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Artefato de jade

Artefato de jade, c. 2500 a.C, cultura Liangzhu, período neolítico, China (Museu Britânico)

Locutores: Dra. Beth Harris e Dr. Steven Zucker

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Criado por Beth Harris e Steven Zucker.

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Transcrição de vídeo

(música ao piano) Dr. Zucker: Onde a história começa? Dr. Harris: A história começa com a escrita. É essa a definição do termo "pré-histórico", antes da escrita. Dr. Zucker: Mas é claro que não ficamos satisfeitos em conhecer apenas culturas letradas. Nós queremos ir mais para trás e entender as culturas que são pré-letradas. Para inventar a escrita, é preciso ter uma sociedade você tem que ter alguma estabilidade. Nós atingimos isso no final do período neolítico. Dr. Harris: O período neolítico começa por volta de 10.000 a.C., quando os humanos puderam se estabelecer em um lugar porque eles descobriram como domesticar animais e como cultivar alimentos, e isso traz alguma estabilidade. Eles não têm que viver mais como caçadores-coletores. Dr. Zucker: Isso é conhecido como a Revolução Neolítica. Dr. Harris: E isso foi realmente uma revolução. Mudou completamente o jeito dos seres humanos se relacionarem com a natureza. Podíamos, pela primeira vez, controlar a natureza até certo ponto. Dr. Zucker: Isso acontece depois do fim da última era do gelo e pode ter a ver com o meio ambiente se tornar mais hospitaleiro. Nós vemos esta Revolução Neolítica em áreas no mundo todo, mesmo que separadas umas das outras. Dr. Harris: Por volta do ano 3000 a.C., muitas culturas também desenvolveram a escrita. Dr. Zucker: A escrita é vista como uma das marcas da civilização e vemos o desenvolvimento do que reconhecemos como civilização. Isto é, cidades primitivas, técnicas de agricultura, escrita, em desenvolvimento nos vales dos grandes rios ao redor do mundo. Os mais famosos no Egito, na Mesopotâmia, no Vale do Indo e na China. Dr. Harris: Existem várias áreas na China que tinham uma cultura neolítica sofisticada. Uma em particular é chamada Liangzhu. Esta cultura se desenvolveu em torno do que é hoje Xangai e o rio Yangtzé (rio Azul). Dr. Zucker: Bem no delta do rio Yangtzé. Dr. Harris: Assim como o Egito se desenvolveu em torno do delta do Nilo e a antiga Mesopotâmia entre os rios Tigre e Eufrates. Isso fazia sentido. Estes eram lugares onde você podia irrigar as culturas. Dr. Zucker: Na verdade, a população do Liangzhu parecia ter se tornado especialista na produção de arroz e era capaz de criar um excedente, que permitiu que eles não se preocupassem com como se alimentar. Isso permitiu que pelo menos certos membros da sociedade começassem a se desenvolver de maneira mais sofisticada. Dr. Harris: A cultura Liangzhu era especialmente conhecida por produzir belos objetos de jade, especificamente algo que chamamos de cong. Tubos quadrados e ocos decorados com linhas e às vezes círculos, que representam faces. Alguns deles são curtos e alguns deles parecem ser pilhas que são bastante altas. Nós estamos olhando para vários exemplos aqui no Museu Britânico. Dr. Zucker: Estes foram encontrados em sepulturas. Às vezes havia muitos congs em sepulturas. Havia também objetos chamados bi. Estes são discos redondos, também com furos no centro. Não temos ideia do que significam. Esta é uma cultura onde nós não encontramos nenhum traço de escrita. É possível que eles não tivessem escrita ou que eles escrevessem em um material que não sobreviveu, mas o resultado é que todas as idéias que cercam esses objetos são teorias. Dr. Harris: Porque eles claramente representam rostos, sejam de monstros, de animais ou rostos humanos, mas claramente havia um significado. Dr. Zucker: E há um grande grau de regularidade e especificidade. Agora este jade é o verdadeiro jade, ou nefrita, e é extremamente duro. Essa cultura não tinha ferramentas que fossem mais duras do que a nefrita. Ou seja, eles não poderiam esculpi-la. Dr. Harris: Você não consegue entalhá-la. Você não pode pegar uma faca e cortá-la. É dura demais. Dr. Zucker: Você não pode nem mesmo arranhá-la. Então, quando você olha para estes objetos que são tão precisos, é quase impossível imaginar que eles foram produzidos usando areia. Dr. Harris: Algumas das linhas são muito, muito finas e são paralelas umas às outras. É importante pensar sobre o cuidado com que esses objetos foram feitos. Dr. Zucker: Eles são claramente símbolos. Há uma uniformidade, há uma intencionalidade, há uma clareza e um tremendo esforço. Embora não falemos essa linguagem, nós a reconhecemos como o produto de uma mente humana. Dr. Harris: Uma mente humana que estava tentando dizer algo sobre o poder, talvez, sobre a nossa relação com a natureza, sobre o mundo espiritual, sobre o que acontece após a morte. Os tipos de perguntas que os seres humanos ainda fazem o tempo todo. Sua verticalidade, a repetição dessas linhas paralelas, é difícil não pensar sobre isso em relação a questões de poder. Dr. Zucker: Alguns estudiosos sugeriram que a qualidade retilínea do cong é um símbolo para a Terra. Que o interior redondo é um símbolo da morada de Deus, do céu, do sol. Estes são símbolos que se desenvolveram mais tarde na China e é uma tentação ligar esta cultura neolítica com culturas posteriores da idade do bronze. Dr. Harris: Aplicar essa definição de volta no tempo, é definitivamente tentador. Dr. Zucker: É possível que esta seja a origem desses símbolos, mas nós não podemos realmente saber. (música ao piano)