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Tumba de Tutancâmon (caixão mais interno e máscara mortuária)

Texto: Dra. Elizabeth Cummins
Harry Burton, Howard Carter com o Caixão Interior de Tutancâmon, 1922 (Arquivo Tutankâmon, Instituto Griffith, Universidade de Oxford)

Quase perdido para a História

Tutancâmon tinha apenas 9 anos quando se tornou rei do Egito durante a 18ª dinastia do Novo Império (c. 1332–1323 A.C.). Sua história estaria perdida não fosse pela descoberta de sua tumba em 1922 pelo arqueólogo Howard Carter no Vale dos Reis. Sua tumba quase intacta continha uma riqueza de objetos que nos dão uma visão única sobre este período da história do Antigo Egito.
Mapa do Antigo Egito (modificado), original por Jeff Dahl
Tutancâmon reinou após o período Amarna, quando o faraó Aquenáton, provável pai de Tutancâmon, mudou a crença religiosa do reino para a adoração do deus Áton, o disco solar. Aquenáton mudou sua capital para para Akhetaten (também conhecida como Amarna), no Médio Egito—longe das antigas capitais dos faraós. Após a morte de Aquenáton e o curto reinado do faraó Semencaré, Tutancâmon trouxe novamente o foco de adoração do país para o deus Amon e retornou o centro religioso para Tebas.
Tutancâmon se casou com sua meia-irmã, Anchesenamon, mas eles não tiveram um herdeiro. Isto deixou a linha de sucessão pouco clara. Tutancâmon morreu jovem aos 18 anos, levando vários estudiosos a especular sobre a causa de sua morte—acidente de carruagem, assassinato por golpe na cabeça e até mesmo um ataque de hipopótamo! A resposta ainda não está clara. O conselheiro muito mais velho de Tutancâmon (e possível marido de sua avó), Ay, casou-se com a viúva Anchesenamon e se tornou faraó.

A tumba

Vale dos Reis, Egito (foto: Troels Myrup, CC BY-NC-ND 2.0)
No início do século XX, Howard Carter, um Egiptólogo Britânico, escavou por muitos anos no Vale dos Reis—um cemitério localizado a oeste da antiga cidade de Tebas. Ele estava ficando sem dinheiro para continuar suas escavações arqueológicas quando pediu recursos para mais um período ao seu financiador. o 5º Conde de Carnarvon. Lorde Carnavon concedeu mais um ano—e que ano foi esse!
Lorde Carnarvon com Carter durante sua visita inicial à tumba, 1922 (photo: Keystone Press Agency Ltd., 1922)
No início de Novembro de 1922, Carter encontrou o primeiro dos doze degraus da entrada que levava à tumba de Tutancâmon. Ele rapidamente refez os degraus e mandou um telegrama para Carnarvon na Inglaterra para que eles pudessem abrir a tumba juntos. Carnavon rumou imediatamente para o Egito e, em 26 de Novembro de 1922, eles fizeram um buraco na entrada da antecâmara para observação. Carter relata:
Inicialmente eu não conseguia ver nada, o ar quente escapando da câmara fazia a chama da vela tremular, mas então, na medida em que meus olhos se acostumavam às luzes, detalhes da sala surgiram devagar da névoa, animais estranhos, estátuas, e ouro – por toda parte o brilho do ouro.
Harry Burton, vista do interior da tumba, 1922 (Arquivo Tutankâmon, Instituto Griffith, Universidade de Oxford)
A trabalho de catalogar os achados foi uma tarefa imensa para a equipe. Carter passou uma década registrando sistematicamente os achados e os fotografando.
Howard Carter, Desenho da tumba de Tutancâmon (Arquivo Tutankâmon, Instituto Griffith, Universidade de Oxford)

O caixão interior

O sarcófago de Tutancâmon (um contêiner de pedra em forma de caixa) continha não apenas um mas três caixões para guardar o corpo do rei. Os dois caixões externos eram feitos de madeira e banhados a ouro junto com varias pedras semi-preciosas, tais como lápis lazúli e turquesa. O caixão interior, no entanto, era feito de ouro maciço. Quando Howard Carter chegou pela primeira vez neste caixão, ele não era esta imagem dourada brilhante que vemos hoje no museu Egípcio (abaixo). Em suas notas de escavação, Carter afirma, que estava “coberto com uma grossa camada de algo parecido com breu que se estendia das mãos até os tornozelos (imagem acima). Isso era obviamente uma unção que esteve pingando sobre o caixão durante a cerimonia de sepultamento e em grande quantidade (perto de dois baldes).”[2]
Tumba de ’s Tutancâmon , caixão interior, Império Novo, 18ª Dinastia, c. 1323 a.C., ouro com revestimento de esmalte e pedras semipreciosas (Museu Egípcio, Cairo)
Cajado e malho egípcios (imagem: Jeff Dahl)
A imagem de um faraó é a de um deus. Acreditava-se que os deuses tinham pele de ouro, ossos de prata e cabelo de lápis-lazúli — por isso o rei é retratado aqui em sua forma divina na vida após a morte. Ele segura o cajado e o malho, símbolos do direito do rei de governar. As deusas Necbete (abutre) e Wadjet (serpente), incrustadas com pedras semipreciosas,  estiram suas asas sobre seu torso. Abaixo essas deusas estão outras duas— Ísis e Néftis— entalhadas na tampa de ouro.

A máscara mortuária de Tutancâmon

Máscara Mortuária do caixão interior, tumba de Tutancâmon, Império Novo, 18ª Dinastia, c. 1323 a.C., ouro com incrustações de esmalte e pedras semipreciosas (Museu Egípcio, Cairo) (foto: Bjørn Christian Tørrissen
CC BY-SA 3.0
A máscara mortuária (acima) é considerada uma das obras primas da arte egípcia. Originalmente ele ficava diretamente sobre os ombros da múmia dentro do caixão interno de ouro. Ele é construído de duas folhas de ouro que eram marteladas juntas e pesa 22,5 libras (10,23 kg). O Tutancâmon é retratado vestindo o cocar Nemes listrado (o pano de cabeça listrado tipicamente usado pelos faraós no antigo Egito) com as deusas Nekhbet e Wadjet retratadas novamente protegendo sua testa. Ele também usa uma barba falsa que o conecta mais à imagem de um deus tal como com o caixão interior. Ele usa uma gola ampla, que termina em terminais em forma de cabeça de falcão. A parte de trás da máscara é protegida pelo feitiço 151b do Livro dos Mortos, que os egípcios usavam como um guia para a vida após a morte.  Este feitiço especial protege os vários membros de Tutankhamon enquanto ele adentra o submundo.
Ensaio escrito pela Dra. Elizabeth Cummins
[1] Howard Carter e A. C. Mace, The Tomb of Tut-ankh-amen (Nova Iorque: Cooper Square Publishers. 1933), (vol. 1) págs.95-96.
[2] N. Reeves, The Complete Tutankhamun (Londres: Thames and Hudson, 1990), págs. 108-109.
Recursos adicionais
Howard Carter e Arthur C. Mace, The Tomb of Tut.ankh.Amen, I-III (Londres: Cassell and Company) 1923-1933.
Carl Nicholas Reeves, The Complete Tutankhamun: The King, The Tomb, The Royal Treasure (Londres: Thames and Hudson, 1990).

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