todas as suas obrigações não seriam Euro. Suas obrigações seriam em Dracma. Então, você consegue imaginar um mundo - vamos considerar essa Grécia hipotética e eu vou usar número hipotéticos para facilitar o entendimento. Vamos considerar que essa Grécia, e poderia ser qualquer outro país, e digamos que o PIB dela é de... um PIB de 100. Vamos considerar 100 na moeda deles, 100 Dracmas. E digamos que ela tenha obrigações de crédito - tudo isso é anual - digamos 10 bilhões de Dracmas. Esse não é o caso da Grécia, pois suas obrigações são em Euro, mas considere esse caso e além disso há dívidas de valor, digamos, não sei, 150 bilhões na moeda deles. Suponha que você sofra inflação por alguns anos e suponha que você teve inflação de 100% nos últimos anos, mas em termos reais, o seu PIB não mudou. Então, em termos reais, você teve 100% de inflação, produzindo o mesmo, o PIB nominal será de 200 bilhões. É a mesma quantidade de bens e serviços, mas agora tudo custa o dobro, por isso agora é de 200 bilhões. Se você tivesse ajustado a inflação, seria de 100 bilhões. O lado bom - e é raro relacionar inflação com algo bom - mas isso seria bom para a Grécia nesse caso. As suas obrigações de crédito ainda seriam de 10 bilhões. Você ainda falaria, "Eu vou te pagar 10 bilhões", mesmo se aqueles 10 bilhões valham metade. Isso é muito mais fácil politicamente do que falar para que de repente a pensão vai ser reduzida pela metade. É suicídio político. Mas ao inflar a moeda, nominalmente parece que você está pagando o mesmo, mas está comprando menos. Isso é mais viável. E a mesma coisa é revisar as dívidas. As dívidas não se ajustam com a inflação, então você ainda deve 150 bilhões, mas como percentual do PIB, agora é metade, você reduziu pela metade o tamanho das suas obrigações. Então existe uma solução viável e esse caso hipotético talvez é a melhor solução: o Governo reduzir as obrigações por meio da inflação. Então vou terminar aqui, com algo para você pensar e depois pensamos no que a Grécia poderia fazer nessa direção, mas mais importante, você pode começar a pensar porque o mundo está com tanto medo. Isso é a Grécia, um país relativamente pequeno, então por que a Zona do Euro está com tanto medo? Por que as pessoas estão pensando em ajudar a Grécia a fim de prevenir toda essa loucura e qual é a repercussão no mercado global? Mas eu termino aqui e deixo essas questões para você pensar. Lengedado por [Fernando M. Ramacciotti] Revisado por [Breno Bertolucci]