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Gênero reportagem

Nesta aula, apresentamos informações sobre o gênero reportagem (tanto publicada em jornais impressos quanto apresentada em jornais televisivos). A Khan Academy oferece exercícios, vídeos e um painel de aprendizado personalizado para ajudar estudantes a aprenderem no seu próprio ritmo, dentro e fora da sala de aula. Temos conteúdos de matemática, ciências e programação, do jardim da infância ao ensino superior, com tecnologia de ponta. De graça, para todos e para sempre. #YouCanLearnAnything Se inscreva no canal! Versão original criada por Khan Academy.

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Transcrição de vídeo

RKA4JL - Olá! Como vai? Você sabe qual é a diferença entre uma notícia e uma reportagem? Muita gente pensa que noticia e reportagem são a mesma coisa, mas não são. Toda reportagem tem uma notícia, mas nem toda noticia embute uma reportagem. Pareceu complicado? Então me acompanhe no raciocínio. Esta é uma manchete publicada no site do jornal O Estado de São Paulo em janeiro de 2021. "Goleiro inglês faz gol a partir de tiro de meta e quebra recorde". Uau, só isso já dá uma dimensão do chute desse goleiro, certo? Então, essa manchete é também uma notícia. Um goleiro inglês deu um chute da própria área, fez o gol e ainda quebrou um recorde. A informação nesse caso é objetiva, mas não é completa. Se nos aprofundarmos no texto publicado, veremos que um jogo de quarta divisão da Inglaterra teve um lance que entrou para a história. O goleiro Tom King, do Newport, chutou da própria área e entrará para o Guinness Book, o Livro dos Recordes, como o gol de finalização de maior distância já registrada: 96,01 metros". O lance foi aos 12 minutos do primeiro tempo. Graças ao gol do goleiro, o Newport subiu na tabela do campeonato e chegou à vice-liderança, apenas um ponto atrás do Cambridge United. A matéria continua, mostrando que o recorde anterior de gol a partir da maior distância também havia sido registrado no futebol inglês em 2013 e também havia sido feito por um goleiro. Dá para perceber que por trás de uma notícia ainda há muita informação a ser apresentada, não é mesmo? Essa é a característica da reportagem. Ela é o resultado de uma atividade jornalística que envolve a pesquisa, a seleção, a interpretação e o tratamento dos dados. Ao escrever uma reportagem, o jornalista precisa buscar informações sobre o assunto, aprofundar-se no tema, ouvir opiniões, entender como se deram os fatos. Quando ele souber o que aconteceu, poderá transformar seu conhecimento em uma notícia. "Olha lá, o goleiro fez um gol da própria área e entrou para o livro dos recordes", mas será capaz de explicar ao seu leitor como, quando e onde tudo isso aconteceu: foi na Inglaterra, em um campeonato de quarta divisão, aos 12 minutos do primeiro tempo, fez o time subir na tabela, bateu um recorde de 2013. Deu para entender a diferença? E por que eu falei que toda a reportagem tem uma notícia, mas que nem toda notícia embute uma reportagem? Saber que o goleiro bateu um recorde é uma notícia. Saber onde, como e quando ele bateu esse recorde, que implicações isso teve no campeonato, no Guinness Book, é uma reportagem. Por isso a reportagem é um gênero textual jornalístico que tem não só o objetivo de informar, mas também formar uma opinião no leitor. "Puxa, que jogador esse goleiro", “Caramba, o cara bateu um recorde e ainda fez o time subir na tabela". Notícia informa. Reportagem informa e forma opinião. Por tudo isso, a reportagem é um gênero textual complexo. É expositiva e informativa, como essa que acabamos de ver, pois seu principal propósito é expor as informações e esclarecer o leitor, mas pode ser percebida também como descritiva e narrativa porque descreve ações e personagens: o chute do goleiro Tom King, que da própria área atravessou o gramado, etc. E, de certo modo, é opinativa, porque apresenta juízos de valor sobre o fato apresentado: "Uau, que chute, entrou para o Guinness, desbancou o recorde de 2013", e por aí vai. Que tá organizarmos um pouco melhor todo esse pensamento? Vamos lá. O que é que caracteriza exatamente uma reportagem? Normalmente a reportagem é um texto objetivo, escrito em linguagem simples e dinâmica, mas é também um texto formal. Segue as regras de linguagem estabelecidas pela norma-padrão. Jornalistas, afinal, são pessoas que precisam saber se comunicar bem em qualquer situação. As reportagens têm títulos e costumam ser assinadas por seus autores. Às vezes quem as assina é o veículo que as publica. De qualquer maneira, são textos que têm ou um pai ou uma mãe. Quem os escreveu ou publicou é responsável pelas informações que colocou ali. Normalmente o título de uma reportagem é também uma manchete. No caso do nosso exemplo, o título e a manchete são "Goleiro inglês faz gol a partir de tiro de meta e quebra recorde". Depois do título, é comum ter uma espécie de resumo das informações mais importantes, para dar uma ideia ao leitor do que o texto apresentará. Eu não apresentei esse resumo a você antes, mas vale a pena conhecê-lo agora. Olha só. "Tom King, que atua em time da quarta divisão, marca a uma distância de 96 metros e entra para a história". Por tudo que já falamos a respeito dessa personagem, é um bom resumo, não é? Esclarece os pontos principais do texto ao mesmo tempo que chama a atenção do leitor para continuar a leitura. Esse resumo se chama "lide" e é bem importante para a caracterização da reportagem. Depois do título e da lide, vem o corpo do texto em si, que é o que vimos: "Um jogo da quarta divisão da Inglaterra teve um lance que entrou para a história, etc, etc, etc". Outra coisa: como o foco de uma reportagem é a informação, os temas sobre os quais ela trata são os mais variados. Nós vimos um exemplo de reportagem esportiva, mas há reportagens relacionadas à economia, política, saúde, sociedade, tecnologia, meio ambiente, educação, dá para produzir reportagens de qualquer assunto. Isso permite que o texto de uma reportagem seja escrito tanto em primeira quanto em terceira pessoa e que o discurso se estabeleça tanto de uma forma direta quanto indireta. Ou repórter transmite a informação a partir da experiência do outro, "O goleiro chutou e fez o gol", ou descreve a própria experiência na busca da informação, "Fui a campo, vi o chute que o goleiro deu". Reportagens incluem ainda entrevistas, depoimentos, dados estatísticos, opiniões e interpretações do autor. Não precisam ser apenas escritas. Os telejornais são um exemplo bacana de reportagens visuais. Você já deve ter assistido a algum programa na TV em que o repórter narra o fato, conversa com especialistas, ouve o que uma testemunha tem a dizer. Todos os meios de comunicação são adequados para a realização de reportagens: TV, rádio, internet, jornais, revistas, e cada veículo tem as suas particularidades. Um infográfico que mostrasse a colocação do time inglês antes e depois do tal jogo poderia ser um elemento informativo interessante para aparecer no jornal. Na TV ou na internet esse mesmo infográfico poderia ser dinâmico e mostrar a evolução do time diante dos olhos do espectador. Já no rádio não daria para usar o infográfico, mas talvez o sonoplasta conseguisse chamar a atenção para esse fato por meio de um efeito sonoro ou de, sei lá, através de uma musiquinha animada. Dá para perceber que para nos comunicarmos bem e transmitimos a informação da melhor maneira possível precisamos não só dominar a língua, mas as linguagens, certo? Muito bem. Espero que você tenha gostado da aula de hoje e que seja capaz de, a partir de agora, produzir grandes reportagens. Um forte abraço e a gente se vê por aí. Até mais!