If you're seeing this message, it means we're having trouble loading external resources on our website.

Se você está atrás de um filtro da Web, certifique-se que os domínios *.kastatic.org e *.kasandbox.org estão desbloqueados.

Conteúdo principal

Versos livres e forma fixa em poemas

Nesta videoaula, apresentamos o conceito de poemas escritos em versos livres e poemas com forma fixa. Também são apresentados exemplos para ilustrar as diferenças entre eles. Versão original criada por Khan Academy.

Quer participar da conversa?

  • Avatar aqualine sapling style do usuário sim
    como c@gar sem sujar a bund@?
    (1 voto)
    Avatar Default Khan Academy avatar do usuário
Você entende inglês? Clique aqui para ver mais debates na versão em inglês do site da Khan Academy.

Transcrição de vídeo

RKA12 - Bom dia, boa tarde, boa noite, pessoal! Hoje, a gente vai falar sobre poemas. O poema é um gênero textual lírico e é uma forma de expressão de sentimentos e emoções, normalmente, por meio da subjetividade. É muito comum, quando se fala em poema, pensar em amor. E pode, sim, ser um dos temas dos quais ele trata. Mas os poemas não vão sempre falar de amor. Podem falar sobre o cotidiano, eles podem falar sobre a morte, sobre política, ou até contar uma história. E eles também podem vir em formas diferentes, em estruturas diferentes. Vamos ler agora estes dois poemas. "Os Traços de Leandro Gomes de Barros", de Leandro Gomes de Barros. "A cabeça, um tanto grande e bem redonda, O nariz, afilado, um pouco grosso: As orelhas não são muito pequenas, Beiço fino e não tem quase pescoço. Tem a fala um pouco fina, voz sem som, Cor branca e altura regular, Pouca barba, bigode fino e louro, Cambaleia um tanto quanto no andar. Olhos grandes, bem azuis, têm cor do mar: Corpo mole, mas não é tipo esquisito – Tem pessoas que o acham muito feio, Mas a mamãe, quando o viu, achou bonito!" Agora vamos ler este aqui: "Pronominais", de Oswald de Andrade. "Dê-me um cigarro Diz a gramática Do professor e do aluno E do mulato sabido Mas o bom negro e o bom branco Da Nação Brasileira Dizem todos os dias Deixa disso camarada Me dá um cigarro". Agora, vamos olhar um pouquinho para estes poemas. O primeiro é um autorretrato do autor. Ele vai se descrevendo no decorrer dos versos. Você percebeu que todas as estrofes têm o mesmo número de versos? As rimas também estão sempre no segundo ou no quarto verso. Isto resulta em uma estrutura padrão de poema. Vamos ver este segundo. A gente não vê padrão nenhum na estrutura dele. Parece ser muito mais natural, da nossa forma de falar. É legal porque este poema do Oswald fala exatamente da forma mais natural de falar do brasileiro, da forma mais informal. A norma culta exige que a gente fale "dê-me um cigarro", mas no dia a dia a gente nunca falaria isto. A gente falaria "me dá um cigarro". No entanto, os dois possuem uma melodia na hora da leitura. O primeiro, um pouco mais padronizada. E o segundo, mais natural, dentro do nosso ritmo de fala. O texto poético não é igual ao texto narrativo. O tema, como a gente viu, pode ser qualquer um, só que na poesia vai estar presente o ritmo nos versos. E ela também pode apresentar uma sensibilidade maior. Lembrando que ser sensível não é só falar de amor, e sim se deixar atingir por questões que permeiam a nossa vida. Então, o ritmo e a sensibilidade vêm como um apelo emocional do poema, para a gente refletir sobre as questões representadas. Como a gente viu, as estruturas dos poemas podem variar. Ele pode, por exemplo, ser um poema de forma fixa. Estes poemas possuem regras para serem escritos, tanto em relação ao seu ritmo quanto à sua métrica. você sabe o que é a métrica de um poema? Nada mais é que uma forma de medir o verso de uma poesia. e, desta forma, conseguimos brincar com o tempo e com a musicalidade do poema. E a gente chama as unidades de medida da métrica de sílabas poéticas. A gente não vai focar tanto nisto aqui, mas é uma coisa legal de você saber que existe, para procurar depois. Para a gente é importante entender que o poema tem um ritmo próprio. O poema de forma fixa também pode possuir regra para suas rimas. E isto tudo resulta em uma melodia padrão para estes tipos de poema. E cada tipo de poema de forma fixa vai ter um padrão diferente, ou seja, existem várias formas que são fixas. Entre elas, existem o soneto, a balada, o rondó e o vilancete. Estes são exemplos de modelos para uma estrutura de poema de forma fixa. E dentro deles a gente pode colocar o conteúdo que a gente quiser. E, como cada um possui um conjunto de regras, cada forma vai apresentar uma sensação melódica diferente, pois cada modelo é um padrão, mas diferentes um do outro. A gente também tem o poema de forma livre. Os versos dele não seguem regras, mas ainda assim apresentam musicalidade, ou seja, possuem uma melodia. Esta forma é uma invenção moderna que surgiu da necessidade de um rompimento do padrão, um rompimento com a estrutura antigamente utilizada. E, hoje em dia, os poetas podem seguir uma estrutura de forma fixa ou optar por uma forma livre. Para resumir, gente, o poema é um gênero textual lírico que possui uma melodia, tornando-o muito gostoso de ler. E também, na maioria das vezes, traz um olhar sensível para a questão de que ele vai tratar. Então, o poema invoca o que a gente tem de mais humano. Ele pode, sim, falar de amor, mas ele também pode falar de política, do nosso cotidiano, e sobre qualquer outra questão das nossas vidas. Os poemas de forma fixa têm versos que seguem um padrão, têm regras para se escrever. E os poemas de forma livre não têm um padrão, os versos são mais naturais, mais parecidos com a nossa forma de falar. Sua vez. Qual forma de verso você achou mais legal e ficou com mais vontade de ler? Que tal você encontrar poemas deste tipo de forma? Você pode também tentar escolher um tema e criar seu próprio poema. Que tal? Bons estudos e até mais!