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Novos modos de se agrupar alunos e se organizar a equipe de apoio

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ENSINO HÍBRIDO DE ALTA QUALIDADE QUAL É O TAMANHO IDEAL DE CLASSE? Para o nosso objetivo, gostaria de persistir na ideia de que não precisamos de classes únicas para todos os períodos. Este pode ser um conceito variável. Pense no tempo de aprendizado personalizado da Summit. Os alunos trabalham em salas onde a proporção aluno/professor chega até a 50 por 1. Mas como a Summit tem uma cultura muito definida, os alunos ficam muito envolvidos durante todo o tempo, e trabalham concentrados nas tarefas. No contexto de implementação distrital em Milpitas, Califórnia, eles usaram um modelo de laboratório rotacional, em que enviam até 100 alunos a vários laboratórios, onde alguns adultos monitoram muitos alunos, e isto permite que leiam ou brinquem com outros adultos que tem um ambiente personalizado com os alunos na suas salas. Um outro exemplo, são as escolas Alpha, em San José, que tem salas de aula de até 34 alunos e um professor, mas construíram seu programa de forma que a qualquer momento há uma separação de 50%, e metade dos alunos fica nos computadores, num trabalho individual, e a outra metade trabalha em pequenos grupos, sendo instruídos por um professor. Portanto, o tamanho funcional da classe é 17 para um. Ao visitá-los, percebe-se um clima mais íntimo, e os alunos gostam do tamanho pequeno da sala. A proporção de 34 para 1 permite que tenham alguma flexibilidade e estabilidade financeira, mesmo diante das baixas taxas de subsídio da Califórnia. Nós entendemos que existam algumas restrições na capacidade de inovar no tamanho da classe. Há as premissas de determinadas comunidades, há políticas referentes ao tamanho das classes, há leis trabalhistas que restringem o que pode ser feito... Nós entendemos tudo isso e elas são barreiras verdadeiras quando pensamos no tamanho da classe. E muitas dessas políticas e restrições se originam em uma boa ideia do que estão tentando resolver, mas o resultado é que acabam obstruindo a inovação. As pessoas não têm liberdade para testar diferentes modelos. E cremos que não seja tão polêmico sugerir que talvez não exista problema se o aluno passar uma hora do dia numa sala com 75 alunos trabalhando individualmente, se isto resulta mais tarde em classes muito menores, onde os alunos e os professores com uma experiência de aprendizado mais pessoal. E se você está num desses contextos restritos, não pode ficar obcecado com os limites. As pessoas devem ser capazes de dizer: "Existem limites, mas o que posso fazer?" E por último, precisamos compartilhar esses feedbacks com os que criam as regras nos âmbitos governamentais, porque eles contam com esses profissionais para identificar os obstáculos e podem tentar removê-los do caminho. É isso mesmo. E pense como essas escolas usam a flexibilidade no tamanho da classe para repensar o que fazem. Algumas escolas, e não é algo radical, fazem o tempo em sala ou na escola basicamente como uma assembleia. Levam todos os alunos para o ginásio ou algo assim e usam o tempo para destacar os valores em toda a escola e as habilidades não cognitivas sobre as quais falamos antes. O que lhe desperta tanta paixão que você faria sem receber nada? Em que você é único? Você? Qual é a sua paixão? Minha paixão é a arte e a dança. Palmas para ele. Estou tão grata a todos hoje. No três: "Quinta-feira da gratidão" Um, dois, três... Quinta-feira da gratidão! Somos Navigators Sim, senhor Somos Navigators E trabalhamos muito Trabalhamos muito Durante o dia Então, à noite Descansamos e brincamos QUAL É O GRUPO DE ALUNOS IDEAL? Lembra-se do exemplo de sermos os melhores astrólogos do mundo? Nossas escolas hoje estão organizadas pelo ano de nascimento da criança e pelo dia do ano escolar, como se pudéssemos prever o conteúdo correto. E Ken Robinson questiona isso ao dizer que somos obcecados com dia da vinda da criança. Em vez disso, se deixarmos que sigam em ritmos diferentes, o princípio da organização torna-se quem está pronto para qual conteúdo. E assim a idade torna-se muito menos relevante. Dois exemplos tangíveis para exemplificar este ponto: Brian e eu estivemos recentemente numa escola pública, que implementou o ensino híbrido há pouco tempo, e o superintendente que nos acompanhava disse: "Nesta sala temos o segundo e o terceiro ano no mesmo conceito." E depois descobrimos que havia alunos do primeiro ao quarto ano na mesma classe, e isto não os atrasou em nada. Outro exemplo é Acton Academy que comentamos um pouco antes, em Austin, Texas. Ali, os alunos ficam em grupos de idades variadas boa parte do dia e o resultado é que às vezes os mais velhos ensinam os novos, em outros momentos, eles trabalham no mesmo conceito. E na nova escola Epic, da Education para a Mudança, eles pegaram os três anos do Ensino Fundamental II e dividiram cada ano em quatro partes, então os alunos percorrem uma jornada de 12 partes. E tudo bem se um aluno estiver no nível oito e outro estiver