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Stonehenge

Stonehenge, Planície de Salisbury, Wiltshire, Inglaterra, c. 2550-1600 a.C, círculo de 29,6 metros de diâmetro, trilitos de 7,3 metros de altura (foto: Maedin Tureaud)
O Stonehenge, na planície de Salisbury na Inglaterra, é um dos mais antigos e reconhecíveis monumentos do mundo neolítico e também um dos mais populares, recebendo anualmente mais de um milhão de visitantes. As pessoas vêm para ver o Stonehenge porque ele é incrivelmente grande e antigo; alguns buscam uma conexão com o passado pré-histórico, outros vêm para testemunhar o funcionamento de um sólido observatório astronômico. As pessoas que viveram no quarto milênio a.C. e que começaram a trabalhar no Stonehenge eram contemporâneas das primeiras dinastias do Egito Antigo, e seus esforços são anteriores à construção das pirâmides. O que eles criaram suportou milênios e continua a nos intrigar até os dias de hoje.

Etapa Um

Vista aérea, 2014, Stonehenge, Planície de Salisbury, Wiltshire, Inglaterra, c. 2550-1600 a.C., círculo de 29,6 metros de diâmetro, trilitos: 7,3 metros de altura (foto: timeyres, CC BY-SA 2.0)
Na verdade, o que vemos hoje é o resultado de pelo menos três etapas de construção, embora ainda exista muita controvérsia entre os arqueólogos sobre como e quando exatamente essas etapas ocorreram. É geralmente aceito que a primeira etapa da construção em Stonehenge ocorreu por volta de 3100 a.C., quando um grande fosso circular de 1,8 metros de profundidade foi cavado e com a terra dele foi criado um aterro com 109 metros de diâmetro, com uma grande entrada para o nordeste e uma menor para o sul. Esse fosso circular junto com o aterro é chamado de henge.  Dentro do henge foram cavadas 56 covas, cada uma com um pouco mais de 1 metro de diâmetro, chamadas buracos de Aubrey, devido a John Aubrey, o arqueólogo inglês do século XVII que as encontrou. Essas covas, se acredita, foram originalmente preenchidas com pedras azuis verticais ou vigas de madeira verticais. Se de fato os buracos Aubrey foram preenchidos com essas pedras, isso envolveu bastante esforço, pois cada uma pesava entre 2 e 4 toneladas e foram extraídos das Montanhas Preseli, a cerca de 400 quilômetros de distância, no País de Gales.

Etapa Dois

A segunda etapa da obra no Stonehenge ocorreu aproximadamente 100 a 200 anos depois e envolveu a instalação de vigas de madeira verticais, possivelmente de uma estrutura coberta, no centro do henge, bem como mais vigas verticais próximas às entradas nordeste e sul. Surpreendentemente, foi também durante essa segunda etapa que o Stonehenge foi usado para sepultamentos. Pelo menos 25 dos buracos de Aubrey foram esvaziados e reutilizados para realizar cremações e outros 30 buracos crematórios foram cavados dentro do fosso e na parte leste do recinto do henge.

Etapa Três

A terceira etapa da construção no Stonehenge ocorreu aproximadamente 400-500 depois e possivelmente durou muito tempo. Nesta etapa as pedras azuis ou vigas de madeira restantes que tinham sido colocados nos buracos de Aubrey foram retiradas e um círculo de 33 metros de diâmetro de 30 pedras de arenito enormes e muito duras foi erguido dentro do henge; elas foram extraídas das proximidades de Marlborough Downs. Essas pedras de arenito verticais foram cobertas por 30 lintéis.
Interior do círculo de arenitos e pedras azuis em primeiro plano, Stonehenge, Planície de Salisbury, Wiltshire, Inglaterra, aprox. 2550-1600 a.C., círculo com 29,6 metros de diâmetro, trilitos: 7,3 m de altura
Cada pedra em pé tinha cerca de 4 metros de altura, pouco mais de 2 metros de largura e pesava cerca de 25 toneladas. Este anel de pedras continha cinco trilitos de arenito (um trilito é um par de pedras verticais com uma pedra lintel abarcando seus topos) na forma de uma ferradura de cerca de 14 metros. Estas pedras enormes, dez verticais e cinco lintéis, pesam até 50 toneladas cada. Pedras azuis, reinstaladas ou recém extraídas, foram erguidas em um círculo, metade no círculo externo e metade dentro da ferradura. No final da etapa houve algumas mudanças nas pedras azuis, bem como a construção de uma longa avenida, consistindo de bancos paralelos com valas exteriores de aproximadamente 34 metros de comprimento, que vão da entrada nordeste ao Stonehenge, mergulhando para o sul e para as margens do rio Avon.

