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Relações de tempo, causa, oposição, conclusão e comparação

Nesta videoaula, serão apresentados articuladores de relação de sentido que expressam tempo, causa, oposição, conclusão e comparação. Versão original criada por Khan Academy.

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Transcrição de vídeo

RKA3JV - Olá, como vai? Você já pensou na importância de um texto ser bem articulado? Quanto mais bem articulado um texto, mais objetiva é a sua mensagem e mais clara é a interpretação que podemos fazer dele. Hoje vamos estudar os articuladores de um texto. E, para isso, eu vou ler para você alguns trechos do livro "O Reizinho Mandão", da escritora Ruth Rocha, publicado em 2018 pela Editora Pitanguá. Vamos lá! Eu vou contar para vocês uma história que o meu avô sempre me contava. Opa, espera aí! Antes de continuar, vamos marcar esta palavra aqui, que ela é muito importante. O que este "sempre" está querendo dizer? Ele é uma palavra que indica um tempo: "sempre que o avô contava". Ele é um articulador ligado ao tempo, poderia ser "sempre", poderia ser "quando", poderia ser "antes, depois, toda vez que, assim que, enquanto". Percebe? Esta é uma forma, é uma palavra que ajuda a tornar o texto mais claro. Quando que o avô dizia isso? Sempre, sempre me contava. É um articulador de tempo. Mas, tudo bem, vamos continuar a leitura. Na continuidade, o texto da Ruth Rocha diz o seguinte, ele, no caso o avô, dizia que essa história aconteceu há muitos e muitos anos, em lugar muito longe daqui. Neste lugar tinha um rei daqueles que tem nas histórias. De barba branca batendo no peito, de capa vermelha batendo no pé. Como esse rei era rei de história, era um rei muito bonzinho, muito justo e tudo o que ele fazia era para o bem do povo. Vai que esse rei morreu, porque era muito velhinho, e o príncipe, filho do rei, virou rei daquele lugar. Espera aí. Antes da gente continuar, vamos parar mais uma vez. Agora, eu quero que você preste atenção nesta palavra aqui: "porque". O que este "porque" está fazendo aqui? Ele explica que o rei morreu, porque era muito velhinho. É um articulador que indica uma causa. Eu poderia colocar aqui "porque", eu poderia colocar aqui "pois, visto que, já que" várias palavras que me ajudariam a dar a causa da morte do rei. Neste caso, ele morreu, porque era muito velhinho. Mas vamos continuar, porque tem mais pela frente. O príncipe que ficou no lugar do rei, lembra? Era um sujeito muito mal-educado, mimado, desses que a mãe deles fazem todas as vontades, e eles ficam pensando que são os donos do mundo. Eu tenho uma porção de amigos assim. Querem mandar nas brincadeiras, quando a gente quer brincar de outra coisa, ficam zangados. Vão logo dizendo: "não brinco mais!", e quando as mães deles vêm ver o que aconteceu, se atiram no chão e ficam roxinhos, esperneiam e tudo. Então as mães deles ficam achando que a gente está maltratando o filhinho delas. Opa, mais uma parada aqui. O que este "então" quer dizer? Isto é uma conclusão. Esta palavra "então" ajuda a gente que está lendo o texto a concluir alguma coisa. Ela podia usar "portanto", ela podia usar "logo", ela podia usar também a palavra "pois". Mas a palavra "pois" também não é uma causa? "Porque", "pois". Então, a gente pode ter palavras que têm mais de um sentido. Aí é que é importante a gente entender o que nós queremos dizer com o nosso texto. Neste caso, a palavra "pois" poderia ser usada? Poderia. E no outro caso do "porque"? Também poderia, mas ela teria sentidos diferentes. Lá ela seria a causa da morte do rei, aqui ela é a conclusão do que as mães acham que a gente fica fazendo com os filhos delas. Vamos continuar a leitura. Então, como eu estava contando, o tal do príncipe ficou sendo o rei daquele país. Precisava ver que reizinho chato que ele ficou! Mandão, teimoso, implicante, xereta! Ele era tão xereta, tão mandão, que queria mandar em tudo o que acontecia no reino. Para de novo, para de novo. Ele era tão xereta, tão mandão, em relação a quê? Percebe, ele não era só xereta, ele era "tão" xereta, era xereta demais, mais do que um xereta ele era um xeretaço. Isso é uma comparação. A palavra "tão" aqui, que poderia ser usada a palavra "tanto", a palavra "mais do que", a expressão "menos do que", eu poderia usar "como". Eu poderia usar vários termos, várias palavras para fazer uma comparação. Era isso que autora queria que a gente percebesse ao ler o seu texto. Continuando, mais uma vez. Quando eu digo tudo, era tudo mesmo! Os conselheiros do rei ficavam desesperados, tentavam dar conselhos a ele, afinal, é para isso que os conselheiros existem. Eles explicavam que um rei tem que fazer leis importantes, para tornar o povo mais feliz. Mas o reizinho mandão não queria saber de nada. Mais uma parada aqui. "Mas" o reizinho mandão não queria saber de nada. O que isso está querendo dizer? Está querendo dizer que embora os conselheiros falassem para o rei: olha, rei, precisa tomar cuidado, a gente precisa fazer as coisas para o bem do povo e tudo mais. O rei não estava nem aí. Então, é uma palavra que indica uma oposição à ideia anterior. Poderiam ser outras palavras também, a gente pode substituir o "mas" por "porém, todavia, contudo, entretanto, ainda que, apesar de que, embora" tem um monte de termos e palavras que transmitem oposição à ideia. Mas eu acho que duas coisas eu consegui aqui. Uma foi deixar você curioso ou curiosa sobre o resto desta história. Então, eu sugiro que você procure o texto "O Reizinho Mandão" em uma biblioteca ou em uma livraria e se divirta com a história que a Ruth Rocha escreveu. Mas outra coisa que eu consegui, foi mostrar para você que um bom texto, um texto claro com uma mensagem coesa, é um texto que faz a relação correta do tempo, da causa, da conclusão, da comparação e da oposição. Quando a gente sabe usar estes articuladores os nossos textos ficam melhores, ficam mais objetivos, ficam muito mais gostosos de ler. Eu espero que você tenha gostado muito do que a gente viu hoje. A gente se vê por aí, até mais!