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Policleto, Doríforo (portador da lança)

Policleto, Doríforo (Portador da Lança), Período Clássico, cópia em mármore romano a partir de um original em bronze grego de c. 450-440 a.C. (Museo Archaeologico Nazionale, Nápoles). Oradores: Dra. Beth Harris e Dr. Steven Zucker. Criado por Beth Harris e Steven Zucker.

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Transcrição de vídeo

[Música de piano] O que é perfeito? Bem, os gregos antigos pensavam que o corpo humano era perfeito, mas para eles não era o indivíduo que era perfeito. Era a precisão quase matemática, onde as proporções de cada parte do corpo eram perfeitas em relação com as outras. Estamos observando uma cópia romana antiga de uma uma estátua original de bronze grega feita pelo grande artista Policleto, que a idealizou para demonstrar isso. O que poderia ser o perfeito, o ideal de beleza, pensando sobre a relação matemática de cada parte do corpo humano com as outras, e a relação com o todo. Esta é uma escultura chamada o Doríforo. Doríforo significa "lanceiro", e ele teria, originalmente, portado uma lança de bronze. Nós o chamamos de Doríforo. Policleto aparentemente o chamava de cânon, não para significar uma peça de armamento, mas um tipo de forma idealizada que poderia ser estudada e replicada, isto é, um conjunto de ideias a serem seguidas. A ideia de que você pode criar uma forma humana perfeita, baseada em matemática foi realmente parte de um conjunto de ideias maior para os gregos. Se pensarmos em Pitágoras, por exemplo, Pitágoras descobriu que a harmonia e a música se baseiam em relações matemáticas entre as notas. De fato, Pitágoras tentou compreender a origem de toda a beleza através da proporção, e então se conclui que os gregos poderiam estar procurando por isso em uma das formas que sentiam ser a mais bonita, que é o corpo humano. Os gregos iriam representar seus nus artísticos celebrando o corpo e suas habilidades físicas, mas até quando eles representaram figuras em objetivos louváveis, como esta figura, temos uma figura cuja suas roupas foram removidas. Não é porque os soldados iam para a batalha nus na Grécia Antiga, mas porque esta escultura não é sobre a guerra, não é um retrato de um indivíduo. Essa é uma escultura sobre a perfeição da forma humana. Ela foi encontrada num pátio em Pompéia, um lugar onde os atletas se exercitavam, talvez como uma espécie de inspiração para eles. Então isto vem a mostrar que os romanos adoravam a arte grega e a copiaram em mármore muitas vezes, e até numa cidade como Pompéia encontramos milhares de esculturas que são cópias de peças gregas originais. Essa é baseada numa escultura que bem do início do período clássico, antes das esculturas de Partenão, mas após as figuras arcaicas, após a figura em pé que conhecemos como o Kouros. Aqui os gregos abandonaram as apresentações rígidas que eram tão características do arcaico, e em vez disso começaram a examinar o corpo humano e a entender sua fisionomia. Esta é uma das clásssicas expressões do Contraposto. O Doríforo de sustenta em seu pé direito, sua perna esquerda está relaxada, a perna direita suportando seu peso, mas a mão esquerda poderia estar suportando uma lança. Da mesma forma o braço direito está relaxado, então há uma sensação de compensação e harmonia na composição do corpo. Na figura do Kouros, você tem os dois pés plantados ao chão, embora uma perna esteja à frente, mas apesar disso, se você desenhar uma linha entre os tornozelos, eles continuarão horizontais em relação ao chão. E, no Kouros, a figura é simétrica. Aqui, as coisas mudaram, e você vê que seu tornozelo esquerdo está levantado, e então há uma inclinação desse eixo, os eixos dos joelhos estão inclinados na direção oposta. Os quadris estão paralelos aos eixos dos joelhos, mas também inclinados, e então vejam o que acontece como resultado disso. Naquelas figuras anteriores, havia simetria e uma linha perfeita que poderia ser desenhada do centro do corpo. Aqui, há um suave forma em S e você pode ver, por exemplo, que seu lado direito está comprimido, se comparado ao lado esquerdo, porque o quadril esquerdo está literalmente pendurado sobre aquela perna livre, não está sendo sustentado. Para completar aquela sensação de equilíbrio e harmonia, Policleto vira a cabeça ligeiramente, quebrando aquela simetria das figuras Kouros arcaicas. Com a invenção do Contraposto pelos gregos no século 5 AC, nós podíamos ter pela primeira vez na história da arte ocidental, figuras que pareciam inteiramente vivas, como se elas se mexessem, como se fossem como nós. Esta escultura é, pelo todo da complexidade do que discutimos é uma caminhada simples, mas a mecânica do corpo humano caminhando é incrivelmente complexa e temos aqui uma civilização que não estava interessada apenas em compreender, pela observação cuidadosa como o corpo se movia, mas interessada culturalmente em capturar isto. E temos uma sociedade que põe o potencial humano como o centro. E criam figuras que não são transcedentais, que não existem num mundo separado, mas que existem em nosso universo. Eles, de certo modo, são espelhos ideais de nós mesmos. [Música de Piano] [Legendado por Isadora Souza]