Se você está vendo esta mensagem, significa que estamos tendo problemas para carregar recursos externos em nosso website.

If you're behind a web filter, please make sure that the domains *.kastatic.org and *.kasandbox.org are unblocked.

Conteúdo principal

Gênero propaganda política

Nesta aula, apresentamos o gênero propaganda política, levando em conta seu contexto de produção e os meios de veiculação (televisão, internet, rádio, "santinhos" impressos etc.). A Khan Academy oferece exercícios, vídeos e um painel de aprendizado personalizado para ajudar estudantes a aprenderem no seu próprio ritmo, dentro e fora da sala de aula. Temos conteúdos de matemática, ciências e programação, do jardim da infância ao ensino superior, com tecnologia de ponta. De graça, para todos e para sempre. #YouCanLearnAnything Se inscreva no canal! Versão original criada por Khan Academy.

Quer participar da conversa?

Você entende inglês? Clique aqui para ver mais debates na versão em inglês do site da Khan Academy.

Transcrição de vídeo

RKA22JL - Olá! Tudo bem? Na aula de hoje, apresentaremos informações sobre o gênero textual propaganda política. A cada dois anos, o país escolhe seus governantes. Em um ano, escolhem-se prefeitos e vereadores das cidades. Dois anos depois, são eleitos o presidente da república, senadores e deputados federais e estaduais. Todos os cargos têm mandatos de quatro anos, exceto senadores. Em época de eleição, os políticos são como produtos de limpeza. Há tantos por aí. Como saber qual deve ser escolhido? Em meio a tantas opções, muitas vezes não sabemos em qual confiar, por isso há tantas propagandas. A propósito, essa palavra propaganda significa propagar, difundir, divulgar qualidades. A propaganda tem o intuito de persuadir o público, fazê-lo aderir a um produto ou a determinadas ideias. No caso de um sabão em pó, a tentativa de persuasão se dá pela promessa de roupas limpas e impecavelmente brancas. O mecanismo usado na propaganda política é parecido. A propaganda de um candidato se vale de promessas de uma cidade, de um estado ou um país limpos da corrupção e impecavelmente administrados. Porém, há uma diferença. O sabão em pó pode ser trocado por outra marca rapidamente caso não cumpra o prometido, com o político eleito, temos que esperar quatro anos para trocá-lo. Esse é um tópico importante da vida pública e eu vou lhe mostrar mais sobre as propagandas políticas para que você saiba como são e como funcionam e, assim, não seja enganado quando for votar futuramente. O primeiro conceito que você deve saber é quais são os tipos de propaganda política que nós temos. São três: a propaganda intrapartidária é uma propaganda interna, realizada pelo filiado de um partido político e é dirigida aos demais integrantes visando convencê-los a indicar o seu nome para concorrer a um cargo eletivo em uma eleição futura. Não tem divulgação na mídia e não atinge os eleitores. A propaganda partidária serve para divulgar ideais, programas e propostas dos partidos políticos. O objetivo é conquistar novos simpatizantes e filiados às agremiações partidárias. Essa espécie de propaganda é transmitida por meio das emissoras de rádio e televisão. Sempre nos períodos em que não coincidem com a eleição. A propaganda eleitoral é a que mais conhecemos. Ela é voltada à população em geral com o intuito de propagar o nome e a candidatura de determinados candidatos. Tem a finalidade específica de convencer o eleitor de que este ou aquele candidato seria o melhor para o cargo em disputa. Esse tipo de propaganda deve obedecer a regras estabelecidas pela justiça eleitoral. Caso haja alguma infração, multas e outras penas podem ser aplicadas. Essa propaganda é feita por meio da televisão, rádio, internet, nas redes sociais, panfletos, santinhos, outdoors, placas e muros. Muitas dessas formas utilizadas para apresentar e promover candidatos recebem críticas, porque contribuem para o aumento da poluição. Vamos entender agora algumas características da propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Essa propaganda, chamada de horário eleitoral gratuito, consiste de 90 minutos diários destinados à divulgação dos candidatos, sendo dois blocos de 10 minutos. Os outros 70 minutos são destinados às chamadas inserções. Aquelas entradas menores, de 15 segundos a um minuto. A distribuição de tempo não é igual para todos os partidos, quem tem mais deputados e senadores tem mais tempo. Além disso, deve-se entender que há coligações de partidos. Diferentes partidos se unem em torno de uma candidatura, seja a presidente, a governador ou a prefeito. E o tempo de cada partido se soma aos demais da coligação. Por isso você