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As cinco principais religiões do mundo

Veja a aula completa: http://ed.ted.com/lessons/the-five-major-world-religions-john-bellaimey É perfeitamente humano lidar com questões tais como "De onde viemos?" e " Como eu dou sentido à minha vida?" Essas questões existenciais são importantes para as cinco principais religiões mundiais - e isso não é tudo o que une essas fés. John Bellaimey explica as histórias e as culturas interligadas do Hinduísmo, do Judaísmo, do Budismo, do Cristianismo e do Islã. Aula de John Bellaimey, animação por TED-Ed.

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  • Avatar blobby green style do usuário Antonio Barros Medeiros
    Por que as religiões não se respeitam, quando percebemos que todas usaram a arte para se comunicarem?
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    • Avatar aqualine tree style do usuário Gabrielly de Campos
      Acho que é mais, pelo fato que cada religião quer se sentir superiora, quer ser a melhor. Mas eles não percebem que todas em alguma parte, ou até na maioria das partes tem aspectos em comum! A forma de arte hoje em dia ainda é meio que discutida, e muitos ainda querem ser superiores, mas veja, se nós hoje em dia temos mais a dizer sobre a arte, não deveríamos ter a consciência que temos os mesmos aspectos de arte, de tal cultura, por mais que tenhamos religiões ou pensamentos diferentes! Eu acredito que a história de cada contexto de arte, etc. Tem que ser abertamente aceito e assim deixar a superioridade de lado!
      (2 votos)
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Transcrição de vídeo

Tradutor: Wanderley Jesus Revisor: Ruy Lopes Pereira Em todos os tempos e lugares de nossa história, o ser humano pergunta-se: "De onde viemos? Qual nosso papel no mundo? Que acontece depois da morte?" As religiões são sistemas de crenças que se desenvolveram e evoluíram através dos tempos, em resposta a estes e outros mistérios eternos, levadas por um sentimento de que algumas questões só podem ser respondidas pela fé e baseadas numa intuição de que há algo maior que nós, um poder superior a quem devemos prestar contas, alguma fonte de onde todos nós viemos e para onde retornaremos. Hinduísmo indica as religiões da Índia. Não é uma religião única, mas uma variedade de crenças e práticas espirituais relacionadas. Surgiu há 5 mil anos, no tempo de Krishna, um homem de tal virtude que tornou-se conhecido como um avatar de Vishnu, uma encarnação de deus sob forma humana. Ele ensinou que toda vida segue um carma, a lei da causa e efeito, e nossa tarefa é cumprir nossa missão, ou darma, de acordo com nossa posição na sociedade, sem nos preocuparmos com como as coisas acontecem. Quando morremos, reencarnamos em um novo corpo. Se seguimos nosso darma e cumprimos nossa missão na vida passada, ganharemos um bom carma, que leva nossa alma para um nível superior na escala social. Nosso renascimento para a próxima vida é, portanto, determinado pelo que fizermos nesta vida. A roda dos renascimentos é chamada de samsara. É possível a uma pessoa muito santa levar uma vida com uma boa dose de carma bom para escapar da roda. Este escapar é conhecido por moksha. O hinduísmo ensina que tudo é uma coisa só. Todo o universo é uma realidade transcendente chamada de Brahman, e só há um Brahman, mas muitos deuses nele, e seus papéis, aspectos e formas diferem de acordo com várias tradições. Brahma é o criador, Vishnu é o mantenedor que algumas vezes toma a forma humana, e Shiva é o transformador, ou o Senhor da Dança. Durga é a feroz divina mãe protetora. Ganesha tem uma cabeça de elefante e é o sábio padroeiro do sucesso. O hinduísmo é a terceira maior religião do mundo. Embora a maioria dos hindus viva na Índia, eles podem ser encontrados em todos os continentes, chegando a um bilhão. Viajemos para o oeste, cruzando desertos e montanhas até o crescente fértil, há uns 4.000 anos. O judaísmo