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Arte paleolítica, uma introdução

Réplica da pintura da Caverna de Chauvet-Pont-d'Arc, no sul da França (Museu Anthropos, Brno)

A mais antiga arte: a decoração

O ser humano faz arte. Fazemos isto por muitas razões e com quaisquer tecnologias que estejam disponíveis para nós. A decoração não-representativa, extremamente antiga, foi encontrada por toda a África. O mais antigo exemplo datado com exatidão é uma coleção de 82.000 anos de conchas de caracóis Nassarius encontrada em Marrocos, furados e cobertos com ocre vermelho. Os padrões de desgaste sugerem que eles podem ter sido amarrados como contas. Contas de conchas de Nassarius encontradas em Israel podem ter mais de 100.000 anos de idade e na caverna Blombos, na África do Sul, conchas furadas e pequenos pedaços de ocre (hematita vermelha) gravados com padrões geométricos simples foram encontrados em uma camada de sedimentos com 75.000 anos .

A mais antiga arte representacional

As mais antigas imagens representacionais conhecidas vêm da cultura Aurignaciana do período Paleolítico Superior (Paleolítico significa idade da pedra antiga). Descobertas arqueológicas por uma ampla faixa da Europa (especialmente no Sul da França, Norte da Espanha e Suábia, na Alemanha), incluem mais de 200 grutas com espetaculares pinturas, desenhos e esculturas Aurignacianas que estão entre os primeiros exemplos indiscutíveis de imagem representativa. O mais antigo deles é uma figura feminina com 6 centímetros de altura esculpida em marfim de mamute que foi encontrada em seis fragmentos na caverna de Hohle Fels perto de Schelklingen, no sul da Alemanha. Ela é datada de 35.000 a.C.

As cavernas

As cavernas de Chauvet-Pont-d'Arc, Lascaux, Pech Merle e Altamira contêm os exemplos mais conhecidos de pintura e desenho pré-históricos. Aqui há representações de animais e alguns humanos notavelmente evocativas que empregam uma complexa mistura de naturalismo e abstração. Os arqueólogos que estudam os humanos da era Paleolítica acreditam que as pinturas descobertas em 1994, na caverna de Chauvet-Pont-d'Arc no vale do rio Ardéche na França têm mais de 30.000 anos de idade. As imagens encontradas em Lascaux e Altamira são mais recentes, datando de aproximadamente 15.000 a.C. As pinturas de Pech Merle datam de 25.000 e 15.000 a.C.

Perguntas

O que realmente sabemos sobre os criadores destes quadros e o que as imagens originalmente significavam? Estas são perguntas bastante difíceis quando estudamos a arte feita há apenas 500 anos. É muito mais perigoso impor o significado para a arte de pessoas que compartilharam nossa anatomia mas ainda não tinham desenvolvido as culturas ou estruturas linguísticas que formaram aquilo que nos tornamos. As ferramentas da história da arte se aplicam aqui? Aqui está a evidência de uma linguagem visual que rompe as mais de 1.000 gerações que nos separam, mas temos que ser cautelosos. Isso é muito importante se queremos entender as pessoas que fizeram esta arte como uma forma de entendermos a nós mesmos. O desejo de especular com base no que vemos e nas evidências físicas das cavernas é extremamente sedutor.

Chauvet-Pont-d'Arc

A caverna de Chauvet-Pont-d'Arc tem mais de 300 m de comprimento com duas grandes câmaras. As amostras de carbono datam o carvão usado para representar os dois rinocerontes se encarando (veja a imagem acima, em baixo à direita) entre 30.340 e 32.410 anos antes de 1995, quando as amostras foram colhidas. Os desenhos da caverna retratam outros grandes animais, incluindo cavalos, mamutes, bois-almiscarados, cabras montesas, renas, auroques (bois selvagens), alce gigante, pantera e coruja (os estudiosos observam que estes animais não faziam parte da dieta normal das pessoas). Fotografias mostram que o desenho exibido acima é muito cuidadosamente executado mas pode ser enganoso. Vemos um grupo de cavalos, rinocerontes e bisões e os vemos como um grupo, sobrepostos e distorcidos em escala. Mas a fotografia distorce a maneira como estas figuras de animais poderiam ter sido vistas originalmente. As luzes elétricas brilhantes usadas pelo fotógrafo criam uma ampla extensão plana de visão; seria diferente ver cada animal emergir da escuridão sob a luz bruxuleante do fogo.

Uma palavra de alerta

Em uma apresentação em 2009 na Universidade da Califórnia em San Diego, o Dr. Randell White, Professor de Antropologia na Universidade de Nova York, sugeriu que os cavalos sobrepostos mostrados acima poderiam representar o mesmo cavalo ao longo do tempo, correndo, comendo, dormindo, etc. Talvez estas sejam representações muito mais sofisticadas do que imaginávamos. Há outro desenho em Chauvet-Pont-d'Arc que nos alerta contra suposições precipitadas. Foi interpretado como representando os genitais de uma mulher, mas há também um desenho de um bisão e um leão e as imagens estão quase interligadas. Além dos desenhos, a caverna está cheia de crânios e ossos de urso das cavernas e com a trilha de um lobo. Há também uma pegada que se pensava ter sido feita por um menino de oito anos de idade.
Ensaio da Dra. Beth Harris e do Dr. Steven Zucker
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