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Par de centauros lutando contra felinos predadores da Villa Adriana, Tivoli

Par de centauros lutando contra felinos predadores da Vila Adriana, mosaico, ca. 130 d.C. (Altes Museum, Berlim) Oradores: Dra. Beth Harris e Dr. Steven Zucker. Veja também no Smarthistory: http://smarthistory.khanacademy.org/pair-of-centaurs-fighting-cats-of-prey-from-hadrians-villa.html Veja este mosaico de perto no Google Art Project. Criado por Beth Harris e Steven Zucker.

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Transcrição de vídeo

O antigo imperador romano Adriano construiu uma luxuosa vila próxima de Tívoli e na cozinha havia um mosaico no chão, e o que vemos é um fragmento do mosaico, mostrando dois centauros e três grandes felinos. Ele é feito de pequenos fragmentos de rocha natural e devia ser necessária muita paciência para criá-lo. Especialmente se tomarmos em conta que isto é apenas um pequeno fragmento do grande mosaico original. São pequenos pedaços que se colocam juntos, de forma que criam uma imagem que pode ser facilmente interpretada, mesmo sendo pedaços de rocha. De fato, este tipo de mosaico pode nos dar alguma pista de como eram as pinturas gregas, já que muito poucas pinturas gregas chegaram até nós. Sabemos, por fontes escritas, que os gregos criam que sua pintura era sua melhor arte. Geralmente se pensa nas esculturas e a antiga arquitetura grega ou talvez em vasos cerâmicos. Tudo isso, segundo os próprios gregos, não era nada em comparação com as obras que realizavam nos muros, mesmo assim, quase nenhuma resistiu. Assim, os mosaicos são muito valiosos, já que nos dão ideia do que os gregos conseguiram. O que me encanta neste mosaico é o quão dramático ele é. Temos um centauro, uma criatura mítica, metade homem e metade cavalo, que está imerso em uma luta contra três felinos selvagens, Seus braços levantados estão a ponto de lançar uma rocha em um tigre que atacou outro centauro. Atrás dele, há outro felino caído. Provavelmente um leão. Pode se notar que, ao mesmo tempo que o centauro está para lançar a rocha no tigre à sua esquerda, ele olha para o Leopardo que está para atacá-lo. Dá a sensação de ocorrer tudo em um único instante. É certo. De fato, se olhar para seus olhares, é muito interessante. Nossos olhos vão primeiro do centauro ao tigre e nos damos conta de que o tigre acaba de derrotar um outro centauro. O tigre olha atrás do centauro, mas o centauro não olha o tigre, seus olhos se fixam no leopardo. Sabe-se que está a ponto de lançar uma enorme rocha, o que nos mostra a força dos centauros. Mas também se dá conta do perigo que corre devido a presença do leopardo. Assim que o que se forma é um triângulo com os olhares dos personagens. Esse centauro que vemos no centro mostra muita força física, mas também preocupação e nervosismo. É muito interessante. Suponho que gregos e, mais tarde, os romanos, se identificavam mais com o centauro do que com felinos. Normalmente, quando vemos centauros, estão lutando com os gregos e nos colocamos como gregos, civilizados, enquanto os centauros, entretanto são meio bestas, são os agressores. Aqui se sucede o contrário e é o centauro quem ganha nossa simpatia, devido às suas qualidades humanas, mesmo que sendo metade animal. Os gregos e, mais tarde, os romanos se viam afastados da natureza do caos e aqui o centauro representa um tipo de brutalidade, mas nada em comparação com os felinos. Acredito que está expressado de uma maneira preciosa pela emoção do rosto do centauro. Se pode ver como uma emoção humana, de preocupação, medo, mas também de força. Enquanto os animais não mostram nenhuma emoção. Tem razão se quer que nos identifiquemos com o personagem que está no centro, mesmo que seja metade animal. E algo lhe cobre o braço. De fato, é a pele de um Leopardo. Provavelmente, há uma razão para os leopardos estarem chateados. Você disse que isto podia nos dar ideia de como eram as antigas pinturas gregas. E neste mosaico vemos o que se observa na escultura grega antiga, que sobreviveu, e com uma interessante anatomia humana e realismo. De fato, se focar na representação do centauro, que obviamente é uma criatura impossível, está tão bem representado que quase podemos pensar que é anatomicamente possível. Veja, por exemplo, como o abdômem se funde com o peito do cavalo, e podemos imaginar como se une a coluna dos dois animais e se transforma em uma só. Há uma sensação de crédito, inclusive nesta criatura impossível. Há também uma visão muito realista de uma paisagem rochosa onde estão os personagens. A figura do centauro caído à esquerda e o leão caído à direita em escorço, feito para criar a ilusão de espaço. Olhe para o precioso escorço do centauro quieto e erguido e em como parece retroceder no espaço. Está feito de uma maneira muito bela e e o fato de ser feito em pedra o faz ainda mais impressionante. É extraordinário. Eu gostaria de vê-lo em seu contexto real, na sala de jantar de Adriano, no palácio. Legendado por Tiago Lemes Palhano Bordin