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Liderança na mudança organizacional para transformar escolas já existentes ou lançar novas escolas

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ENSINO HÍBRIDO DE ALTA QUALIDADE Uma descoberta em nossa pesquisa sobre inovação é que toda organização tem capacidades claras, e compreendê-las ajuda a ver quais são as limitações da organização. Ou seja, uma organização existente pode não ser capaz de fazer as coisas novas que está se propondo a fazer. O que entendo disso é que para um novo e complexo protótipo pode ser mais fácil começar do zero. Isso mesmo, e acho que muitos de vocês notam isso, que se estão introduzindo o ensino híbrido em uma nova sala ou escola, provavelmente será mais fácil implementar essa inovação. Mas se está tentando fazer isso em uma sala ou escola existente, há mais obstáculos, como falta de recursos, rotinas e prioridades, que podem restringir uma inovação. COMEÇANDO A Summit Public School experimentou começar escolas do zero de forma híbrida, e estudou como converter escolas existentes. Em nossa experiência, novas escolas são mais fáceis de inovar. Primeiro porque se está começando do zero. Em nosso caso, começamos com um pequeno grupo de alunos, um grupo pequeno de professores, grupos enxugados, e geralmente com pessoas mais aptas a pensar no que e em como farão antes de dar início, já que estão começando do zero. Em escolas existentes, não importa quão planejado for, há um período de tempo entre o que está fazendo e o que vai fazer. Planejar isso é mais complicado, tem que se refletir e considerar como encerrar o que se tem feito. As escolas novas são maiores que as existentes, têm práticas estabelecidas, não há muita tradição, e em nosso caso, as crianças são um pouco mais resistentes à mudança, e certamente os pais são resistentes à mudanças. Então, não lidamos com uma visão pela qual todos estão atraídos enquanto tentamos mostrar isso mais como uma melhoria, em vez de dizer que é uma ideia totalmente nova. CONVERSÃO Quando falamos em redesenhar uma escola, temos que considerar muita coisa, pois já há um modelo funcionando com recursos, processos, culturas e prioridades, e os ativos que se têm no modelo atual podem ser passivos no novo modelo. Dito isso, todas as crianças nos EUA estão em escolas existentes, não se resolve isso construindo novas escolas pelo mundo. Quando pensamos na conversão de escolas existentes para dois novos e grandes modelos, temos quatro ideias a observar. Primeiro, quem tem que se envolver no processo e como quer que se envolvam. Segundo, como fazê-las aderir. Terceiro, como fazer disso parte de seu trabalho diário, para que vejam o processo de inovação como parte de quem são. E quarto, como lidar com opositores. QUEM VOCÊ PRECISA ENVOLVER E COMO ENVOLVÊ-LOS? O que nossa pesquisa de inovação tem mostrado é que o nível de mudança que se tenta fazer determina o tipo de equipe, ou quem se precisa ter a bordo para fazer essa mudança. Se você está operando dentro de escolas e tenta mudar algo em uma série ou classe, o tipo de equipe que precisa é o que chamamos de equipe funcional. A equipe funcional é formada por membros de certo departamento ou determinada série. Professores do infantil formam uma equipe funcional, os de idiomas, outro. Este tipo de equipe é tudo o que precisa quando se quer mudar certa classe ou série e não impacta outras áreas da escola. A mudança é, basicamente, contida nessa unidade. Se estiver invertendo uma sala de aula, fazendo rotações, uma equipe funcional é necessária. Quando se pensa em redesenhar escolas além de só uma série, precisaremos de outro tipo de equipe? Exato. Quando se começa a coordenar de uma sala a outras áreas, precisa-se de uma equipe de peso leve. Nessa equipe, o professor permanece em seu departamento, mas haverá um gerente de projetos coordenando atividades através dos departamentos. Digamos que se está implementando um laboratório rotacional, só terá de coordenar entre usar o laboratório e permitir que outros professores e alunos o utilizem, coordenando tudo para que funcione. Assim como implementar uma rotação por estações requer certa tecnologia e tem que coordenar com TI para ter os requisitos para a sala. Esta é a equipe de pesos leves. A inovação pode se dar separadamente em diferentes configurações e precisa de coordenação. E se for em toda a escola, e todos querem se reunir e ter uma nova visão de estilo de ensino e abordagens na educação? Aí começa-se a falar de um processo imprevisível e