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Sítios de arte rupestre em Tadrart Acacus: histórico

pela Dra. Naraelle Hohensee
Pinturas rupestres, região de Tadrart Acacus, Líbia, 12.000 a.C a 100 d.C (foto: Luca Galuzzi, CC BY-SA 2.5)
Os sítios de arte rupestre de Tadrart Acacus sobreviveram por 14.000 anos no deserto do sul da Líbia, mas eles agora estão sob séria ameaça. Desde 2009, o vandalismo tem sido um problema contínuo: pichações foram feitas com spray na superfície de muitas das pinturas, e pessoas gravaram suas iniciais na rocha. Mas apesar dos alertas da UNESCO e de outras organizações para o governo intervir com restaurações e medidas de segurança, os esforços para proteger esse antigo e precioso sítio têm sido gravemente prejudicados por conflitos armados e caos político.
A Líbia experimentou uma revolução política em 2011 com a queda de Muammar Gaddafi, e desde então o país está em estado de guerra civil. Savino di Lernia, um arqueólogo da Universidade Sapienza de Roma, que trabalhou extensivamente nas montanhas de Tadrart Acacus, explica quão perigosa a área—outrora um destino turístico—se tornou:
Hoje, o sítio é inacessível: não há voos comerciais entre Trípoli e Ghat, uma cidade próxima (uma aeronave militar traz semanalmente comida, bens essenciais e equipamentos de primeiros-socorros). A estrada asfaltada entre Ghat e Ubari está destruída, e conflitos entre as tribos Tebu e Tuareg afetam cada vez mais a área… Ser um arqueólogo Saariano hoje é um trabalho difícil. Os pesquisadores temem ser raptados ou até mesmo mortos.
Yahya Saleh, um guia turístico local, lamenta o fato de que os caçadores locais agora regularmente rabiscam seus nomes sobre da arte: “As pessoas não sabem o valor disso. Deveria haver pessoas para proteger essas áreas… porque se esse problema persistir, elas desaparecerão em dois anos.”
O vandalismo contínuo dos sítios de Tadrart Acacus é apenas umas das muitas imensas dificuldades que a Líbia enfrenta com respeito à proteção da herança cultural. Como observa di Lernia,
Talvez a maior ameaça à herança diversificada da Líbia seja o tráfico de materiais arqueológicos, com fins lucrativos ou para financiar grupos radicais… Ninguém foi capaz de avaliar completamente a situação na Líbia. Ao sair para trabalhar em meio à fumaça preta das granadas, os homens e mulheres do Departamento de Antiguidades da Líbia estão fazendo o que podem. Mas os museus estão fechados e a pouca atividade que resta no campo está limitada ao norte.
Até que os conflitos na Líbia cessem e os arqueólogos possam novamente cooperar efetivamente com o governo e as organizações internacionais para restaurar e proteger sítios como as artes rupestres em Tadrart Acacus, o rico tesouro de monumentos e artefatos da Líbia continuará ameaçado.
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