no nível seis, mesmo que, tecnicamente, ambos estejam no segundo ano. Isto nos remete ao exemplo do Kung Fu, se você sabe bem quais níveis o aluno precisa percorrer, e se eles se baseiam no domínio do tema, podemos pensar em vários tipos de grupos e idades trabalhando bem num mesmo ambiente. QUAL É A MELHOR FORMA DE USAR ADULTOS NAS ESCOLAS? É importante perguntar quem é a pessoa certa para aquela aula e como esta pessoa está sendo utilizada durante o dia. Essencialmente, estamos falando do programa de domínio. Quando pensamos na questão dos profissionais dentro do contexto escolar que queremos repensar, Comece com a experiência de ensino que considera ideal e depois responda a essas três perguntas. A primeira é: Quem você precisa a bordo? Ou que tipo de professor? A segunda é: Quantos você precisa? E a terceira é: Como eles usarão o seu tempo? Isto pode ser complicado. Tenho que reconhecer. Não se trata de computadores substituindo professores. Ou apenas usar funcionários de custo menor. Eu sou professor e apoio os professores. O importante é permitir que professores e direção atuem juntos e analisem o programa para descobrir como usar o recurso mais importante, os adultos presentes, para levar aos alunos o que eles mais precisam. As escolas que inovam nesta área, estão pensando em que lugares os alunos podem se apropriar do seu aprendizado, e trabalhar de forma independente. E em que lugares precisamos de adultos para intervir, e passar tempo em pequenos grupos com esses alunos. E assim que refletirmos sobre isso, podemos começar a pensar onde usar o professor credenciado e onde usar a equipe de apoio para ajudar o aluno no que ele deseje realizar. O elemento chave é usar o professor certo na hora certa, para realmente potencializar aquele conhecimento no auxílio a todos os alunos. Nas escolas Navigators, por exemplo, os paraprofissionais algumas vezes, conduzem o período no laboratório e professores podem se especializar em sua área de conhecimento. Para esse modelo, eles precisam de um número diferente de professores do que seria necessário num esquema tradicional. Também é interessante observar como essas escolas usam os adultos no aprendizado. Nas escolas Summit por exemplo, o próprio diretor acompanha os alunos no período de aprendizado personalizado. Muitas escolas estão pensando em usar o vice-diretor os professores assistentes, instrutores de educação especial, para estar na sala, ou chamar os alunos para uma avaliação individual. Ao nos afastarmos da ideia de ter apenas uma categoria de professor e colocarmos o professor para atuar em outras funções, as escolas estão pensando em maneiras de criar um plano de carreira para os professores, para que cheguem ao status de mestrado, e ter outros professores no início da carreira, que teriam mentores. E até pensar num sistema de compensação para o professor que assumir papéis de maior destaque. Estamos querendo nos distanciar da ideia de um professor por si mesmo numa sala de aula isolada e passar a pensar no ensino em equipe. No Rocketship Education, uma rede de ensino híbrido que cresce no país, o que eles fizeram foi se distanciar do seu modelo original para derrubar as paredes entre as três salas, para ter três adultos no mesmo espaço com muitos alunos, e potencializar seu ensino de muitas maneiras. Os alunos fazem rodízio entre a instrução direta, atividades online e o trabalho em grupo e os professores trabalham juntos para saber onde e quando intervir, para obter o máximo dos alunos. Eu queria parar num ponto desta nossa reflexão. Quando começamos a derrubar paredes e a juntar alunos e professores em grandes espaços de aprendizado aberto, estamos nos arriscando a voltar à experiência das aulas abertas? Qual é a sua opinião? Para quem conhece as aulas abertas dos anos 70, foram construídas salas gigantescas. A diferença para mim é que nesse movimento de sala de aula aberta ainda fazemos a instrução direta. Mudamos o espaço físico, mas não mudamos o estilo de ensino. Se vou dar uma aula a um grupo de 25 crianças, prefiro ter uma sala menor, silêncio e a atenção deles exclusiva. Mas se pensamos numa nova abordagem de ensino, em que os alunos trabalham de forma independente, eu tenho um grupo pequeno aqui, e talvez outra área onde ocorra um pouco de instrução direta. Não é muito fácil fazer isso se eu tiver três caixas lineares e as crianças precisarem se dirigirem de um lugar a outro. Eu acho que a ideia de classes abertas é interessante, se tivermos um estilo de ensino diferente. É claro que temos que pensar nas distrações e em quando não queremos as crianças em espaços abertos. Mas sinceramente ainda não sabemos como é. Sabemos que o modelo atual não está nos conduzindo até lá, e por isso eu acredito tanto em experiências conscientes para tentar abordagens diferentes E que façam antes de gastar o seu dinheiro derrubando as paredes. Porque sabemos que esta não será a solução. PREMISSAS PARA QUESTIONAMENTO 1) O ANO ESCOLAR 2) OS HORÁRIOS 3) A ROTINA DIÁRIA 4) O TAMANHO DA CLASSE 5) GRUPOS POR IDADE E ANO LETIVO 6) MODELOS DE EQUIPE