começa com Deus ordenando que Abraão e Sara deixem a Mesopotâmia e migrem para a terra de Canaã. Como recompensa pela fé em um Deus verdadeiro, um conceito revolucionário no mundo politeísta daquela época, eles teriam uma terra e muitos descendentes. Desta promessa veio a terra de Israel e o povo escolhido, mas ficar naquela terra e manter aquele povo unido foi algo muito difícil. Os israelitas foram escravizados no Egito, mas Deus os libertou com a ajuda do profeta Moisés, que recebeu os 10 Mandamentos e, posteriormente, centenas de outros mais. Eles conquistaram a Terra Prometida, mas conseguiram mantê-la só por algumas centenas de anos. Israel se localiza na encruzilhada pela qual muitos exércitos marcharam através dos séculos. E no ano 70, os romanos destroem o templo em sua capital, Jerusalém. Então, a religião transformou-se de uma religião de templo, com sacrifícios e sacerdotes, em uma religião do livro. Devido a isto, o judaísmo é uma fé de simbolismo, reverência e significados profundos ligados à literatura de sua história. As muitas escrituras sagradas formam a bíblia hebraica, ou Tanakh, e centenas de discussões e interpretações escritas formam um compêndio de significados profundos, chamado Talmud. Os judeus encontram um significado rico e simbólico no dia a dia. Na refeição da páscoa, cada item do menu simboliza um aspecto da fuga da escravidão. A importância do crescimento é enfatizada quando o jovem atinge a idade do bar e bat mitzvah, cerimonias nas quais eles assumem a responsabilidade por seus atos e celebram o tecer de suas próprias vidas na fé, história e textos do povo judaico. Há 14 milhões de judeus no mundo hoje; 6 milhões em Israel, que se tornou independente depois dos horrores do genocídio da Segunda Guerra Mundial, e 5 milhões nos Estados Unidos. Mas voltemos 2.500 anos e regressemos à Índia quando o budismo começou com um jovem príncipe chamado Sidarta. Na noite em que foi concebido, foi dito que sua mãe, a rainha Maya, recebeu, enquanto dormia, a visita de um elefante branco. 10 meses depois, o príncipe Sidarta nasceu para uma vida de luxo. Se aventurando além de sua vida segura, quando jovem, ele testemunhou o sofrimento humano que tinham escondido dele e, imediatamente, partiu para investigar suas causas. Por que as pessoas precisam passar pelo sofrimento? Precisamos reencarnar por centenas de vidas? Primeiro, ele pensou que o problema fosse o apego às coisas materiais, e daí abriu mão de suas posses. Ele se tornou um andarilho pedinte, mas descobriu que isto não o fazia mais feliz. Então, ele escutou um professor de música falando a um estudante: "Não aperte muito as cordas, elas vão quebrar. Mas não as deixe tão soltas, ou elas não soarão." Imediatamente, ele descobriu que procurar as respostas nos extremos era um erro. O meio termo entre o luxo e a pobreza parecia ser o mais sábio. E enquanto meditava sob uma àrvore de bohdi, o resto da resposta veio. A vida é cheia de sofrimento. Ele é causado pela ambição egoísta pelo sucesso pessoal de um às custas dos outros. Seguir um plano de 8 passos pode nos ensinar a reduzir a ambição, e, portanto, reduzir o sofrimento. Naquele dia, Sidarta se tornou Buda, o iluminado. Não o único, mas o primeiro. O plano budista é chamado o Caminho de 8 Etapas, e embora não seja fácil segui-lo mostrou o caminho da iluminação a milhões de pessoas, que é o que significa o estado de Buda, um estado de compaixão, percepção, paz, e persistência. Ao se levantar de debaixo da árvore até sua morte, já velho, Buda ensinou às pessoas como se tornar iluminado: falar a verdade, ter objetivos corretos, concentrar-se no que é real, e ter um coração voltado para amar os outros. Muitos budistas acreditam em Deus ou deuses, mas as ações são mais importantes que as crenças. Há perto de um bilhão de budistas no mundo hoje, a maioria no leste, sudeste e sul da Ásia. 2.000 anos atrás, na Terra Prometida judaica, o cristianismo nasceu. Assim como os hindus