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Novos modos de se estruturar o dia e o ano escolar em ambientes de ensino híbrido

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ENSINO HÍBRIDO DE ALTA QUALIDADE Compartilhamos aqui alguns exemplos de escolas em mudanças na forma como tomam suas decisões, mas não se apegue tanto às decisões que tomaram. Talvez concorde em algum ponto e discorde em outros. Não é a questão. O que queremos mostrar é que fazemos suposições sobre o que se pode mexer em um dado contexto e que você pode fazer as escolhas. QUAL É O CALENDÁRIO ESCOLAR IDEAL? A Summit observou o calendário escolar deles e queria gerar dois resultados. Um para alunos e outro para os adultos. Para os alunos, eles queriam um ambiente em que os alunos se aprofundassem em atividades eletivas por um tempo substancial. Para a equipe, eles queriam mais tempo diário durante o ano em treinamentos mútuos. Então, eles olharam o calendário e criaram as "intersecções", que se parecem muito com que se tem na faculdade. Por algumas semanas, os alunos trabalham com alguns professores ou com parceiros da comunidade, que se debruçam sobre projetos. Durante esse tempo, a equipe pode se desenvolver profissionalmente entre si. Eles tinham uma agenda bem tradicional, mas fizeram mudanças no processo e criaram algo novo, diferente. Quando pensamos em um novo modelo de escola, um das coisas da qual tentamos nos libertar foi o calendário tradicional, assim como tentamos nos libertar também do cronograma tradicional. Começamos nos perguntando: O que seria ideal e transformador? E claro que havia algumas restrições, porque a nossa sociedade ainda tem a mesma ideia das férias tradicionais e coisas do tipo. Mas nós pensamos: Quanto tempo é necessário dentro de um ano para que as crianças sejam capazes de progredirem da maneira que imaginamos, para reter conteúdo e aprender as habilidades que precisam aprender? Como podemos repensar isso dentro de um ano, não apenas começando e chegando ao fim do ano, mas tendo um tempo para respirar e refletir? Então, fizemos algo bastante inovador. Nós separamos oito semanas do ano letivo, que representa 20% do tempo dos alunos em um ano letivo, porque sabemos que valorizamos experiências reais, em que as crianças sejam levadas pelo que gostam e se envolvam com a comunidade. Nós damos isso a eles dentro do ano letivo. Em nosso caso, nós dividimos em períodos de três e duas semanas e mais um de duas e dois de uma, por todo o ano letivo. Queremos dar a eles um tempo de recuarem do cotidiano escolar, para refletirem e se envolverem com algo diferente, algo para respirarem e darem uma pausa, para então recomeçarem. O aproveitamento é ainda maior para professores, porque eles têm oito semanas pensadas de forma estratégica, em que terão tempo para desenvolvimento profissional, em que trabalharão como equipe, em que poderão analisar os dados dos alunos, reconfigurar, em ciclos de interação, com muita reflexão sobre o que atingiram, aprenderam e como participar disso, agindo como verdadeiros líderes. É extremamente eficiente. Acho que é uma força motora que nos possibilita levar o modelo à frente tão rapidamente e de forma eficiente. É um belo exemplo de usar o que é melhor para as crianças, são princípios e valores que usamos como influência para fazer o modelo funcionar muito bem. Essa foi uma forma de trabalhar com o calendário. Para algumas escolas é comum pensar no ano como um todo. E muitas fazem isso de formas variadas, como agrupamentos flexíveis para os alunos de diferentes faixas, escalonamento de férias dentro da escola, tudo de forma muito inovadora. É importante lembrar que tudo é ferramenta, e o calendário também pode ser. Não aceite que tudo seja como sempre foi. Pense no que os seus alunos podem produzir no ambiente de aprendizado e em