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Conteúdo principal
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Transcrição de vídeo

RKA - Oi! Tudo bem com você? Hoje a gente vai falar sobre a crônica. Você sabe o que é uma crônica? Bom, a crônica é um gênero narrativo, uma forma de contar histórias, de contar narrativas. Uma característica da crônica é que ela, geralmente, trata de assuntos da atualidade. É interessante a gente saber, antes de começar o conteúdo desse vídeo, que o nome "crônica" vem do nome "Cronos", o Deus grego do tempo. A crônica, então, tem esse nome porque ela trata de assuntos da atualidade, de assuntos atuais do nosso dia a dia. A crônica, então, é um gênero narrativo, geralmente, publicada em jornais ou revistas. Assim, por ser publicada em veículos de informação que, todos os dias, atualizam a população sobre as notícias, sobre o que está acontecendo, as crônicas, geralmente, também tratam de assuntos do dia a dia. Porém, elas são bem diferentes das notícias, porque elas não têm a função de nos informar sobre alguma coisa, mas sim de nos entreter, por ser uma forma de contar histórias. Elas são, geralmente, publicadas em jornais e revistas. Por isso, uma crônica pode ser escrita por um jornalista ou por um escritor. Bom, uma das características das crônicas é que elas tratam do cotidiano, como a gente já viu nesse vídeo. Elas tratam de assuntos que estão circulando na atualidade, no nosso dia a dia. Uma outra coisa com que a gente tem que ficar atento para poder entender o que é uma crônica, e percebê-la no dia a dia, é a questão da exatidão dos fatos. Uma notícia de jornal tem que ser sempre exata e baseada em dados verdadeiros. Acontece que uma crônica, mesmo sendo publicada em jornais, não precisa da exatidão dos fatos. Ela é apenas um gênero narrativo, uma forma de contar uma história. Por mais que ela trate do cotidiano, ela não precisa falar de fatos, sendo apenas ficção. Dessa forma, então, a gente já consegue perceber que a crônica conta uma história. Bom, para esse vídeo, eu trouxe um exemplo de uma crônica do escritor Rubem Braga, um cronista brasileiro. Ela se chama "Recado ao Senhor 903". Vamos ler e, depois, tentar encontrar as características que fazem dela uma crônica, tudo bem? Ela começa assim: Recado ao Senhor 903 "Vizinho, quem fala aqui é o homem do 1003. Recebi, outro dia, a visita do zelador, que me mostrou a carta em que o senhor reclamava contra o barulho em meu apartamento. Recebi, depois, a sua própria visita pessoal, e a sua veemente reclamação verbal. Devo dizer que estou desolado com tudo isso, e lhe dou inteira razão. O regulamento do prédio é explícito: quem trabalha o dia inteiro tem direito a repouso noturno, e é impossível repousar no 903 quando há vozes, passos e músicas no 1003. Ou melhor: é impossível ao 903 dormir quando o 1003 se agita; pois, como não sei o seu nome, nem o senhor sabe o meu, ficamos reduzidos a ser dois números, dois números empilhados entre dezenas de outros..." Bom, isso é uma crônica. Essa narrativa que eu trouxe para a gente hoje não está completa. Eu a trouxe apenas para usarmos de exemplo. Mas você consegue encontrar as crônicas do escritor Rubem Braga nas livrarias da sua cidade. Bom, vamos prestar atenção nas características que fazem dessa narrativa, dessa história, uma crônica. Uma coisa importante é que ela trata de coisas do cotidiano. No caso, o morador do apartamento 903 reclama do morador do 1003 que faz muito barulho à noite. Isso é uma coisa comum, que pode muito bem acontecer com as pessoas que moram em prédios. Uma outra característica de uma crônica é que o escritor é livre para contar como quiser. Nesse caso, mesmo que uma crônica seja publicada em um jornal, por exemplo, ela não é uma notícia. Ela não precisa se basear em fatos ou em dados científicos. Ela é apenas um gênero de ficção, um gênero literário, em que o cronista transmite para a gente uma narrativa, uma história ficcional. Nesse caso, tanto um jornalista quanto um escritor podem escrever uma crônica. Além disso, eu, ou você, também podemos escrever uma crônica. Nesse caso, as crônicas podem, também, ter efeitos de humor, ter a intenção de nos fazer rir. A gente se encontra em uma próxima aula. Até lá! E bons estudos!