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Transcrição de vídeo

Digamos que a economia do país A está estagnada e que, talvez, enfrente uma deflação. O Banco Central tenta emitir o máximo de moeda e reduzir a taxa de juros. Um investidor vai a este país e faz um empréstimo em moeda local a 1% de juros. Digamos que no resto do mundo, particularmente no país B, pode-se, aparentemente, fazer investimentos seguros a uma taxa de juros mais alta na moeda local. Digamos que se obtenha um retorno de 5% Podemos imaginar que investidores oportunistas dirão "Ótimo, posso emprestar em moeda do país A", e que eles vão até o país A para emprestar a uma taxa de 1%. Digamos que peguem 100. Vou chamá-los de 100 "A", o nome da moeda do país A é A. Eles pegam 100 A emprestado, e digamos que o câmbio neste dado momento seja 1 A = 2 B. Eles vão a casas de câmbio e trocam 1A por 2B, resultando em 200 B. Eles os investem, investem na moeda B. Assim, emprestam em moeda A e investem em moeda B. O que poderia acontecer? Bem, eles ganharão 5% sobre o valor em moeda B. 5% de 200, eles ganham 10 B, digamos, ao ano. Eles ganham 10 B de juros ao ano, o que podem converter. Eles podem converter os 10 B. Se supusermos o câmbio estável, teremos 5 A, se nos basearmos no mesmo câmbio. Então, teremos 5 A, pagando-se apenas 1 A de juros, eles terão 4 A ao ano. Se imaginarmos um câmbio estável, terão 4 A ao ano de graça. Imaginando-se que continuem, podem tomar os 4 As, convertê-los a Bs ou qualquer outra moeda. Então, pode-se dizer que ganham 4 As livres ao ano ou 8 Bs a cada ano. Este pequeno processo, este comércio, ou pequena arbitragem bem aqui, é chamada de 'carry trade'. Talvez você se pergunte onde isso vai dar errado, e a principal parte seria ao se emprestar em A e, então, se investir em B, se o câmbio de A sobe especificamente em relação a B, pois o que acontece é que, mesmo se tenha esta discrepância na taxa de juros aqueles 10 Bs renderão cada vez menos As caso seu câmbio continue subindo. De outra forma, embora você pense que só deve 1% de juros em A, este 1% também vai subir em relação a B, ou seja, você vai acabar devendo mais B a cada ano caso A continue a subir. Agora, a característica mais popular de <i>carry trade</i>- começando no meio dos anos 1990, quando as pessoas começaram a tomar empréstimos no Japão, por sua baixa taxa de juros e começaram a investir em outros lugares, como nos EUA ou Islândia - é a tendência que cada vez mais pessoas façam o mesmo. Várias pessoas fazendo isso, o que causa um grande efeito gregário. Você tem um monte de pessoas emprestando em A e convertendo para B. Pegam esta moeda e convertem em moeda mais barata. Se isso acontece, tem-se o efeito contrário: você tem um benefício no topo da discrepância da taxa de juros pois significa que a demanda por Bs sobe e que a demanda por As cai. Isto é basicamente o que aconteceu com o Japão e com vários outros países durante um período que se estende até 2008. [legendado por: José A. dos Santos Junior] [Revisado por: Karoline]