precisa-se do que chamamos de time de pesos pesados. Ele é composto de pessoas tiradas de seus departamentos tradicionais, que devem trazer sua experiência à mesa, deixando a lealdade ao departamento em que sempre estiveram de lado, assim como a lealdade à forma como tudo sempre foi feito e usem seu conhecimento para redesenhar um modelo de educação. A chave sobre o time de pesos pesados é que ele precisa nomear um líder, para que todos digam, quando o líder for escolhido, que tomaram uma decisão como grupo, e não têm de ir a todos os departamentos para fazê-los escolher também. Alguém que tenha autonomia para repensar tudo que falamos nesta lição. Esta equipe de pesos pesados, Michael, torna o ensino híbrido muito diferente da antiga tecnologia em sala de aula. Ouvimos isso o tempo todo, dizem que já fizeram isso e sabem como é. Mas acho que esse é um ponto importante. O ensino híbrido de alta qualidade exige ter as pessoas certas no time, que possam realmente redesenhar a escola. É por isso que este movimento precisa de professores líderes, diretores, o superintendente assistente de ensino, e o pessoal de tecnologia que entenda a logística, pois se envolvê-los para redesenhar a escola, temos chances de acertar. Isso está correto. Sendo mais crítico sobre isso, a razão pela qual estas estruturas importam, é que, se você quer redesenhar toda a escola, mas só tem a equipe funcional, você não vai acertar. Da mesma forma, se quer apenas uma sala de aula invertida e trazer uma equipe de pesos pesados ao processo vai tornar o processo devagar, pesado e burocrático. O que está dizendo é para maximizar o time para a mudança que tem em mente. -É exatamente isso. COMO CHEGAR A UM CONSENSO? Pensamos no processo de desenho, e foi tão crucial que o diretor e professores, essencialmente a escola, tivessem controle sobre o projeto. Ter um plano que foi implementado a partir de meu gabinete ou do gabinete distrital não teria sobrevivido. Pessoas encontrariam desafios e diriam: Não é meu plano, estou fora. Quando eles desenvolvem o plano, apropriam-se disso, o que os leva à implementação. Assim, manter parâmetros amplos, que para nós foi o envolvimento dos alunos, o uso de tecnologia e software, essa é a parte de ensino híbrido. O resultado dos alunos, e os professores administram o tempo e até mesmo espaço. Essa é a extensão dos princípios de desenho que demos às escolas, parâmetros para projetar, e acho que autonomia definida é crucial, pois se o governo planejar, e vimos como isso funciona há décadas, a liderança da escola nunca dura, não sobrevive à inovação. Outra coisa que ouvimos pessoas dizerem quando estavam escolhendo equipes é começar com os que são dispostos, uma coligação de pessoas dispostas. Que eles sejam os pioneiros e tenham algumas vitórias iniciais. Escolha alvos mais fáceis, e terá algumas provas de sucesso, para quando precisar daqueles que não são motivados, ou que apenas sentam e esperam para ver se a iniciativa vai falhar. COMO FAZER DISSO PARTE DO TRABALHO DIÁRIO DAS PESSOAS? Uma boa dica é que você tome parte neste processo de redesenho. Se não fizer a reinvenção funcionar, torná-la parte fundamental do trabalho diário, não vai obter os resultados que espera. Os professores já são sobrecarregados, e se designar algo a mais a eles no fim do dia ou algo assim, não vai obter os resultados que espera. Isso me lembra a Summit. Quando estavam no processo de desenhar e reinventar, fizeram coisas bem inteligentes. Primeiro, usaram os períodos vagos, quando não havia aulas de tempo integral, para que todos na organização imaginassem o novo modelo, fazendo protótipos, mesmo que de forma teórica. Depois, montaram a lista de tópicos que permitiu a personalização. Houve professores que fizeram isso durante o verão. Houve tempo para inovarem na concepção para o novo modelo. O interessante é que como o trabalho de redesenho foi nestes períodos, redesenhar a todo o momento tornou-se parte do trabalho do professor. Acho que está certo. Temos de buscar a mentalidade de não pensar nisso como um trabalho extra ao trabalho que faço diariamente. Dizemos em nossa cultura na escola que inovar novos modelos e buscar personalização é do que se trata nosso trabalho. Se olhar a maioria de nossas escolas, os professores dirão que estão em uma missão para ver como fazer isso funcionar. Não há distinção entre dar aulas ou ser o diretor da escola. COMO LIDAR COM OPOSITORES? Se fizer tudo direito, tiver os primeiros adeptos com você e tiver algumas vitórias iniciais, não se preocupará