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ENSINO HÍBRIDO DE ALTA QUALIDADE Muitas discussões sobre o ensino híbrido se concentram nas ferramentas e no software, mas raramente se fala das técnicas e recursos que os professores usam em classe, e é sobre isso que falaremos. O que chamo de ações no ensino híbrido. Doug Lemov escreveu um ótimo livro, "Aula Nota 10", que apresenta ótimas estratégias para conseguir bons resultados em escolas tradicionais. Perguntamos aos professores de ensino híbrido que estratégias eles utilizam para obter resultados dos alunos, e eles contaram várias experiências que podem ajudar. CONSEGUINDO A ATENÇÃO Muito bem. Se escutam minha voz, batam palmas uma vez. Se escutam minha voz, ponham as mãos na cabeça. Se escutam minha voz, fechem suas telas. E preparem-se para "O Minuto da Fluência". Algumas ferramentas e rotinas que uso no ensino híbrido e já vi funcionar em outras classes com certeza é que ainda precisamos de um sinal de atenção. Os professores de ensino híbrido usam vários sinais, mas imagine 20, 30, 40 ou 50 alunos com fones de ouvido, olhando a tela. Não vão ouvir você falar, bater palma, pisar, nada. Então, já fiz vários exercícios de onda com as crianças. Em que toco um aluno no ombro com dois dedos, e ele ergue a mão. Perdão, antes de erguerem a mão, têm que tocar o colega, e assim por diante, criando uma onda na sala. INICIANDO A AULA No ensino híbrido, professores e alunos precisam de um procedimento de entrada e de saída. Uma das coisas que gosto no ensino híbrido é que, quando a criança entra, não precisamos ordenar nem fazer aquecimento. A ordem e incentivo quando os alunos usam o computador é: "Vão para o computador e comecem. Retomem do último trabalho que fizeram". Não importa se a última vez foi há uma hora ou duas semanas. PROCEDIMENTOS DE SAÍDA No procedimento de saída, é muito importante para os alunos, assim como quando saímos numa excursão e devemos deixar o lugar mais limpo do que quando o encontramos, o professor deve deixar bem claro para as crianças como quer que as estações de computador estejam quando elas saírem. Eu usava a referência do dedo para os teclados. As crianças colocavam o dedo e este era o espaço que devia haver entre a borda da mesa e o teclado. Assim, só de olhar já sabíamos qual estava certa. Isso ajuda as crianças a entenderem. Porque os fios se embaralham, mas naquela estação, o mouse e o teclado estão como devem estar, o que cria uma estrutura e uma ordem. Então, a classe pode ser dispensada. Isso levava um pouco de rigor à classe. A manutenção física do espaço. CONTROLANDO AS TRANSIÇÕES No ensino híbrido, há mais transições que na escola tradicional. Pense no modelo de rotação por estação, em que os alunos fazem um rodízio entre o aprendizado on-line e as instruções para pequenos grupos. Ou no modelo do laboratório, em que os alunos fazem o rodízio entre o laboratório e as aulas tradicionais. Controlar essas transições e ajustá-las, para que se encaixem no calendário letivo, é essencial. Time Coragem, pode parar agora. Time Gana, pode ir para os iPads. Não, Time Honra vai para os iPads e o Time Gana vai para os livros. Devon, pés na linha. Quero que entrem e façam o logon em dez segundos. Vamos lá. PEDINDO AJUDA Numa escola comum, os alunos devem erguer a mão para pedir ajuda. Mas, no ensino híbrido, pode ser diferente. Quando os alunos chegam a ambientes onde podem aprender em seu próprio ritmo, vemos o que chamamos de efeito "pingue-pongue". Os alunos não sabem o que fazer e começam a levantar a mão. Os professores olham, há 20 mãos erguidas, e não sabem quem atender. Se colocássemos uma câmera no teto, veríamos como erguem a mão, fica parecendo um pingue-pongue, com a mão subindo e descendo. E costumamos ver as pessoas recorrendo à pedagogia, ou até inventando algo na hora, mas chegando na mesma situação. Há uma hierarquia a ser explorada, quando um aluno precisa de ajuda, que podem ser os recursos on-line, ou recorrer a um colega, ou saber quem é o especialista na sala, quer seja o professor ou um colega, ou ler as instruções de novo, perguntar ao professor, perguntar à pessoa que estiver mais perto. É preciso mostrar às crianças que recursos estão disponíveis a elas, porque isso libera o tempo do professor e ele pode usá-lo de forma estratégica. Para pedir ajuda numa sala de ensino híbrido, é preciso seguir uma rotina. Eu tenho um parâmetro alto em que o professor não precisa ser o auxiliar quando os alunos estão on-line, em algumas etapas do caminho. Numa turma de ensino híbrido, como em qualquer outra, as crianças precisam de ajuda. Por isso é importante que as crianças tenham muita experiência em trabalhar e tentar ajudar uns aos outros e serem as mais independentes possíveis. Então, já vi que um aluno pode não erguer a mão para pedir ajuda do professor, por dois ou três dias de sessões no computador, porque elas recebem dicas, assistem vídeos de apoio, acessam sites, tentam dominar o conceito em outro programa, que ensina de forma diferente, depois levam o conhecimento ao programa original, talvez conversem com um colega ou vizinho. Há várias estratégias que um aluno deve usar antes de erguer a mão atrás do apoio de um professor em classe. Um dos maiores desafios ao trabalhar com as crianças, quando elas chegam, é que estão acostumadas a erguer a mão e o professor responder à pergunta, aprendendo por eles. Então, trabalhamos muito para que os alunos desaprendam isso. Leva tempo e é preciso de aulas propositais que os professores desenvolvem para que aprendam a encontrar informações, a mudar de estratégias, todas essas habilidades não-cognitivas. Nós desenvolvemos a perseverança e a determinação, projetamos as aulas para isso e, através de um vocabulário e de lições, avançamos bastante, principalmente quando são alunos novos, do sexto ano. Tenha sistemas para solucionar problemas. Na minha sala, tenho uma aluna responsável por solucionar problemas com os iPads. Vi que esta aluna era muito boa nessa posição, e os outros alunos vão direto a ela, para tentar resolver seus problemas, antes de recorrer a mim, porque estou lecionando para um grupo no tapete. Use o ponto forte de um aluno em classe para você ter mais tempo de ensinar.