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Materiais e técnicas

Uma grande variedade

Os artistas Egípcios usavam uma grande variedade de materiais, tanto locais quanto importados, desde muito cedo em sua história. Por exemplo, já no período Pré-dinástico encontramos figuras esculpidas em lápis lazuli — uma pedra azul brilhante que se origina onde que é agora o Afeganistão, e indica a presença muito antiga de fortes rotas comerciais.
Grupo de pedras coletadas no Egito, mostrando a variedade de cores e texturas disponíveis para os artistas antigos.

Pedra

Miquerinos e Camerernebeti, grauvaque, c. 2490-2472 a.C. (Museu de Belas Artes, Boston)
Havia numerosas pedras nativas usadas para escultura, incluindo o calcário macio onipresente dos penhascos do deserto que margeiam grande parte do vale do Nilo, bem como o arenito, a calcita e o xisto.
As pedras mais duras incluem o quartzito, o diorito, o granito, e o basalto. O entalhe em pedras mais macias era feito com cinzéis de cobre e ferramentas de pedra; as pedras duras requeriam ferramentas feitas de pedras ainda mais duras, ligas de cobre, e o uso de areia abrasiva para dar forma. O polimento era obtido com uma pedra suave de fricção e areias abrasivas de grão fino.

Estátuas Pintadas

Grande parte das estátuas eram pintadas; até mesmo pedras selecionadas pelo o simbolismo de suas cores eram muitas vezes pintadas. Por exemplo, as estátuas de Miquerinos (esquerda), construtor da menor das três maiores pirâmides de Gizé, foram feitas em xisto escuro (também chamado de grauvaque). Esta pedra negra suave é associada a Osíris, deus ressurreto dos mortos que era comumente mostrado com a pele negra ou verde, em referência ao lodo fértil e à vegetação exuberante do vale do Nilo.
Estas imagens preservam traços de tinta vermelha na pele do rei indicando que, quando concluídas e colocadas em seu templo memorial próximo da sua pirâmide, elas iriam parecer reais pela coloração. Com o tempo, a tinta teria escamado, revelando a pedra negra por baixo e associando explicitamente o rei falecido com o Senhor do Mundo dos Mortos.

Madeira

Os artistas Egípcios também usavam uma variedade de madeiras em seus trabalhos, incluindo a acácia nativa, tamargueiras, e figo sicômoro, bem como pinheiro, cedro, e outras coníferas importadas da Síria. Os artesãos se superavam em montar quebra cabeças de pequenas peças irregulares de madeira, encaixando-as para criar estátuas, ataúdes, caixas, e mobiliário.
Escudo cerimonial dourado em madeira da tumba de Tutancâmon. Museu Egípcio, Cairo (Império Novo). Foto: Amy Calvert

Metais

Eles também criavam peças em vários metais, incluindo cobre, ligas de cobre (como o bronze), ouro e prata. Estátuas cultuadas de deuses eram feitas em ouro e prata - materiais identificados pela mitologia com sua pele e ossos - e eram na maioria das vezes pequenas. Muito poucas estátuas de metal sobrevivem porque elas foram fundidas muitas vezes e seu material reutilizado, embora exemplares preservados dos Impérios Antigo e Médio demonstrem que eles eram hábeis não apenas na modelagem de chapas de metal, mas também que praticavam uma moldagem complexa.
Peitoral lunar de Tutancâmon no Museu Egípcio, Cario (Império Novo). Foto: Amy Calvert
A joalheria já era bastante sofisticada mesmo no Antigo Império, como demonstrado por algumas peças altamente criativas retratadas em cenas de túmulos. Um esconderijo de jóias reais das tumbas de princesas do Império Médio apresenta níveis extremamente altos em termos de talento, assim como entalhes em pedra cortados com precisão, repoussé e cloisonné.
Muitos objetos, especialmente pequenos amuletos e entalhes pequenos, eram feitos de um material manufaturado conhecido como faiança Egípcia. Este agente à base de quartzo podia ser facilmente formatado, moldado e produzido em massa. O revestimento de esmalte podia ser praticamente de qualquer cor, dependendo dos minerais utilizados na composição, embora o azul turquesa seja o mais comum.

Escultura em Relevo

O relevo era normalmente talhado antes de ser pintado. As duas classes principais de relevo eram o alto relevo (no qual as figuras se elevavam da superfície) e baixo relevo (no qual as figuras são cortadas abaixo da superfície). A superfície podia ser alisada com uma camada de gesso e em seguida pintada. Se a superfície não era esculpida antes de ser pintada, várias camadas de emplastro de lama seriam aplicadas para criar uma placa plana.
Alto relevo pintado no templo de Set I em Abidos (Novo Império)
A superfície de desenho era delineada com o emprego guias, encaixadas na parede usando fios revestidos com pó de pigmento vermelho (muito parecido com linhas de giz usadas por carpinteiros modernos). Esta grade ajudava os artistas a dar a proporção às figuras e planejar as cenas. Os elementos da cena eram esboçados usando tinta vermelha, as correções assinaladas em tinta preta, e então a pintura era executada uma cor de cada vez. Mesmo em relevo esculpido, muitos elementos em uma cena seriam executados apenas na pintura e não cortados na superfície.
Nódulos de óxido de ferro, fonte de uma variedade de pigmentos vermelhos, Tebas

Pigmentos

A maioria dos pigmentos no Egito eram derivados de minerais locais. O branco era muitas vezes feito de gesso, o preto de carbono, vermelhos e amarelos de óxidos de ferro, azul e verde de azurita e malaquita, e amarelo brilhante (representando ouro) de auripigmento. Estes minerais eram moídos e em seguida misturados com uma cola à base de planta ou animal para fazer um agente capaz de se fixar às paredes. Eles podiam ser aplicados como um único plano, mas também eram sobrepostos para criar efeitos sutis e cores adicionais, tais como rosa ou cinza. Mais informação sobre os materiais utilizados para fazer pigmentos, bem como uma discussão sobre o simbolismo de várias cores podem ser encontradas no artigo “Aspects of Color in Ancient Egypt” em Egyptological.
Ensaio e fotos pela Dra. Amy Calvert.

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