com opositores, ou pessoas que sejam obstrucionistas. A chave é ser bem estratégico quanto a quem vai primeiro, quem são os primeiros adeptos, e a quem voltar a atenção para se certificar de que virão também. Um dos princípios que aprendi sobre comunicação e entrar em uma iniciativa que está sendo apresentada é pensar nos grupos que normalmente eu não teria pensado em comunicar. Por exemplo, começamos o trabalho nas escolas de Ensino Fundamental I, mas foi importante que professores do Fundamental II e Médio soubessem o que estávamos fazendo, pois, de outra forma, teriam ouvido uma história diferente e poderiam se queixar, e fazer barulho suficiente para acabar com tudo. Normalmente, eu não teria focado nesses grupos, mas algumas pessoas me treinaram para eu me comunicar bem, de modo que todos estivessem informados para que pudessem ser neutros ou até mesmo apoiadores. Isto é novo, então, há muita gente que acha que não vai funcionar. Por diferentes razões, dizem não acreditam, que não apoiam ou que não faz sentido. Por isso, nossa abordagem com opositores foi, antes de tudo, ter certeza de que entenderam a visão que estamos buscando. Vou ser honesta, quando se compartilha e articula a visão do que se busca, a maioria das pessoas concorda com a visão. Uma vez que concordam com a visão, lida-se com a implementação. Certo, cheguei onde quero chegar, mas como vai ser isso? Aí, é fazer com que superem seu medo de fazer algo diferente. E isso é por conta da mudança. As pessoas têm medo que as escolas fiquem diferentes do que estão acostumados, o que é muito desconfortável. Então, tem-se que trabalhar com o medo das pessoas. O que você teme? O que acontece se fizermos isso? Bem, certo, se teme isso, o que podemos fazer para suavizar isso? Então, torna-se um exercício levar pessoas a superar seus medos, o que é normal e natural e, então, vê-lo começar a funcionar e começar a aceitar a visão com a qual se importam. QUANDO COMEÇAR Se estamos falando em transformar uma escola existente, tem a questão: Como começar? E uma administração que conheço teve um processo interessante. Enviaram uma RFP, convite de propostas, para todas as escolas do bairro, e foram claros quanto aos resultados, modelos de escolas diferentes que usam personalização para cada aluno. Mas eles não foram ditatoriais sobre como fazer, e deixaram cada escola que se interessou voluntariamente projetar seus próprios modelos de escola, e então, escolheram os mais concretos e forneceram capital inicial e depois dinheiro para a implementação, mas foi uma competição para ver as melhores ideias surgirem. O que foi importante no primeiro ciclo do projeto, chamo-o de projeto 1.0, pois foi meu primeiro ano nesta região, eu convidei diretores e professores para conversas sobre projetos. Usamos consultores externos e nossa própria equipe, para conduzir as questões. A melhor foi: Se pudesse criar uma escola do futuro agora, como ela seria? E foi a pergunta apresentada aos diretores naquele primeiro ano. Eles saíram e projetaram por uns meses, voltaram e nós analisamos, depois lançamos, com sucesso, duas escolas de ensino híbrido, com um planejamento antecipado. Eu nunca tinha trabalhado tão rápido assim em minha carreira. Foi assustador e tremendamente gratificante. Há outra abordagem. Nós já falamos sobre como conversões podem ser complicadas, então, faça isso como o ponto de partida. O que quero dizer é ache áreas na escola que sejam novas, onde haja uma oportunidade de começar do zero. Toda escola tem oportunidades que permitem criar um modelo do zero, depois disso, pense nas áreas que serão difíceis de converter. Essas seriam as áreas de não consumo? Isso mesmo, nós as vemos em todas as escolas. Não é, Brian? Certo, e se pensar no período depois do horário escolar, como falamos, ou escolas de verão, ou mesmo uma área que não vai bem, oferecemos um idioma, mas e se o aluno quer aprender alemão? Pode ser uma área para um piloto de uma aula online ou de uma aula híbrida, onde se ensina diferentes línguas ao mesmo tempo. Porque não terá que competir com o super professor de alemão, que é ótimo no que faz. Vimos isso funcionar bem. Há uma escola chamada School Of One, em Nova York, que implementou o ensino híbrido, e o lugar onde começaram foi na escola de verão. A razão foi que precisavam pensar e ter espaço para personalizar o ensino para cada aluno, tentaram a abordagem para ver o que funcionava ou não, corrigiram o método e o colocaram em ação em escolas de toda a região, uma vez que começaram a entender.