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Este é provavelmente o retrato mais antigo que temos aqui no Museu Britânico. Olá, meu nome é Alexandra Fletcher, seja bem-vindo ao meu espaço. O retrato mais antigo do Museu Britânico data de cerca de 9.500 anos atrás. É um crânio humano, um verdadeiro crânio humano, que teve um rosto de gesso adicionado a ele e os olhos incrustados com conchas marinhas. Falamos que ele é um retrato porque o rosto é modelado em uma pessoa de verdade. Eu sou fascinada por crânios engessados como esse desde que eu era uma estudante e foi na verdade uma alegria poder trabalhar com essa pessoa em particular por tanto tempo. Levamos cerca de oito anos para desvendar todas as nuances da história que está dentro desse crânio engessado. Este crânio, com seu rosto de gesso, foi encontrado em Jericó e ele fazia parte de um grupo de sete pessoas que foram enterradas juntas. Nós encontramos mais alguns exemplos desde então em sítios que vão de Israel e da Jordânia até a Turquia, mas eles ainda são um acontecimento raro. Ele foi encontrado na década de 1950 e foi o primeiro do seu tipo já encontrado. Trabalhamos para descobrir mais sobre ele, sobre sua vida e o que aconteceu com ele. O desafio quando se olha para um crânio engessado como o Crânio de Jericó é descobrir mais sobre a pessoa dentro dele sem danificar nada que esteja do lado de fora. Não podemos arrancar o gesso para saber mais sobre as características do crânio embaixo dele, mas precisamos ver essas características para descobrir mais sobre a pessoa. Decidimos usar a Tomografia Computadorizada para ver o Crânio de Jericó com mais detalhe e trabalhamos com o Museu de História Natural, e tivemos muita sorte de poder usar seus equipamentos para obter algumas boas imagens do Crânio de Jericó. O computador pôde visualizar artefatos e objetos dentro da cavidade, que podemos então ver em 3D. Pudemos olhar para a condição dos dentes da pessoa, também pudemos ver que, quando criança, ela teve sua cabeça comprimida. Há uma linha visível no topo do crânio e nas imagens pudemos ver como o osso tinha sido comprimido e depois crescido na parte de trás da cabeça. Nós não sabemos exatamente por que ele teve a cabeça limitada ou se isso fez dele uma pessoa especial ou não, mas é certamente algo que aconteceu logo que ele nasceu e mudou a forma de sua cabeça para o resto de sua vida. Nós também pudemos ver como o interior de seu crânio foi recheado com terra. Nós podíamos ver que havia uma camada exterior, arenosa, e em seguida uma fina tampa de argila inserida bem na extremidade, na abertura que fica na parte de trás do crânio. E nessa abertura você ainda pode ver as impressões digitais da pessoa que empurrou aquela terra para dentro da cavidade. Conseguimos ver características que não tínhamos realmente apreciado antes. Pudemos ver que o seu nariz foi quebrado durante a sua vida e foi curado, porque o osso está visivelmente torcido para um lado. Pudemos também imprimir em 3D o crânio que se encontra debaixo do gesso. Isso foi incrível. Conseguimos reconstruir seu rosto, músculo por músculo, em cima da impressão 3D de seu crânio. Isso nos dá uma impressão bastante precisa de como ele se parecia. Isso nunca vai ser perfeito, mas um membro de sua família andando na sala onde está a nossa reconstrução iria reconhecer instantaneamente esse homem. Foi necessária a competência de muitos pesquisadores e pessoas diferentes para tocarmos o projeto. E você se envolve muito fortemente com ele. Você realmente começa a pensar nessa pessoa, como uma pessoa. Eles se tornam parte da sua vida e é um verdadeiro privilégio poder trabalhar assim. Então se você quiser saber mais sobre o Crânio de Jericó, e eu sei que quer, você poderia ter visto a exposição em Londres em fevereiro de 2017. Agora você pode ouvir o episódio do podcast do Museu Britânico (em inglês) que diz tudo sobre como o Crânio de Jericó foi descoberto. Ou você pode ir ao site do museu seguindo os links na descrição.