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Conjunções coordenativas e subordinativas

Nesta aula, apresentamos as conjunções coordenativas e subordinativas (bem como as locuções conjuntivas) e abordamos os sentidos que ajudam a estabelecer entre as orações de um texto. A Khan Academy oferece exercícios, vídeos e um painel de aprendizado personalizado para ajudar estudantes a aprenderem no seu próprio ritmo, dentro e fora da sala de aula. Temos conteúdos de matemática, ciências e programação, do jardim da infância ao ensino superior, com tecnologia de ponta. De graça, para todos e para sempre. #YouCanLearnAnything​ Se inscreva no canal! Versão original criada por Khan Academy.

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Transcrição de vídeo

RKA4JL - Olá, pessoal! Tudo bom com vocês? Você já deve ter reparado que muitas vezes utilizamos conjunções para conectar orações. Hoje nós vamos conversar sobre as conjunções coordenativas e subordinativas. Antes, que tal relembrar o que é uma conjunção? Conjunções são palavras que ligam termos de uma mesma oração ou também ligam orações diferentes. Agora, vamos ver alguns exemplos com conjunções? "Sou natural de Corumbá, Mato Grosso: nasci em 3 de março de 1820; tenho, portanto, cinquenta e um anos, hoje, 3 de março de 1871". Vamos começar identificando os verbos? Temos aqui os verbos "sou", "nasci" e "tenho". Cada verbo nos mostra cada oração, ou seja, temos três orações aqui: "Sou natural de Corumbá, Mato Grosso", "nasci em 3 de março de 1820" e "tenho, portanto, 51 anos, hoje, 3 de março de 1871". Na terceira oração temos a conjunção "portanto". Você consegue identificar qual a relação que ela traz? O sentido desta conjunção é um sentido conclusivo, ou seja, nos traz um sentido de resultado. Analisando o trecho em questão, observamos que ter 51 anos é o resultado a que se chega em relação à oração anterior de que ele nasceu em 1820. Observe que, sintaticamente, cada uma das orações é independente, ou seja, apresenta sua estrutura completa com sujeito, explícito ou implícito, verbo e predicado. Sendo assim, concluímos que são orações coordenadas. "O pai opôs-se ao casamento por antipatizar com o genro, mas parece que Cecília não amava muito Henrique, visto que apenas chorou um dia, acordando no dia seguinte tão fresca e alegre como se lhe não houvesse empalmado um noivo". Novamente, neste outro trecho, vamos identificar os verbos. Como verbos temos "opôs-se", "antipatizar", "parece", "amava", "chorou", "acordando" e "houvesse empalmado". As ações de cada verbo são: primeira oração: "O pai opôs-se ao casamento por antipatizar com o genro", segunda oração: "mas parece que Cecília não amava muito Henrique", terceira oração: "Visto que apenas chorou um dia", quarta oração: "acordando no dia seguinte tão fresca e alegre" e quinta oração: "como se lhe não houvesse empalmado um noivo". Agora, você consegue identificar a nossa conjunção? Neste caso, temos três conjunções: "mas", "visto que" e "como". Nossa primeira conjunção, a conjunção "mas", conecta a primeira e a segunda oração. Observe que, novamente, temos uma relação de independência sintática entre elas. Ambas apresentam sujeito, verbo e predicado de forma independente. Mas qual o sentido que essa conjunção nos traz? A relação estabelecida pela conjunção "mas" é uma relação de adversidade. Na primeira oração temos implícito "um casamento ao qual o pai da noiva se opõe". Entretanto, na segunda oração, constatamos que, aparentemente, a noiva, Cecília, não gostava muito do noivo. Na segunda oração temos uma relação diferente. A locução conjuntiva "visto que" conecta a segunda com a terceira oração. Observe que, neste caso, as orações não apresentam estruturas independentes. Na terceira oração temos um sujeito implícito, mas seu sentido só é compreendido em conjunto com a oração anterior. Neste caso, chamamos de "oração subordinada". Mas qual o sentido de "visto que"? "Visto que" nos traz uma relação de causa, ou seja, o motivo de Cecília parecer não amar muito Henrique é porque ela chorou apenas um dia. E por fim, na nossa terceira conjunção, temos o "como". Novamente, se observarmos a relação entre a oração anterior e a oração que contém a conjunção, perceberemos que são dependentes sintaticamente: a oração "como se não lhe houvesse empalmado um noivo" complementa sintaticamente e semanticamente o sentido da oração anterior, ou seja, novamente se trata de orações subordinadas. Mas como a conjunção atua neste caso? A conjunção "como" atua de forma comparativa. Ela nos dá o sentido de que Cecília acordou fresca e alegre da mesma forma que acordaria caso não tivesse empalmado um noivo. Conforme observado nos exemplos, a conjunção pode separar orações coordenadas ou subordinadas. As conjunções que separam orações coordenadas são chamadas de conjunções coordenativas. É o caso do "e", "não só", "mas", "portanto", "porque", entre outras. As conjunções coordenativas conectam orações independentes. Sendo assim, podemos retirá-las sem perdas sintáticas. Por exemplo: "A avaliação é segunda-feira, por isso estude". Sem a locução conjuntiva "por isso" a frase continua correta gramaticalmente. Já as conjunções que separam orações subordinadas são chamadas de "conjunções subordinativas". É o caso do "visto que", "caso", "segundo", "embora", entre outras. As conjunções subordinativas conectam orações dependentes entre si, por isso há perda sintática se retirá-las. Por exemplo: "Apesar de dormir durante oito horas, ainda estou cansado". Se retirarmos a conjunção "apesar de", a frase se torna agramatical, ou seja, sua estrutura gramatical fica comprometida. As conjunções são importantes para o entendimento do texto e as relações expressas entre as orações. Agora, você ficará mais atento ao uso das conjunções que encontrar por aí. Nós nos encontramos em uma próxima aula e bons estudos!