vê alguns problemas longos e outros em que candidato fala mais rápido que um leiloeiro. Em muitos casos, a propaganda no rádio usa a mesma peça criada para a televisão. Contudo, como no rádio tem-se apenas o áudio, muito do efeito pretendido pelo marqueteiro, que é o nome dado ao profissional que cuida da campanha da imagem do candidato, dessa imagem se perde. Conhecida como “a festa da democracia”, cada eleição atrai pessoas de todos os tipos como candidatos aos cargos eletivos. A propaganda tenta criar a imagem de um super-herói capaz de resolver todos os problemas. Nesse verdadeiro vale-tudo, surgem figuras excêntricas, como essas aqui. Na televisão é que ocorre a mágica. Há quem exalte os próprios feitos e faça promessas aos eleitores. Feitos um tanto exagerados em alguns casos, promessas que dificilmente são realizadas em outros. O importante é criar uma boa imagem do candidato. Ele não deve ser exatamente bom, mas deve parecer bom. Infelizmente, muitos nem precisam ser tão honestos assim. Há quem tente se eleger de forma pouco ética, usando denúncias relacionadas a vida política e até pessoal para difamar adversários e conquistar votos dos oponentes. Mais uma vez, parecer honesto ou menos corrupto que o concorrente também faz a diferença. Os candidatos que dispõem de mais tempo na televisão tentam se mostrar próximos da população. Nos vídeos, frequentemente abraçam idosos, crianças, sorriem e acenam para todos. Frequentam os espaços do povo e até comem comida simples. Fazem isso para parecerem comuns, verdadeiros representantes do povo. Alguns exploram trajetórias de vida, mostrando serem fortes e terem superado desafios. E, enquanto fazem isso, uma música calma ao fundo cria a atmosfera. Nas cenas em que surgem junto da população ou fazendo promessas empolgadas, uma música mais alegre os acompanha. A linguagem corporal é padronizada. Mãos se agitam de modo firme enquanto falam e, como é fundamental grudar o nome na cabeça do eleitor, “jingles”, músicas curtas como de propagandas comerciais, se espalham. Certamente, seus pais, tios, avós e até você, deve se lembrar de alguma. “No meu governo...”, “Se eu for eleito...”, são frases comuns que ouvimos nessas propagandas e que introduzem propostas ou promessas. Alguns afirmam que não prometem por meio de promessas. “Não faço promessas eleitoreiras”, “prometo apenas o meu trabalho e dedicação”. Além disso, fala-se frequentemente em renovação. “Vote pela renovação”. União e participação popular. “Juntos, podemos mais.” “Estamos juntos nessa caminhada.” Na propaganda impressa, inimiga do meio ambiente segundo muitos cidadãos, destacam-se os santinhos, com um nome um tanto sugestivo e irônico, dependendo da figura de longa ficha policial, são assim chamados por lembrarem as imagens de santos. Esses santinhos hoje são produzidos e distribuídos em menor quantidade. Mas ainda têm o objetivo de fazer o leitor guardar o nome do candidato, pois esses impressos podem ser levados com o leitor até a urna, impedindo que se esqueça do número do candidato. Por isso, muitos desses impressos trazem o número de vários candidatos a diferentes cargos que pertençam a mesma coligação. Pelo tamanho reduzido, não trazem muitas informações além do nome e número dos candidatos. Mas, recentemente, cada vez mais frequente, o uso das redes sociais vem ganhando espaço entre os candidatos. Como forma de aproximar os mais jovens da política, candidatos exploram em suas páginas do Facebook, Instagram, e Twitter, uma linguagem mais descontraída nos chamados “memes”. Brincam com a própria imagem, satirizam atuais administradores, mas também abrem espaço para notícias falsas, uma vez que chegam rapidamente aos usuários das redes e nem sempre verificam o teor do conteúdo e repassam para seus contatos. Nota-se, portanto, que a propaganda política é um gênero persuasivo usado por políticos para tentar conquistar votos dos cidadãos. Na televisão e no rádio, a propaganda se vale de músicas, discursos que exaltam o candidato e sua trajetória, tentando mostrar o político como alguém igual ao povo. Os santinhos têm perdido espaço por causa da sujeira causada, mas ainda servem como forma de se lembrar dos números dos candidatos na hora do voto. As redes sociais vêm ganhando importância como um meio de chegar a mais pessoas, sobretudo jovens, através dos memes. Têm linguagem leve e bem-humorada. Agora que você aprendeu o que é uma propaganda política, deve ter percebido que, nela, a imagem é muito importante. Mais até do que a realidade. Então, quando tiver seu título de eleitor, pesquise mais sobre os candidatos e vote com consciência. Obrigado, bons estudos, e até a próxima aula. Tchau!