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Transcrição de vídeo

Agora sabemos que existem duas formas de financiar uma empresa. Uma delas é por empréstimo, que é capital de terceiros. A outra é vendendo as próprias ações, permitindo que outros se tornem sócios, e isto é capital próprio. É o que chamamos títulos. Você já deve ter ouvido falar, mas talvez não saiba exatamente o que são. Você já sabe o que são títulos de ações, mas o que é um título? É algo que se pode comprar e vender e que garante algum direito ou algum valor patrimonial. Um título, no mercado de renda variável, é uma ação. Um título, no mercado de dívidas, é um título de dívida. Explicarei melhor com este balancete da empresa fictícia. Fui avisado que socks.com não é fictícia, que tem mesmo alguém vendendo meias online. Aliás, acho que é uma ótima ideia. Vejamos, temos aqui os ativos da empresa. Até aqui tudo bem. Ativos. E aqui está o capital próprio da empresa, as ações vendidas. A empresa tem, digamos, dez milhões de ações. E aqui, as dívidas da empresa, que é o passivo. Alguns passivos não são dívidas, mas não falaremos deles agora. Vou fazer em marron. Dívidas. Digamos que o total dos ativos seja dez milhões de dólares, e digamos que o total da dívida seja seis milhões de dólares. Então, qual seria o capital próprio? Se a empresa tem dez milhões de dólares e sua dívida é de seis milhões, quanto sobra para os donos da empresa? Sobram quatro milhões de dólares, que serão divididos entre os donos da empresa. São dez milhões de ações individuais e cada pessoa que comprou um desses certificados de ações será dono de uma pequena parcela dos quatro milhões de dólares. Seriam ações de 40 centavos cada. Isto é, como você já sabe, o mesmo que ações. São dez milhões de quotas de capital e eu poderia ilustrar aqui dez milhões de certificados de ações. E penso que qualquer que seja o papel, seriam dez milhões deles. Curiosamente, há várias formas de levantar capital próprio, inclusive sem precisar vender, embora o mais típico seja verder ações. Podemos ver depois, as outras formas de títulos e ações preferenciais. A forma mais simples é a venda de ações. O capital de terceiros, porém, pode ser um empréstimo bancário. Você vai ao banco e diz: preciso de seis milhões de dólares. O banco diz: aqui está o dinheiro, por essa taxa de juros. Depois você paga aquele valor acrescido dos juros até certa data de vencimento, assim como uma hipoteca. Ou você tem que pagar os juros por cinco anos, e no final dos cinco anos você teria que pagar o valor principal, os seis milhões de dólares, e talvez precise de um novo empréstimo. O empréstimo bancário é uma das linhas de crédito, e existem outras, como um tipo de cartão de crédito para empresas, que ao ser usado, se torna uma dívida contraída pela empresa. Em geral, o tipo mais conhecido é o título de dívida, que consiste, basicamente, em pegar dinheiro emprestado de pessoas físicas, de um monte de gente. Para conseguir os seis milhões de dólares, divide-se este total por seis mil certificados de títulos, ou seja, seis milhões de certificados, dividido por seis mil é igual a mil, certo? Seis mil, multiplicado por mil dólares, que é o valor de cada título de dívida. Vou ilustrar aqui um título de dívida. Aqui está, um título de dívida. Traz o valor de face, também chamado valor par, que é o valor nominal e traz o nome: Título da empresa XYZ. O valor de face é mil dólares. Enfim, seria um vale emitido pela empresa XYZ. Se possuo um desses, significa que a empresa XYZ irá me pagar mil dólares em certa data futura, que é o vencimento. Irá me pagar mil dólares na data de vencimento. Parece ótimo, mas e os juros durante o período? Ocorre de duas formas. Pode ser que me pagarão mil dólares no futuro, mas quando comprei, paguei só 500 dólares. Vê-se que automaticamente somaram os juros. Se paguei quinhentos dólares e passados cinco anos, eles me devolvem mil dólares, estão me pagando juros. Recebo de volta mais do que paguei. Em vídeos futuros faremos as contas para entender este tipo de juros. Neste caso em que não pagam juros no decorrer do tempo, chamamos de obrigações com cupom zero. É muita terminologia nova, mas você logo entenderá. Cupom zero significa que não pagam juros até o dia final do empréstimo. Os juros estarão incluídos no montante final. Acabei pulando o assunto, mas o título com cupom tem pagamentos periódicos, feitos, neste caso, pela empresa XYZ. É como se fossem juros, mas para calcular exatamente os juros do título, teríamos que... Farei uma série inteira ensinando como calcular títulos. Depende do cupom, do preço, do valor pago e quando é pago. É mais complicado que simplesmente dizer: estão oferecendo um cupom de seis por cento. Seriam dois pagamentos ao ano de três por cento do valor do meu título. Em suma, ambos podem ser negociados. Isto são as ações, elas são negociadas na bolsa de valores. Em Yahoo!Finance, pela sigla da empresa sabe-se o preço do dia. Os títulos também são negociados. Infelizmente não é tão fácil saber o valor de um título. Costumam usar o software da Bloomberg, pois não aparece no Yahoo!Finance. Acho que os operadores de mercado projetaram assim para evitar a transparência. Assim como as ações, é um título, é negociado na bolsa, tem um preço. Porém, há uma diferença básica na atitude do portador do título de dívida. Por exemplo, se tenho um título de mil dólares, significa que emprestei dinheiro para a empresa, que ficaria aqui. Contanto que a empresa não declare falência, ela me pagará os juros e valor que emprestei. Se possuo uma ação da empresa, detenho uma parcela do capital, ao contrário de uma parcela da dívida, como no caso do título. Se possuo uma parcela do capital, a empresa não garante me pagar de volta. Apenas diz que sou sócio dessa empresa, e terei aquilo que os donos tiverem. Se a empresa valorizar bastante e começar a pagar dividendos aos acionistas, terei lucro. Se a empresa for vendida e pagar X dólares por ação, receberei este valor. E se a empresa falir, irei à falência também. Agora tenho uma pergunta. Digamos que a empresa foi à falência. Vamos traçar este exemplo, a empresa vai à falência. Vou dar um exemplo. Digamos que a empresa faliu, não é mais rentável, não deu certo. Há dois tipos de falência. O primeiro é quando o negócio vai bem mas não consegue pagar sua dívida. É preciso reestruturar esta área. O outro tipo é quando há dissolução, quando se vê que não funciona mais. e vende-se todos os ativos. Deixo com você a seguinte pergunta: O que acontece quando há falência? Os sócios querem liquidar os ativos, digamos que no ativo tenha só oito milhões de dólares. A pergunta é: quem ficou com aqueles dois milhões de dólares? Foi o dono do títlulo de débito ou o acionista? Quem será o primeiro a perder dinheiro? Quem será o primeiro a receber seu dinheiro de volta? Pense nisto. Em um dos próximos vídeos falaremos mais sobre falência. Até logo. [Legendado por Angela Barbosa] [Revisado por Laércio Junior]