Perguntas

Stonehenge, Planície de Salisbury, Wiltshire, Inglaterra, c. 2550-1600 a.C., círculo com 29,6 metros de diâmetro, trilitos: 7,3 metros de altura (foto: Stonehenge Stone Circle, CC BY 2.0)
Todas as três etapas da construção do Stonehenge colocam questões fascinantes. A primeira etapa da obra exigiu planejamento rigoroso e um volume enorme de trabalho. Quem planejou o henge e quem organizou com quem deveriam trabalhar juntos nesta construção? Infelizmente, as ruínas de vilas Neolíticas, que poderiam fornecer informação sobre quem construiu o Stonehenge, são poucas, provavelmente porque muitas se encontram embaixo de cidades posteriores da Era do Bronze, Romanas, Medievais e modernas. As poucas vilas que têm sido exploradas mostram aldeias agrícolas simples com pouca evidência de amplas diferenças de status social. Se havia líderes ou uma classe social que convenceu ou forçou pessoas a trabalhar juntas para construir a primeira etapa do Stonehenge, nós não os encontramos. Isso também provavelmente significa que a primeira etapa da construção do Stonehenge foi um empreendimento igualitário, altamente incomum para o mundo antigo.
Quem eram as pessoas sepultadas no Stonehenge durante sua segunda etapa? Análise recente desses ossos revelaram que quase todos os sepultamentos foram de adultos masculinos, entre 25 e 40 anos de idade, de boa saúde e com pouco sinal de trabalho pesado ou doença. Sem dúvida, ser enterrado no Stonehenge era um sinal de status da elite e esses restos podem bem ser aqueles de alguns dos primeiros líderes políticos da Grã-Bretanha, uma ilha com uma tradição de comando que se estende até a Casa de Windsor. Eles também mostram que nesta época alguns meios de distinção social podem ter sido desejáveis.

Conclusões

O trabalho realizado na longa terceira etapa da construção do Stonehenge, no entanto, é o mais notável e duradouro. Como a primeira etapa do Stonehenge, só que em uma escala muito maior, a terceira etapa exigiu um tremendo planejamento e organização do trabalho. Mas também implicou num nível totalmente novo de sofisticação técnica, principalmente na operação com pedras tão duras. Por exemplo, as pedras horizontais lintel no exterior do anel foram encaixadas usando uma junta macho-fêmea e ajustadas com um sistema de encaixe, métodos utilizados na marcenaria moderna.
Cada um dos arenitos verticais foram dispostos de forma diferente em cada lado, com a face interna mais polida do que a externa. Além disso, as pedras do anel externo foram sutilmente modificadas para adaptar a forma como o olho humano observa as pedras maciças contra os tons brilhantes da planície de Salilsbury; as pedras verticais foram suavemente alargadas em direção ao topo, o que faz com que a massa das mesmas permaneça constante quando vistas do chão.
As pedras lintel também se curvam ligeiramente para acompanhar o henge circular externo. As pedras na ferradura de trilitos são organizadas por tamanho; o par menor de trilitos possui cerca de 6 metros de altura, o próximo par é um pouco mais alto, e o maior, o único trilito localizado no canto sudoeste, tem 7,3 metros de altura. Este efeito cria uma espécie de atração para dentro do monumento, e dramatiza a parte externa da ferradura virada para Noroeste. Embora existam muitas teorias, ainda não é conhecido como e porque estes sutis refinamentos foram feitos em Stonehenge, mas a sua existência é com certeza a prova segura de uma sociedade sofisticada, com liderança organizada e muito tempo livre.

Um Calendário Solar e Lunar?

Com certeza o aspecto mais famoso do Stonehenge é sua relação com o calendário solar e lunar. Essa ideia foi proposta primeiramente por estudiosos no século XVIII, que notaram que o nascer do sol do solstício de verão é enquadrado exatamente no final da ferradura de trilitos no interior do monumento, e exatamente em frente a esse ponto, no centro da curva da ferradura, ao pôr do sol na metade do inverno, o sol também está alinhado. Essas datas, os mais longos e mais curtos dias do ano, são os pontos cruciais de dois grandes episódios sazonais do calendário anual. Desde essa descoberta, varias outras teorias sobre observações astronômicas foram oferecidas, mas poucas resistem as análises junto aos detalhes físicos do monumento.
Ensaio da Dra. Senta German
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