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O que torna a arte valiosa—antes e agora

Para artistas do período antes da era moderna (antes de cerca de 1800 mais ou menos), o processo de venda de arte  era diferente do que é agora.  Na idade média e no renascimento obras de arte eram comissionadas, isto é, elas eram encomendadas por um patrono (a pessoa que pagava a obra de arte) e em seguida feitas conforme a encomenda. Um patrono geralmente firmava um contrato com um artista que especificava quanto ele seria pago, quais os tipos de materiais seriam usados, quanto tempo levaria para completar e qual seria o assunto do trabalho.
Não é o que consideraríamos liberdade artística— mas isso tinha suas vantagens. Você não pintava algo e então esperava que vendesse, a maneira que muitos artistas fazem hoje em dia.
Patronos muitas vezes pediam para serem incluídos na pintura que eles encomendavam. Quando patronos apareciam em uma pintura, geralmente nos referimos a eles como doadores. Nesta pintura, o doador é mostrado ajoelhado à direita na frente da vigem Maria e do menino Jesus. Jan van Eyck, Madona e a criança com Canon Joris van der Paele, óleo sobre madeira, 141 x 176,5 cm (incluindo a moldura), 1434-36 (Groeningemuseum, Bruges).

Qual era a posição social do artista antes da era moderna?

Uma maneira de entender isso é pensar sobre o que você "manda fazer sob encomenda" hoje em dia. Uma pizza vem à mente—encomendada a um cozinheiro na pizzaria local — "Eu quero uma pizza grande com linguiça", ou um bolo de aniversário a um padeiro "Eu gostaria de um bolo de chocolate com glacê de café e letras azuis dizendo 'Feliz Aniversário João"'. Ou talvez você encomendou um conjunto de prateleiras a um carpinteiro, ou um vestido de casamento a uma costureira?
Nossa cultura considera cozinheiros e carpinteiros na mesma posição social que advogados ou médicos (lembrem-se que não estou perguntando o que pensamos, mas o valor que nossa cultura geralmente dá a essas profissões)? Nossa cultura cria uma distinção a qual às vezes nos referimos como trabalhos de "colarinho azul" versus trabalho de "colarinho branco".
Na idade média, e mesmo durante grande parte do Renascimento, o artista era visto como alguém que trabalhava com as mãos — eles eram considerados trabalhadores qualificados, operários ou artesãos. Isso era algo que artistas renascentistas combateram ferozmente. Eles queriam, compreensivelmente, ser considerados como pensadores e inovadores. E durante o renascimento a posição social do artista mudou drasticamente, mas levaria séculos para artistas de sucesso obterem o altíssimo prestígio social que hoje concedemos à "artistas celebridades" (por exemplo, Pablo Picasso, Andy Warhol, Jeff Koons ou Damien Hirst) .

O que valorizamos mudou

Simone Martini, A Anunciação, 1333, têmpera sobre painel, 72 1/2 x 82 5/8" ou 184 x 210 cm. (Uffizi, Florença)
Pinturas medievais eram muitas vezes objetos suntuosos feitos com ouro e outros materiais preciosos. O que fez estas pinturas serem valiosas foram estes materiais utilizados (azul, por exemplo, era feito da pedra semipreciosa rara e cara, lápis-lazúli). Estes materiais eram esbanjados em objetos para expressarem a devoção religiosa ou para refletirem a riqueza e a posição social do seu patrono. Atualmente, o valor de uma pintura é frequentemente o resultado de algo inteiramente diferente. Picasso poderia ter pintado num guardanapo e teria sido incrivelmente valioso só porque era de Picasso—a arte agora é uma expressão do artista e os materiais muitas vezes têm pouco a ver com o valor da arte.
Ensaio da Dra. Beth Harris e do Dr. Steven Zucker

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