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Fauno Barberini

Fauno Barberini, ca. 220 a.C., período helenístico (Gliptoteca, Munique). Oradores: Dra. Beth Harris e Dr. Steven Zucker. Criado por Beth Harris e Steven Zucker.

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Transcrição de vídeo

♪ Dionísio, o deus do vinho, não gostava de estar só. Ele estava cercado por sátiros e mênades. - Ele adorava festejar. - E você não pode festejar sozinho. Não se pode festejar sozinho. E, claro, os sátiros ficariam cansados depois que bebessem um pouco demais e esse é exatamente o assunto do Fauno de Barberini que estamos olhando. Agora, um sátiro não é um ser humano, embora possa parecer humano para nós. Mas na mitologia grega ele possui uma parte animal, na verdade. Está certa, ele é um subumano na hierarquia dos deuses. Os deuses do Monte Olimpo se encontram no topo. Em seguida os heróis que eram metade deuses e metade humanos. Depois os seres humanos. E finalmente os subumanos. Abaixo se encontram os monstros. Um sátiro seria um subumano e se você olhar bem de perto poderia dizer que embora parecesse muito humano sob vários aspectos, ele possui cauda, orelhas pontudas e às vezes é representado com cascos. Sim, podemos ver a cauda, na verdade, vindo de trás de sua coxa esquerda. Onde eu primeiro notei isso. E para os gregos estes subhumanos em particular, os sátiros, eram metade civilizados e metade selvagens. E por isso foi uma maneira maravilhosa de expressar o incultivado. O tipo de qualidades bárbaras da natureza humana. Seu nome era Fauno de Barberini. Ele não é realmente um fauno, ele era mais como um sátiro. Mas ele é chamado de Fauno de Barberini porque quando foi descoberto em Roma próximo ao Castelo de Sant'Angelo em 1625, o Papa pertencia à família Barberini e todos reconheciam o quão espetacular essa escultura era e o Papa disse: - Bem, eu declaro oficialmente que este é parte da coleção da minha família. Ele quis fazer isso porque era importante, não apenas por se tratar de um de uma escultura exemplar, mas pensamos que o Fauno remonta ao século III a.C. Que essa é uma escultura grega original. Embora seja sempre muito difícil dizer se trata-se de um original grego ou uma cópia romana posterior. Poderia ser uma cópia formidável, sabemos que pelo menos uma parte foi restaurada. Podemos ver nitidamente essas restaurações na parte inferior da coxa esquerda e quase em toda a perna direita e o pé. Assim, a escultura espetacular terminou aqui em Munique, quando foi separada pelo príncipe Luís da Baviera no início do século XIX. Uma escultura e tanto para adicionar à sua coleção para seu novo museu. É incrível pensar que foi provavelmente encontrado no fosso do túmulo de Hedrian no que é hoje Castelo de Sant'Angelo, em Roma. As pessoas deveriam estar morrendo de vontade de comprá-lo. É incrivelmente erótica esta figura: tem as pernas abertas, está bêbado, metade sonolento metade em estado de vigília. O que você vê em seu corpo por um lado é a exaustão absoluta. Está morto de cansaço. Mas por outro lado você pode ver a agitação em seu corpo. Há tensão ali. Olhe para a perna direita. Como ela é empurrada para cima. Agora, essa parte é uma restauração. Mas sabemos que é a colocação por causa de uma rocha sobre a qual ele se senta. E podemos ver seu rosto também, onde há uma combinação de exaustão e inquietações. Olhe para esse rosto. É espetacularmente sensível e eu amo o fato de não ser simétrico. Sua cabeça estar empurrada para o lado. Se olharmos para o rosto em linha reta podemos ver que a gravidade está comprimindo o lado direito de seu rosto e expandindo o lado esquerdo. Há realmente esse naturalismo intenso. Esta observação das qualidades elásticas do corpo humano. Agora estamos no período helenístico onde os artistas gregos antigos estão expandindo seu assunto de forma que não temos apenas representações de nus heroicos e ideais atléticos que vimos no período clássico mas aqui os artistas exploram um estado mais emocional. Mais variedade de conteúdos. É isso mesmo, por vezes, este é referido como o barroco helenístico por causa de sua complacência em retirar a reserva que nós associamos com a alta classe de um período anterior. - Ele certamente não está reservado aqui. - Não mesmo. (risos) Então, quais são os outros símbolos que o identificam como um sátiro? Como se o rabo, as orelhas, o desejo e a característica de abandono não fosse o suficiente. Podemos ver que ele repousa sob a pele de um leopardo. Ele está em uma rocha se protegendo da aspereza da pedra. E você pode ver que mesmo mantendo seu calcanhar sob ela, é mais suave. E ele a enrolou um pouco debaixo do braço, funcionando assim como uma almofada. Embora seja um pouco difícil imaginarmos ele caminhando até esta pedra, deitando sob a pele e, em seguida, repousando sob ela. - É um bom assento. - De fato, é. Então você disse que é helenístico e certamente é de muitas maneiras. Mas é claramente influenciado pela tradição clássica anterior. Em termos de tratamento do corpo humano e de atenção à musculatura anatômica. Isso é absolutamente nítido no torso. Podemos ver as dobras em seu abdômen. Ou a articulação cuidadosa dos músculos dos ombros e da axila. Essa é uma compreensão surpreendente da anatomia humana. Mas também está um pouco desalinhado. Podemos ver a caixa torácica puxando um pouco para a esquerda. E assim, o todo tem uma curva suave em si, o que torna isso ainda mais complexo. Há uma volta no torso e a vemos em outras esculturas gregas antigas. Como o Torso Belvedere. Embora encontrado cem anos após Michelangelo ou um pouco menos, podemos ver que esse tipo de torção no corpo era algo que o artista assimilaria. Acho que se Michelangelo tivesse a oportunidade de ver isso, ele adoraria. Com certeza. ♪ Legendado por Jessica Mazzini Revisado por Pedro Mota Byrro