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Quando o Japão encarou sua crise bancária e de dívida nos anos 90, a primeira coisa que fez foi diminuir a meta da taxa de juros que os bancos usam para emprestar reservas uns dos outros. Isso se faz imprimindo dinheiro. No caso do Japão, o banco central imprime Yens, compra títulos do governo de curto prazo, mas o subproduto disso é o aumento da moeda ou reservas em circulação, todos os bancos passam a ter mais reservas, então a demanda por reservas cai, ou o custo de empréstimos cai, o que diminui a taxa de juros. Fazendo assim, o Japão reduziu a taxa de juros até zero por cento, até não conseguir reduzir além disso. É exatamente a mesma situação de Bernanke na crise de crédito dos EUA. Então o Japão disse: "Queremos que mais dinheiro entre em circulação, então continuaremos a imprimir Yens. Mas como é inútil continuar comprando títulos de curto prazo, porque já elevamos os preços ao máximo possível, reduzimos ao máximo as taxas de juros de curto prazo, vamos comprar outras coisas. Vamos colocar esse dinheiro em circulação de todos os modos possíveis. Então vamos comprar títulos japoneses de longo prazo, vamos comprar debêntures." Então compraram um monte de coisas, mas a intenção deles era aumentar a quantidade de dinheiro. O que os japoneses fizeram foi como pura flexibilização quantitativa. Tentaram imprimir dinheiro a todo custo e colocá-lo em circulação de várias formas. Compraram um monte de coisas para isso. O que Bernanke está mecanicamente fazendo não é tão diferente do que os japoneses fizeram. Ele começou tentando baixar os juros de curto prazo, para comprar títulos de curto prazo, que aumentaria a quantidade de reservas em circulação, reduziria juros de empréstimos overnight e juros de fundos do FED. Mas quando chegaram em zero por cento, ambas chegaram a esse piso de zero por cento, Bernanke pensou: "Como resolvo o impasse nos mercados de crédito?" E Bernanke, assim como o Japão, disse: "Vou começar a imprimir mais dinheiro e usá-lo para comprar ativos que o FED tradicionalmente não compra." O Japão fez assim também. A diferença, como explica Bernanke, é que ele não vê isso como pura relaxamento quantitativo. Não porque é mecanicamente diferente, na verdade, mecanicamente, é a mesma coisa, mas ele chama isso "relaxamento de crédito". Para ele, a diferença entre relaxamento quantitativo e de crédito, é a intenção e para onde se direciona o dinheiro impresso. No caso do Japão, eles imprimiram dinheiro por imprimir dinheiro e compraram todas aquelas coisas, apenas para colocar o dinheiro em circulação. No caso de Bernanke, ele está imprimindo dinheiro, ele quer esse dinheiro em circulação, mas não é esse seu objetivo final. O objetivo final é aumentar a demanda por esses tipos de títulos onde talvez esteja o impasse. Apesar de ser mecanicamente a mesma coisa, Bernanke diz: "É relaxamento de crédito, pois quero resolver o problema no mercado de dívidas, ou resolver o problema no mercado de títulos garantidos por hipoteca, enquanto o Japão estava imprimindo dinheiro por imprimir dinheiro." [Legendado por Erick Yoshida]