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Tutmés, busto de Nefertiti: histórico

pela Dra. Naraelle Hohensee
Tutemés, Maquete do Busto da rainha Nefertiti, c. 1340 a.C., pedra calacária e gesso, Novo Império, 18ª dinastia, Período Amarna (Museu Egípcio e Coleção Papyrus / Museu Novo, Berlim) (foto: Jean-Pierre Dalbéra, CC BY 2.0)
Em 2009, o restaurado Museu Novo em Berlim comemorou sua reabertura com o busto de Nefertiti em destaque como uma de suas principais atrações. A comemoração coincidiu com um dos repetidos apelos do governo Egípcio para o retorno oficial do busto ao Egito. O museu recusou-se firmemente a devolver a escultura, afirmando que o busto foi adquirido legalmente pelo arqueólogo Alemão Ludwig Borchardt em 1912. Borchardt o escavou junto com vários outros objetos do estúdio do antigo escultor egípcio Tutemés, e trouxe seus achados para a Alemanha como parte de um acordo com o Serviço Egípcio de Antiguidades. Embora não haja provas de que as transações de Borchardt fossem explicitamente ilegais, já em 1925, o governo Egípcio começou a discutir com a Alemanha a posse de valiosas antiguidades impondo sanções, e o busto tem sido fonte de tensão entre as duas nações desde então.
Essa controvérsia está relacionada a uma crescente conscientização pública geral sobre a
—e a política—de antiguidades mantidas nos museus Europeus e Americanos. Em 2016, Nora al-Badri e Jan Nikolai Nelles, dois artistas alemães, tomaram uma decisão ousada sobre essas questões organizando um evento chamado “Nefertiti Hack.” Eles mapearam a escultura secretamente usando um scanner 3-D, e depois liberaram os dados abertamente sob uma licença pública de direitos autorais. A intenção dos artistas era a de "inspirar uma reavaliação crítica das condições de hoje e superar a noção colonial de posse na Alemanha", segundo o seu site.
Muitos grupos defendem o uso de réplicas produzidas digitalmente como substitutos de objetos que são devolvidos a seus locais de origem, ou vice-versa - como formas de oferecer réplicas altamente precisas no lugar dos originais. O compartilhamento de dados entre instituições e grupos que reivindicam objetos também foi sugerido como uma maneira de aliviar as tensões sobre a restituição. O projeto de Nelles e al-Badri é uma declaração crítica sobre as questões crescentes em torno da repatriação e acesso público a objetos através de modelos 3-D e outros dados, já que o Museu Novo não permite fotografia, nem compartilha publicamente seu próprio modelo 3-D do busto.
Nora al-Badri, uma das artistas por trás da Nefertiti Hack, declarou:
“A cabeça de Nefertiti representa todos os outros milhões de artefatos roubados e saqueados em todo o mundo que estão acontecendo atualmente, por exemplo, na Síria, no Iraque e no Egito… Os artefatos arqueológicos como uma memória cultural originam-se na maior parte do Hemisfério Sul; no entanto, um vasto número de objetos importantes pode ser encontrado em museus ocidentais e coleções particulares. Devemos encarar o fato de que as estruturas coloniais continuam a existir até nos dias de hoje e ainda produzem suas lutas simbólicas inerentes.”
Mais de um século depois de ter sido escavado, o busto de Nefertiti permanece um foco de conflito para as instituições e o público, levando-nos a considerar as maneiras pelas quais os objetos e seus dados são adquiridos, exibidos e compartilhados.
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