como o calendário pode ajudar nisso. QUAL É A DURAÇÃO IDEAL DO DIA ESCOLAR? De todas as escolas analisadas, a KIPP talvez tenha o dia escolar mais diferente entre elas. Talvez você já saiba, mas a KIPP se comprometeu com suas mais de 140 escolas para dias mais extensos para cada criança. Normalmente, o dia letivo vai de 7h30 às 17h. Seja lá o que pense sobre isso, mas eu acho importante. Uma pergunta interessante a se fazer: Deve ser assim para cada aluno? Nós acreditamos nos ideais propostos? E se alguns alunos precisam de mais tempo e outros não? Pode haver um sistema em que os alunos mostrem domínio e sejam liberados mais cedo? Ou até mesmo um dia da semana em que não venham para a escola, para trabalhar em projetos de seu interesse e domínio? Então, novamente, ao pensar na duração, não é necessário um bloco único para todos os alunos. Ainda pensamos nas necessidades individuais. Isso traz uma questão muito importante, e que todos adoram, que é a tarefa de casa. Será que precisamos do mesmo conceito de sempre? Pensando na autonomia do aluno, não poderíamos deixar que os alunos decidissem onde farão as tarefas? Temos que pensar no que eles devem aprender. Praticar em casa ou na escola torna-se irrelevante. A Carpe Diem, no Arizona e em Indianapolis, uniu as duas ideias, de perguntas e tarefas, sobre a necessidade de uma agenda comum, para criar um dos modelos, que, após o domínio pelo aluno, ele tem a sexta-feira para dedicar-se a algo que o interesse. A escola Navigator pensou numa agenda com saídas mais cedo para os alunos que estejam no ritmo e dominem os conteúdos, que podem ir para casa e fazerem outra coisa. Os alunos que precisam demonstrar maior domínio ficam na escola, em grupos menores e acompanhamento pessoal. QUAL É A ROTINA DIÁRIA IDEAL? Vamos agora notar como as pessoas usam o tempo durante o dia e como fazem para gerir o cotidiano escolar, com tantas agendas diferentes. Algo que temos enfatizado ao iniciaram no ensino híbrido é que o tempo pode ser mais bem aproveitado em sala. Mas as escolas protagonistas não pararam aí. Elas pensam em combinar as aulas de forma inovadora, pensando na agenda para irem além no uso efetivo do tempo, apenas dentro da sala. Certo. E na KIPP LA eles fazem rotações na sala, mas também entre salas, e assim misturam alunos e professores, pensando sempre em combinar o aluno, o professor e a sala. Nós pensamos: Espere, por que não usamos nossas forças? Temos um professor muito bom para elevar o nível do aluno. Temos um professor muito bom para os alunos do avançado, para que se aperfeiçoem e sejam avançadíssimos. Por que não usarmos isso? Então, começamos a mesclar as crianças e a colocá-las com diferentes professores, tudo para que tivessem o que precisavam. De forma semelhante, pense como a Navigator criou uma agenda escolar que permite ao professor retirar alunos com domínio de conteúdo para que pudesse se aprofundar nos alunos com dificuldades. Vou dar um exemplo: Um aluno do segundo ano começa o dia com Matemática, em uma aula de 60min. Após esse período, nós o avaliamos no "Objetivo de Aprendizado". Os que aprenderam vão para o ensino híbrido e trabalham em grupos por 30min. O restante recebe a intervenção. Algum pai passa um tempo no computador com eles enquanto os professores trabalham com os outros. Esses modelos de rotação vão exigir supervisão, pois diferentes alunos usam os recursos do laboratório. Por definição, isso envolve a escola inteira na mesma agenda. Ao pensar no modelo flex, a chance para as escolas criarem tornam-se ainda maiores. Isso ocorre porque perde-se as demarcações de tempo e matérias. Na essência, os alunos escolhem se querem Matemática, Idiomas, Leitura, Estudos Sociais e Ciências dentro do aprendizado flex. A Carpe Diem, a escola que mencionamos em Arizona e Indianapolis, tem blocos abertos