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Modo verbal: Imperativo

Nesta videoaula, apresentamos informações sobre o modo verbal imperativo (afirmativo e negativo). Versão original criada por Khan Academy.

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Transcrição de vídeo

RKA4 MC - Olá, tudo bem? No vídeo de hoje vamos entender o uso do modo imperativo. Quando você vai ao supermercado com sua família e quer alguma coisa (um sorvete, por exemplo), como você pede? “Compra um sorvete?” A intenção ao usar uma frase assim é tentar convencê-los a fazer o que você pediu. Para isso, você usa um verbo no modo imperativo. Mas para começar, vamos entender que são três os modos verbais na nossa língua portuguesa. Eles mostram nossa interação quando nos comunicamos: indicativo, subjuntivo e imperativo. O indicativo mostra afirmações com o valor de verdade. Por exemplo: quando você vai contar seu final de semana para os amigos: ”Domingo fomos à praia”. Observe que o “fomos” afirma o que aconteceu no final de semana. O subjuntivo apresenta ideias de dúvidas, de desejos, de hipóteses, de condições. Por exemplo, quando você mostra a possibilidade de ir à festa na casa do seu amigo: ”Talvez eu vá à festa na sua casa”. Perceba que o “vá” mostra uma incerteza, uma dúvida, se vai dar para ir à festa na casa do amigo ou não. E há também o modo imperativo, que é o modo que utilizamos quando queremos convencer, orientar, aconselhar ou dar ordens à pessoa com quem conversamos. O imperativo está presente em nosso dia a dia em diversas situações e textos, sejam eles mais formais ou menos formais. Vou mostrar com alguns exemplos. Observe essa receita de macarrão. Note como há um passo a passo de como preparar o macarrão: Ferva dois litros de água, coloque sal cozinhe o macarrão por sete minutos, escorra o macarrão, acrescente o molho. Bom apetite! Nesse passo a passo você nota que há orientações de como preparar. Todos os verbos se encontram no modo imperativo. Outro exemplo é quando você fica doente e vai a uma consulta, o médico indica o tratamento: tome o medicamento de 8 em 8 horas por 5 dias. Essa orientação também traz um verbo no modo imperativo. Quando você se reúne com seus amigos para jogar um jogo de tabuleiro, são necessárias regras para que não haja brigas. Um: jogue os dados. Dois: mova a peça de acordo com o número sorteado. Observe que tanto o "jogue" quanto o "mova" orientam as ações durante a partida. É o modo imperativo. Podemos citar também a publicidade, ela induz nosso consumo ou nossas ações como cidadãos. Na primeira imagem, observe a moça. Parece que ela está dentro de uma loja, sim ou não? Nesse caso, há uma sugestão de consumo. Podemos dizer, por exemplo, “compre”. Já a segunda imagem mostra bolsas de sangue. Elas sugerem o quê? Uma campanha de doação de sangue? Então poderíamos dizer “doe sangue”. Até mesmo na sua casa ocorre o modo imperativo. Seus pais, quando querem que você vá dormir, eles usam o modo imperativo. Pode ser um pedido: “Vamos dormir, está tarde”. Observe que o “vamos” sugere a realização de uma ação ou uma ordem: “Desliga o computador e vai dormir”. Você pode até implorar por mais meia hora, “Por favor, deixe-me jogar mais um pouquinho”. Observe que nesses dois casos também ocorre o modo imperativo. Percebeu que em todos os exemplos a pessoa a quem se destina a mensagem é incentivada a realizar uma ação? É o imperativo. Viu como ele é comum? Agora, uma coisa é muito importante: há duas maneiras de tratar a pessoa com quem conversamos. Uma delas é feita pelo pronome “tu”, que exige a concordância do verbo na segunda pessoa “Entra e resolve a tarefa” Para facilitar, veja que os verbos do exemplo parecem a segunda pessoa do presente do indicativo, mas sem o “s” do final: eu entro, tu entras, eu resolvo, tu resolves. Se a gente tirar o “s”, fica igualzinho ao imperativo. Outra possibilidade é usar o pronome “você”, que requer concordância na terceira pessoa. “Entre e resolva a tarefa”. Nesse caso, para lembrar o uso, veja que o verbo fica igual ao presente do subjuntivo: que eu entre, que tu entres, que ele ou que você entre, que eu resolva, que tu resolvas, que ele ou você resolva. “Entre” e “resolva” são formas iguais as que nós vimos no exemplo. Além da forma afirmativa, há o imperativo negativo. Só que aí tem uma ideia forte de proibição. Nessa situação, os verbos tanto na segunda quanto na terceira pessoas ficam iguais ao presente do subjuntivo: não grites, não grite. Resumindo a aula de hoje, sempre que você deseja convencer, orientar, aconselhar ou dar ordens a alguém, seja nas formas afirmativa ou negativa, usando tanto o pronome “tu” quanto o pronome “você”, o modo verbal mais adequado é o imperativo. Bons estudos e até a próxima aula! Tchau!