If you're seeing this message, it means we're having trouble loading external resources on our website.

Se você está atrás de um filtro da Web, certifique-se que os domínios *.kastatic.org e *.kasandbox.org estão desbloqueados.

Conteúdo principal

Relevo do arco de Tito, mostrando os espólios de Jerusalém sendo trazidos para Roma

Painel em relevo mostrando os espólios de Jerusalém sendo trazidos para Roma, arco de Tito, Roma, 81 d.C., mármore, 2,4 metros de altura. Oradores: Dr. Steven Fine e Dra. Beth Harris. Criado por Beth Harris e Steven Zucker.

Transcrição de vídeo

(música de piano) Estamos olhando aos baixo-relevos do Arco de Tito, o mais famoso que mostra os espólios de Jerusalém, trazidos a Roma no grande e triunfal desfile de honraria ao general e futuro imperador, Tito, por sua imensa vitória na destruição de Jerusalém. Um arco triunfal é algo através do qual o imperador entraria com a pilhagem, com inúmeros auxiliares, soldados e prisioneiros de guerra. Quero dizer, este era um grande momento de celebração da vitória em Roma. E ao final da celebração, o general do exército perdedor seria morto em cerimônia. Isso aconteceu aqui? Sim, uma pessoa chamada Simon, filho de Giora, que foi um dos rebeldes de Jerusalém, foi morto no final. Em história da arte, quando olhamos ao relevo do Arco de Tito, as vezes não percebemos a violência, e acabamos por falar sobre isso de forma informal, porque de várias modos, isso exemplifica a arte romana antiga. As figuras são naturalísticas. Há até uma ilusão de espaço, enquanto estes soldados transportam a pilhagem do templo em Jerusalém através de um portão da cidade. Bem, somos muito afortunados, que a guerra judaica teve seu historiador, José, filho de Matatias, em hebreu, Flavius Josephus em latim. Ele foi um general judeu que trocou de lado no meio da guerra, e foi apoiado pela família do imperador para escrever a história e então convencer os judeus a não participarem da guerra. E a convencer os romanos a que apenas uma pequena parte dos judeus estavam se revoltando contra Roma. E então Josephus está em pé no momento desta parada de triunfo, olhando-a perplexo, e acho eu, não sabendo de fato de que lado da guerra está. Então o que vemos aqui é uma situação única, onde uma parada de triunfo romana é participada por alguém que ao mesmo tempo que entende o triunfo, também sofre por ele. Hum, Josephus, Josephus. O império romano está crescendo no início do primeiro século, e os romanos estão se movendo ao que chamamos hoje Oriente Médio e província da Judéia. A Judéia é absorvida pelo império romano. A Judéia tem politeístas e samaritanos, pessoas cuja montanha sagrada fica onde agora é Nablus e muitos judeus também. E vários judeus e samaritanos estão descontentes sobre o fato desses pagãos assumirem o controle de sua terra sagrada. A complexidade das interações ferveram forma tão intricada, que ao final, vemos uma cultura procurando descobrir como relacionar-se com grupo tão peculiar, com seu único templo e seu Deus também único. E este único templo fica em Jerusalém. Em Jerusalém. E neste templo há objetos sagrados. Normalmente as pessoas teriam um templo diferente em cada cidade. Aqui teria um templo para meu Deus. Indo para outra cidade haveria outro templo para outro Deus. Jerusalém tinha apenas um. Os judeus possuíam apenas um, portanto tinham direitos singulares. Por exemplo, no império romano, poderiam enviar doações de qualquer lugar onde moravam, para Jerusalém quando outras pessoas não tinham autorização para enviar dinheiro através das linhas internacionais. Os romanos procuram formas de levar os judeus pois tinham potencial de serem boas pessoas mas com costumes estranhos. Tinham seu templo, porém insistiam em circuncisar suas crianças, possuíam regras de alimentação e algo chamado de Sabá. E tudo isso era esquisito aos romanos de várias formas. Não eram todas regras exclusivas dos judeus. Os egípcios por exemplo, também circuncidavam. Mas muitos hábitos eram estranhos. Os judeus também ficam em evidência, pois era uma religião de livros, e de pessoas que liam. Então o problema complexo levou a construção do templo em Jerusalém. E por conta de todas essas finalidades, lembra um templo romano da época de Augusto. Mas existe algo estranho, que é a falta de estátuas, sem imagens de divindades. Os romanos diriam: "Ah, é um templo sem as coisas divertidas, sem as coisas que fazem sentido." E os judeus diriam: "Este é o templo de Jerusalém, nenhuma imagem aqui." Mas tinham coisas dentro do templo. Havia objetos sagrados e isso é o que vemos aqui, entrando em Roma como troféus de guerra, pelo Arco de Tito. Temos o menorá, um símbolo muito importante. da história judaica, principalmente no período romano, mas vemos também outros objetos sagrados que ficavam no templo, como a mesa de oferenda. Mesa para o pão de oferenda, ou a mesa para o pão da face de Deus. O Pentateuco, que a Torá diz que deve ser colocado na frente de Deus e 12 pães sobre ele. E continuada a ser usada, não apenas a mesma mesa mas também mesas substitutas, até chegarmos a aquela ilustrada no arco, que é uma típica mesa romana. Onde os não-judeus teriam colocado as imagens de suas divindades. Judeus colocariam seus objetos sagrados que ofereciam para a divindade. Mas quando os romanos vieram e tomaram a Judéia, o último dos reis judeus, um indivíduo chamado Matatias Antígono, cunhou uma moeda onde em um lado havia uma menorá, e do outro, a mesa. Depois da longa e terrível guerra, com os judeus lutando contra a ocupação romana, temos os mais sagrados objetos levados dos locais mais santos, simplesmente mostrados como saques. O fato interessante é que você pode deixar o arco de Tito, andar sob o arco, andar pouco mais de 90 metros, e entrar em um templo construído pelo imperador Vespasiano, pai de Tito, onde havia sido colecionado o maior conjunto de obras de arte da época, de forma a demonstrar a grandeza de Roma e de Vespasiano. E em um dos pedestais, ver o mesmo candelabro, a mesma mesa e as mesmas trombetas. No vai e volta entre os objetos reais descritos no texto de Josephus e mostrados no arco, e então, neste museu antigo Não um museu como os nossos atuais. Um museu de despojos de guerra, de troféus colecionados por um homem que estava a ponto de tornar ele mesmo um Deus. Então foi uma procissão profundamente significativa para os romanos porém para os judeus, deve ter sido pavoroso. (música de piano) [Revisado por Pedro Mota Byrro]