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Hipopótamo

A curadora do Met Isabel Stünkel, cautelosa na datação do Hipopótamo do Império egípcio médio, c. 1961–1878 a.C.

Esta estatueta bem moldada de um hipopótamo (popularmente chamado de "William") demonstra a apreciação do artista egípcio pelo mundo natural. Foi moldado em faiança, material cerâmico feito de quartzo moído. Sob o esmalte azul-esverdeado, o corpo foi pintado com contornos de plantas fluviais, simbolizando os pântanos em que o animal vivia.

A imagem aparentemente amável que esta figura apresenta é enganosa. Para os antigos egípcios, o hipopótamo era um dos animais mais perigosos em seu mundo. As enormes criaturas eram um risco para pequenos barcos de pesca e outras embarcações fluviais. A fera também podia ser encontrada nos cursos d'água na jornada da vida após a morte. Como tal, o hipopótamo era uma força da natureza que precisava ser apaziguada e controlada, tanto nesta vida como na próxima. Este exemplar é um elemento do par encontrado em uma passagem vinculada à capela do túmulo do comissário Senbi II em Meir, região no Alto Egito, cerca de 48 Km ao sul da atual Assiut. Três de suas pernas foram restauradas porque foram propositadamente quebradas para impedir que a criatura atacasse o falecido. O hipopótamo fazia parte do equipamento funerário de Senbi, que incluía uma caixa canópica (também no Metropolitan Museum), um caixão, vários tipos de barcos e produtos alimentares.

Veja este trabalho em metmuseum.org.

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Versão original criada por Museu Metropolitano de Arte.

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Transcrição de vídeo

Este hipopótamo, que recebeu o apelido de William, é o mascote não-oficial do Museu. A estatueta é feita de faiança egípcia, um material de cerâmica esmaltada e exibe esta linda cor azul. O Egito era, e ainda é, uma terra do deserto. A água azul do Nilo e a vegetação verde e rasa em suas margens foram a fonte da vida para os antigos egípcios. E eles acreditavam que objetos feitos nesta cor portavam a qualidade da vida e podiam também transferi-la magicamente. Os hipopótamos permanecem no rio durante o dia, e ao submergir na água, podem desaparecer por vários minutos. Em tinta preta vemos flores de lótus abertas, botões de lótus fechados e folhas de lótus. Eles representam o mundo natural onde William vivia, os pântanos do Rio Nilo. Os antigos egípcios associaram o ciclo de abertura e fechamento da flor de lótus ao nascer e pôr do sol, que significavam nascimento, morte, e renascimento. O hipopótamo tem essas pernas curtas e compactas e um corpo arredondado e parece inocente e amistoso à primeira vista Porém, se virmos um hipopótamo na natureza, eles são imensos. E podem pesar muitas toneladas. Este animal simpático pode passar por cima de uma pessoa e tem uma boca gigantesca com uma mandíbula e dentes proporcionais. Muitos de nós ficam inclinados a ver apenas o lado simpático, mas de fato, existe bem mais a ser considerado. Este hipopótamo foi achado em uma tumba. Antigamente os egípcios acreditavam que representações podiam adquirir vida de forma mágica. William pôde oferecer suas qualidades positivas de regeneração e vida, mas devido ao seu aspecto destrutivo e perigoso o hipopótamo podia ser associado a caos e mal. Este animal tinha o potencial de machucar seu dono na tumba. Apenas sua pata dianteira esquerda está intacta. Três de suas patas são restaurações modernas. É provável que as patas tenham sido quebradas de propósito, para que seu potencial como ameaça para o bem-estar dos mortos fosse destruído. Ele possui todos estes graus interessantes de significado e simbolismo. E também um leve lado sombrio.