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Introdução à Roma antiga

Camafeu com retrato duplo do imperador Trajano e sua esposa Plotina, c. 105-115 d.C., sardônica, 5x 4.3cm, (Curadoria do Museu Britânico)
Camafeu com retrato duplo do imperador Trajano e sua esposa Plotina, c. 105-115 d.C., sardônica, 5x 4,3cm, ©Curadoria do Museu Britânico

De república a império

De acordo com a lenda, Roma foi fundada em 753 a.C. por Rómulo, seu primeiro rei. Em 509 a.C. Roma tornou-se uma república governada pelo Senado (anciões e ricos proprietários de terra) e o povo romano. Durante os 450 anos da república, Roma conquistou o restante da Itália e depois expandiu-se para a França, Espanha, Turquia, Norte da África, e Grécia.
Roma tornou-se bastante influenciada pelos gregos, ou “helenizada”, preenchida com arquitetura, literatura, estátuas, pinturas de parede, mosaicos, cerâmica, e vidro gregos. Mas com a cultura grega veio ouro grego, e generais e senadores disputaram por essa nova riqueza. A República entrou em colapso durante uma guerra civil e o império romano começou.
Em 31 a.C., Otávio, o filho adotivo de Júlio César, derrotou Cleópatra e Marco Antônio em Áccio. Isto encerrou a última guerra civil da república. Embora muitos esperassem a restauração da república, logo tornou-se claro que um novo sistêmica político estava se formando: o imperador tornou-se o foco do império e de seu povo. Embora, na teoria, Augusto (como Otávio ficou conhecido) fosse apenas o primeiro cidadão e governasse com o consentimento do Senado, ele era na prática a autoridade suprema do império. Como imperador ele podia passar seus poderes para o herdeiro que escolhesse e era um rei em todos os aspectos exceto pelo nome.
O império, como era agora chamado, gozou de prosperidade sem precedentes à medida que a rede de cidades expandia-se e bens, pessoas, e ideias, moviam-se livremente pelas terras e pelos mares. Muitas das obras primas associadas à arte romana, como os mosaicos e pinturas de parede em Pompéia, os talheres de ouro e prata, e os vidros como o Vaso de Portland, foram criados nesse período. O império inaugurou uma revolução social e econômica que mudou a face do mundo romano: o serviço ao imperador, não só o status de nascimento e social, tornou-se a chave para avançar.
Imperadores subsequentes, como Tibério e Claudio, expandiram o território de Roma. À época do imperador Trajano, no final do primeiro século d.C., o império romano, com cerca de 50 milhões de habitantes, englobava todo o Mediterrâneo, a Grã-Bretanha, muito da Europa do norte e central, e o Oriente Próximo.

Um vasto império

A começar como Augusto em 27 a.C., os imperadores governaram por 500 anos. Eles expandiram o território de Roma e, por volta de 200 d.C., seu vasto império estendia-se da Síria à Espanha e da Bretanha ao Egito. Redes de estradas conectavam ricas e vibrantes cidades, cheias de belos prédios públicos. Uma cultura greco-romana compartilhada conectava pessoas, bens e ideias.
O sistema imperial do Império Romano dependia fortemente da personalidade e reputação do próprio imperador. Os reinados de imperadores fracos ou impopulares frequentemente terminavam em derramamento de sangue em Roma e caos por todo o império. No século III d.C. a própria existência do império foi ameaçada por uma combinação de crise econômica, imperadores e usurpadores fracos e de vida curta (e as violentas guerras civis entre seus exércitos rivais), e penetração bárbara em massa dentro do território romano.
Estabilidade relativa foi reestabelecida no século IV d.C. por meio da divisão do império feita por Dioclesiano. O império foi dividido entre metades leste e oeste e então em unidades mais facilmente administradas. Embora alguns imperadores posteriores, como Constantino, tenham governado o império todo, a divisão entre leste e oeste tornou-se mais nítida à medida que o tempo passava. Pressões financeiras, declínio urbano, tropas mal pagas e, consequentemente, fronteiras sobrecarregadas - todos estes elementos finalmente causaram o colapso do império do oeste sob ondas de incursões bárbaras no início do século V d.C. O último imperador do oeste, Rómulo Augusto, foi deposto em 476 d.C., embora o império no leste, centrado em Bizâncio (Constantinopla), continuou até o século XV.
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