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Preço de otimização do monopolista: perda do peso morto

Um monopolista pode estar muito feliz com seus lucros extraordinários, mas isso têm um custo para a sociedade. Neste vídeo, exploramos as implicações relacionadas ao bem-estar social de um mercado de monopólio. Versão original criada por Sal Khan.

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Transcrição de vídeo

RKA20 - Nos dois últimos vídeos nós vimos como funciona a curva de receita marginal no ano de um monopolista, e num suposto monopólio de mercado os laranjas, isso é o que a gente conseguiu. E o que a gente conseguiu foi isso aqui, né? Uma linha de tendência, com uma inclinação duas vezes maior que a inclinação da linha de procura, da linha de demanda. E a gente vai ver aqui que isso pode ser generalizado. Essa generalização aí eu vou mostrar num vídeo rápido que eu vou fazer, e conseguiremos provar isso com um pouquinho de cálculo. É muito importante que você perceba, que a curva de receita marginal fica muito diferente da curva que obtemos, caso a gente estivesse trabalhando com uma concorrência perfeita. Se tivéssemos uma concorrência perfeita, teríamos aqui um preço de equilíbrio e todos os concorrentes acabariam tendo que praticar esse preço de equilíbrio. Digamos que esse preço de equilíbrio seja 3 reais por quilo. Assim, a nossa curva de receita marginal seria mais ou menos essa aqui ó! É claro, que isso aconteceria se não estivéssemos falando de um monopólio, e sim de uma concorrência perfeita, porque afinal, nós teríamos que aceitar esse preço. Então, se eu vendesse aí uma tonelada, mil quilos, eu venderia por 3 reais por quilo. E se fosse um pouco mais, ou até dois mil quilos? Continuaria a ser 3 reais por quilo, não ia mudar. Nós teríamos que simplesmente aceitar esse preço, já no monopólio isso vai mudar, a curva muda. Afinal, nós seriamos os únicos produtores do mercado, e nesse caso o preço vai mudar, dependendo da quantidade que produzimos. Porque nós somos os únicos fornecedores do mercado. Isso vai resultar nessa curva de receita marginal, que tem uma inclinação decrescente. Agora, sem esse negócio aí de competição para nos atrapalhar. Vamos pensar na melhor quantidade para produzimos, para que possamos maximizar o nosso lucro. E se a gente colocar aí o nosso lado economista em ação, a gente vai perceber que é isso, que uma empresa tenta fazer, elas existem para tentar maximizar o seu lucro. E lembre-se, o que a gente está tentando calcular aqui é como maximizar o lucro, e não a receita. Se fosse maximizar a receita era muito fácil, só vir aqui, produz três mil quilos, teremos o máximo de receita. Mas para maximizar o lucro, nós temos que levar o custo em consideração. Então para isso vamos desenhar aqui a nossa curva de custo marginal, né? Digamos que eu fiz aqui minha pesquisa, sou o dono dessa empresa, e descobri que a curva de custo marginal, vai ser mais ou menos essa aqui, ó: Custo marginal. Também é importante perceber o seguinte, lembre-se que nós somos um mercado, nesse caso, nós somos os únicos produtores aqui. Esse aqui não é só o nosso custo marginal, esse aqui é o custo marginal do mercado inteiro. Inclusive outra maneira de enxergar isso, é que essa é a curva de oferta do mercado. Ela diz para você que para um preço dado, quanto o mercado está disposto a ofertar. Portanto, ela pode ser vista como a curva de custo marginal, ou como a curva de oferta, como acabamos de dizer. E do mesmo modo do monopólio, você pode ver a curva de oferta, como o custo marginal. Se você quiser que o mercado produza um quilo extra qual é o valor mínimo que isso custaria? Isso aí é um custo marginal Agora vamos pensar no quanto a gente vai produzir. É claro que pra começar, a gente vai querer produzir aqui ó, perto do zero, porque nesse ponto o preço do nosso produto está muito acima do preço de custo. Veja só a diferença do amarelo para o verde, e veja para cada quilo a mais que a gente vai produzindo, né? A gente vai ganhando mais renda, e conseguindo aí cerca de cinco, seis reais, por quilo produzido. Mas isso vai aumentando o custo, aí talvez um pouquinho menos que um real. Aí você pensa mais ou menos assim: "Eu vou continuar produzindo, produzindo, produzindo, vou ganhando mais receita, mais receita, mais receita. É claro que isso vai ficando um pouquinho mais barato né? Vai ficando quatro, três reais por quilo, porém a receita né, o acúmulo continua aumentando. Como a gente pode ver na curva aqui. Mas eu vou querer fazer isso até chegar nesse ponto aqui, que são os dois mil quilos por dia. E por que que eu quero parar aqui, nos dois mil quilos? Porque se eu produzir um quilo a mais, se eu chegar no 2001 quilos, o meu custo vai ser ligeiramente maior do que a receita que eu vou tirando, do que a renda que estou tendo. Com isso eu vou acabar tendo uma pequena perda aqui. E a partir daqui o lucro vai começando a cair. Mas aí, também não queremos produzir menos que isso, porque eu vou deixar de ganhar dinheiro, né? Produzindo menos eu tenho uma receita menor. Afinal a gente vai estar deixando de lado aquele quilinho a mais de produção, onde o preço ainda é maior do que o custo. Portanto, como não queremos deixar de lado esses quilinhos, onde o preço praticado ainda é maior do que o custo, nós produziremos justamente neste ponto aqui. Isso é muito interessante, porque nesse tipo de mercado com o monopólio, nós conseguimos aqui né? Um preço e uma produção diferentes de um mercado onde temos uma concorrência perfeita. Se nós estivéssemos lidando com uma concorrência perfeita, nosso preço e quantidade de equilíbrio seriam de nossa curva de demanda, nossa curva de procura. E a nossa curva de oferta se cruzam, que é neste ponto aqui: O que seria um preço de 3 reais por quilos, e uma quantidade de 3 mil quilos. Mas, como estamos aqui num monopólio, para gente maximizar o nosso lucro, nós vamos ficar aqui, na intersecção, com a curva de receita marginal e a curva do custo marginal. Portanto, dá pra ver aqui que nós temos um peso morto, uma perda em função desse peso morto, porém, como monopolistas, isso é bom para gente. É ruim para a sociedade. Mas para o monopolista isso é bom, pelo menos na maioria das vezes. É ruim para a sociedade. Na verdade eu consigo pensar em poucos exemplos em que vai ser bom para a sociedade. Talvez aí, se você quiser proteger a indústria nacional, algo do tipo, talvez isso seja bom. Mas no geral é bom o monopolista e ruim para a sociedade. Bom, bem aqui está a quantidade que a gente resolveu produzir, o excedente do consumidor é essa área que tá aqui ó, acima do preço e abaixo da linha da procura. Então, esse triângulo aqui. Portanto: excedente do consumidor. O excedente do produtor é o que nós queremos otimizar, e o que corresponde a esse excedente, é essa área toda aqui ó. Toda essa área aqui. Portanto: excedente do produtor. Porém, isso tem um custo de peso morto, temos um excedente aqui que a sociedade como um todo teria ganho, mas agora vai ter perdido. Que é essa área aqui ó, em branco. Esse pedaço, nós teríamos se estivéssemos lidando com uma concorrência perfeita. Mas agora tá perdido, e acaba tendo essa perda de peso morto aqui, com a intenção de aumentar o excedente do produtor e diminuir o excedente do consumidor, e por consequência, acaba dando muito mais valor para o produtor monopolista e menos valor aqui para o consumidor.