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Leitura expressiva: sonoridade e outros recursos paralinguísticos

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Transcrição de vídeo

RKA2G - Olá, pessoal! Tudo bom com vocês? Hoje nós vamos observar a leitura expressiva. Você já reparou que, quando lemos algum texto, acabamos interpretando as pausas, entonação e sentimentos contidos nele? Vejamos um exemplo. Temos aqui um quadrinho da Turma da Mônica. "- Ôôô... Ôôôô... - Cebolinha! - Com ajuda não vale! - Hum... Só falta alguém! - Risc-risc! - Achei a Marina! - Ops! Ih, é mesmo! Mais uma vez esqueci que estava na brincadeira e fiquei desenhando! Quer ver? Desenhei a paisagem aqui no campinho! O sol batendo nos telhados das casas, nas copas das árvores..." Neste trecho dos quadrinhos da Turma da Mônica, temos diferentes elementos que interpretamos na leitura. Um deles é a onomatopeia "risc-risc" dos rabiscos de Marina. Sem ela, não conseguiríamos entender como Dorinha encontra sua amiga. As onomatopeias, embora sejam palavras que representam sons naturais de animais ou objetos, também são lidas nos textos e nos ajudam a criar a sonoridade deles. Além disso, a interação entre os elementos não verbais, como o desenho e a caracterização de Dorinha com a venda e o bastão, junto com os elementos verbais dos balões de fala e da onomatopeia, também nos ajudam a construir este sentido do texto e dar mais expressividade a ele. Essa expressividade também pode ser encontrada em outros gêneros textuais, como os contos, por exemplo. "Começou como uma brincadeira. Telefonou para um conhecido e disse: - Eu sei de tudo. Depois de um silêncio, o outro disse: - Como é que você soube? - Não interessa. Sei de tudo. - Me faz um favor. Não espalha. - Vou pensar. - Por amor de Deus. - Está bem. Mas olhe lá, hein! Descobriu que tinha poder sobre as pessoas." Neste trecho, temos uma conversa ao telefone e, conforme seguirmos a leitura, percebemos que se trata de uma conversa entre conhecidos, com um clima de mistério sobre o que seria este "tudo". Durante a leitura, também interpretamos alguns sinais presentes no texto. Por exemplo, na pergunta "Como é que você soube?", não precisa estar escrito qual entonação é necessária. Apenas pelo ponto de interrogação, já sabemos que esta entonação é uma entonação de pergunta e deve ser diferente da entonação de uma afirmação, por exemplo. Essa leitura dos sinais gráficos, como pontos de interrogação, dois pontos ou até exclamação, são feitas através da nossa entonação. Ou seja, na variação de tom com que falamos e também a variação de ritmo. Perceba que, por se tratar de uma situação de suspense, fazemos algumas variações no ritmo, deixando mais acelerado, como nas falas marcadas pelo travessão, como "Não interessa. Sei de tudo." e mais lento nas intervenções do narrador, como "Descobriu que tinha poder sobre as pessoas." Esses elementos ajudam a deixar o texto mais claro, esclarecendo para o leitor quem está falando cada uma das frases: se é um personagem, ou a resposta de outro personagem, ou até se é o narrador. E também esclarece para um possível ouvinte, no caso de leituras em voz alta ou uma leitura teatral. Nos poemas, também encontramos essa expressividade. Temos aqui um exemplo de poema que fala sobre uma bailarina. "A Bailarina Esta menina tão pequenina quer ser bailarina. Não conhece nem dó nem ré, mas sabe ficar na ponta do pé. Não conhece nem mi nem fá, mas inclina o corpo para cá e para lá. Não conhece nem lá nem si, mas fecha os olhos e sorri. Roda, roda, roda, com os bracinhos no ar e não fica tonta nem sai do lugar. Põe no cabelo uma estrela e um véu e diz que caiu do céu. Esta menina, tão pequenina, quer ser bailarina. Mas depois esquece todas as danças e também quer dormir como as outras crianças." Você consegue ouvir o ritmo que o poema nos coloca? Esse ritmo que nos dá a fluidez do texto e imita a bailarina dançando é proporcionado devido às rimas que temos no poema. Como nesta estrofe: "Esta menina, tão pequenina, quer ser bailarina . Não conhece nem dó nem ré, mas sabe ficar na ponta do pé." Essas rimas também são recursos que nos ajudam a dar mais expressividade e ampliam o sentido do poema além das palavras escritas nele. Essa sonoridade e o jogo com as palavras também podem ser encontrados em piadas. "O que um tijolo disse para o outro? Há um ciumento entre nós." Nesta piada, o efeito de sentido de humor é provocado pela semelhança da sonoridade de "ciumento", referente à pessoa que tem ciúmes, e a sonoridade de "cimento", que é o material que junta os tijolos na construção. Sem o uso da expressividade e dessa sonoridade, o sentido da piada não ficaria completo e, assim, não teríamos este efeito de humor. Ou seja, a expressividade está presente em diversos gêneros, como histórias em quadrinhos, poemas, contos, histórias, entre outros e tem o objetivo de ajudar a construir o sentido do texto. Quando fazemos uma leitura expressiva, precisamos respeitar as pausas indicadas pelos sinais de pontuação, enfatizar as palavras-chave, variar o tom de voz e o ritmo de leitura para que a leitura se torne mais dinâmica e trazer diferentes propósitos, como emocionar os ouvintes, dar mais clareza e objetividade ao texto ou até expressar as emoções contidas nele. Esta leitura expressiva pode acontecer em diferentes contextos, como recitais, dramatizações, podcasts, programas de televisão, mas também nas suas leituras silenciosas. Agora tenho certeza que você vai observar mais a expressividade contida nos textos que lê por aí. Aproveite para praticar nos exercícios da nossa plataforma. Nós nos vemos em uma próxima aula e bons estudos!