de tempo, com diversas horas, em que os alunos podem ficar mais em Matemática e menos em Inglês. E isso é muito bom! Por que nós achamos que o aprendizado deve ocorrer sempre em 50min? Há atividades que levam mais tempo e isso é difícil quando o sinal soa a cada 50min e os alunos entram. Nós criamos tempo e espaço para que os alunos guiem o seu próprio aprendizado, a que chamamos de "Tempo Personalizado de Aprendizado". Esse tempo, em nossas escolas, funciona em um dia da semana, com um período longo de tempo, durante ele, os alunos podem ter conversas individuais com seus mentores. Fazemos uma combinação. Nosso objetivo é que queremos que os alunos se fortaleçam, que tenham a experiência de passar mais tempo pensando em algo que vão controlar, seja no planejamento, estabelecendo objetivos, trilhando o caminho até eles, acessando recursos e buscando ajuda adequada. Pensamos que a maneira tradicional da estrutura escolar estabeleceu um período em que se é obrigado a fazer isso. Queremos dar mais tempo a eles para que fortaleçam isso, que é o que se assemelha mais à vida universitária, em que terão mais tempo e precisarão pensar nele. Na Acton Academy, uma escola de ensino híbrido em Austin, no Texas, os alunos têm de duas a três horas diariamente em que eles escolhem o que querem trabalhar, de acordo com objetivos pessoais. Então, alguns escolhem Matemática, por vídeos da Khan Academy ou do Alex, um software dessa matéria. Outros escolhem Inglês, há ainda outros idiomas, que estudam pelo Roseta Stone. Essa ideia de agenda flexível não ocorre apenas nos EUA. Se você estiver nos acompanhando de outros países, veja na Suécia, em uma instituição chamada Kunskapsskolan, com escolas na Suécia, em Nova York e outros locais. Nela os alunos criam sua própria rotina. Ao eliminar a ideia de uma agenda escolar, fazendo os alunos progredirem em seu próprio caminho, dividindo-os em passos de 1 a 35, e que os alunos trabalham. Pode parecer caótico, mas, do ponto de vista dos alunos, eles têm uma agenda, criada sob seus objetivos e registrado em computador, e assim eles prosseguem. Tudo bem se o Michael estiver no passo 35 e eu no 3, mas sabemos onde estamos, e existe um mínimo em que todos devem mostrar progresso. Quero pausar um pouco e me lembrar do velho diretor aqui, porque, sendo honesto, seria muito difícil manter apenas uma agenda. Eu era fanático para achar o professor para cada sala. Inserir flexibilidade nisso é jogar xadrez em 3D, que seria difícil para mim. Eu quero dar duas ideias para fazer funcionar. A primeira é ter total controle, é dar atenção à agenda principal, como fazemos, mas criando a flexibilidade. É difícil, mas é aplicável. É como planejar um casamento, tem que por todos nos lugares certos, o tio certo perto da tia certa, mesmo que seja um desastre. Se pensarmos na flexibilidade como parte disso, pode ser realizado em um novo modelo. O modelo flex nos leva à segunda opção, que é relaxarmos no controle de cada minuto da escola e deixar os alunos guiarem o aprendizado. Ao olharmos as escolas flex, como a Summit, a Acton e outras, são os alunos que estão tomando essas decisões sobre usarem o tempo para o aprendizado individual. Não se trata de dispensar todas as regras. Acreditamos que as escolas precisam de estrutura para tornar isso possível. Mas não seria possível usar uma parte do dia em que as crianças teriam mais controle e flexibilidade? Pensamos que sim. E os alunos saem ganhando, pois não há regras que determinem tempos iguais para as matérias ou para a fórmula de outra pessoa. Se deixarmos os alunos decidirem um pouco, o sistema pode ser mais favorável ao aprendizado. Se pensarmos em êxito no ensino superior, parece lógico que os alunos se saiam melhor nesse ambiente se tiverem experiência ao controlar o seu trabalho ainda na pré-adolescência.