chamam Krishna de "Deus na forma humana", os cristãos dizem o mesmo de Jesus, e o cristianismo nasceu do judaísmo assim como o budismo nasceu do hinduísmo. O anjo Gabriel foi enviado pelo Deus de Abraão para pedir a uma jovem chamada Maria para se tornar a mãe de seu filho. O filho era Jesus, educado como um carpinteiro por Maria e seu marido José, até fazer 30 anos, quando começou sua vida pública como a palavra viva de Deus. Menos interessado em religiosidade que em justiça e piedade, Jesus curava os doentes de modo a guiar a multidão e, daí, ensiná-la sobre o seu pai celeste -- carinhoso, compassivo e atencioso. Então, ele convidava cada um para a mesa, para ilustrar seu Reino de Deus: párias, pecadores e santos, todos se alimentando juntos. Ele teve apenas 3 anos antes de sua sabedoria não convencional criar um grande problema para ele. Seus inimigos fizeram-no ser capturado, e ele foi executado por Roma da forma usual pela qual os agitadores eram mortos, a crucificação. Mas pouco depois de ter sido enterrado, mulheres encontraram seu túmulo vazio e logo espalharam a notícia, convencidas de que ele tinha ressuscitado dos mortos. Os primeiros cristãos descrevem suas aparições ressuscitado, inspirando confiança de que sua mensagem era verdadeira. A mensagem: amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Os cristãos celebram o nascimento de Jesus em dezembro, no Natal, e seu sofrimento, morte e ressurreição durante a Semana Santa. Na cerimônia de batismo, uma purificação dos pecados e as boas-vindas à comunidade cristã, lembram o batizado do próprio Jesus, quando ele deixou sua vida de carpinteiro. No rito da comunhão, os cristãos comem o pão e bebem o vinho abençoados como o corpo e o sangue de Jesus, em memória da última ceia de Jesus. Há dois bilhões de cristãos no mundo, que representam quase um terço da população da terra. O islamismo começou há 1.400 anos, com um homem de grande virtude, meditando numa caverna na montanha, no deserto árabe. O homem era Maomé. Foi visitado pelo mensageiro divino, novamente o anjo Gabriel, em árabe: Jibril, passando para ele as palavras de Alá, o Deus único de Abraão. Nos anos seguintes, mais e mais mensagens vieram e ele as decorou e as ensinou aos demais. Os versos que ele declamava eram cheios de mensagens sábias, belas rimas, e metáforas misteriosas. Mas Maomé era um comerciante, não um poeta. Muitos concordam que os versos eram realmente as palavras de Deus, e estes crentes foram os primeiros muçulmanos. A palavra "muçulmano" significa "aquele que renuncia", ou seja, uma pessoa que se submete aos desígnios de Deus. Os cinco principais deveres de um muçulmano são chamados de Os Cinco Pilares: Shahada, os muçulmanos declaram publicamente que não há outro Deus senão Alá, e que Maomé é seu profeta; Salat, eles oram cinco vezes ao dia, na direção de Meca; Zakat, exige-se de cada muçulmano que doe 2 ou 3% do que possui aos pobres; Sawn, eles jejuam durante o dia, no mês lunar do Ramadan, para fortalecer sua força de vontade e sua confiança em Deus; e Hajj, uma vez na vida, cada muçulmano que possa deve fazer uma peregrinação até a cidade santa de Meca, ensaiando para o momento em que estará diante de Deus para ser julgado se merece ou não a vida eterna com Ele. As palavras de Deus, reveladas ao profeta durante 23 anos, estão reunidas no Alcorão, cuja tradução literal é "a recitação." Os muçulmanos acreditam ser este o único livro sagrado livre da corrupção humana. Também é considerado por muitos como a melhor obra da literatura na língua árabe. O islamismo é a segunda maior religião no mundo, praticada por mais de 1,5 bilhão de muçulmanos pelo mundo. A religião tem sido um aspecto da cultura desde que existe, e há inúmeras variações em suas práticas. O que há de comum a todas as religiões é um apelo para valorizar o essencial, superar as vaidades fúteis e as miudezas da existência, superar o pecado, o sofrimento, e a morte, superar o medo e a nós mesmos.