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Case study: teaching in a flex model at Summit Public Schools

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ENSINO HÍBRIDO DE ALTA QUALIDADE Quando converso sobre o modelo da nossa escola, sempre se impressionam com o modo como alocamos o tempo. E como alocamos o tempo dos alunos para focar no que eles precisam, sem desperdiçar seu tempo no que não precisam. E focar o tempo do professor para treinar os alunos a estabelecerem metas e aperfeiçoarem suas habilidades, em vez de tarefas mundanas como provas e testes comuns. Na Summit Escolas Públicas, os professores têm um papel diferente que ganha vida de formas distintas, e queremos destacá-las. Primeiro, a noção de tempo de aprendizado personalizado, que alguns chamam de PLT, em que os alunos têm autonomia. A seguir, o professor trabalha de forma diferente nos projetos na aula. Ele se concentra nas habilidades não cognitivas, e ensina aos alunos as mentalidades que devem desenvolver. O terceiro tópico é chamado de ensino em equipe. Por fim, é interessante ver como usam as sextas-feiras, quando o professor trabalha apenas na fixação de metas com os alunos. Vejamos como a Summit usa esse tempo de aprendizado personalizado por uma hora, todos os dias. Dê uma olhada. É fascinante ver como esses alunos trabalham de forma independente. Vemos como estão sedentos de conhecimento e trabalham em várias coisas ao mesmo tempo. Notem que o papel dos professores também é outro, não ficam na frente da sala, palestrando ou guiando todos os passos. Agora eles são facilitadores. E estão fazendo apenas isso. Foi surpreendente a rapidez e a facilidade com que os alunos entenderam o aprendizado personalizado. Dissemos que eles estavam no comando e lhes demos as ferramentas, e eles mergulharam fundo, porque tinham a opção e o tempo de explorar. Eles também se relacionavam com os professores num ambiente seguro para serem reprovados de forma positiva. Formamos grupos em que eles leem, todos os dias. E, nesses grupos, discutimos o que é o tempo de aprendizado personalizado e como funciona. E às vezes revemos esses conceitos. Em vez de os professores dizerem que o tempo de aprendizado personalizado é uma grande tela em branco, os alunos criam isso, em vez de dizermos como fazerem. Então, depende da escolha do aluno. Eles acreditam nisso e querem aprender. Percebem que é o que os ajudará a ter êxito. É uma das situações em que a cultura é tudo. Montaram a escola, desde o início, para que o PLT fosse sagrado e os alunos tivessem aulas ininterruptas, silenciosas, focadas, e os professores podiam fazer várias coisas. Os professores em classe durante o PLT fazem avaliações, assim, quando o aluno estiver pronto e souber o bastante para ser avaliado, ele mesmo coloca seu nome no quadro ou avisa o professor. Que, por sua vez, permite que o aluno faça a avaliação. E o aluno tem resultados imediatos. É muito interessante ver isso acontecer. Ryan? Seguindo o argumento da cultura, vemos que trabalham muito nas primeiras semanas, para incutir nos alunos a ideia de que são aprendizes autônomos. A grande diferença para os professores é que não explicam mais todos os conceitos, mas só intervêm quando o aluno esgotou todas as outras opções. Às vezes tenho dificuldade em encontrar algo, ou em fazer algo, e o professor me ajuda. Mas acho que é mais um desafio para que eu possa ser uma aluna independente. O PLT na Summit é o tempo individualizado para os alunos, mas outra parte do dia eles dedicam a projetos. É quando os alunos trabalham colaborando entre si, e os professores continuam não sendo os explicadores, são facilitadores durante esses projetos, para aprofundarem suas habilidades de aprendizado. A Summit decidiu reunir o tempo dos projetos, para usar os professores de formas distintas. E eles aprenderam a lecionar como equipe. É interessante ver como os professores gostam disso, e o quanto aprendem um com o outro. Brian e eu tínhamos muita experiência em lecionar, mas nenhum de nós já tinha lecionado com outro professor. Tive incentivo e apoio de um professor especializado, mas não tinha alguém como Brian. Não tinha alguém na minha classe o tempo todo, com quem pudesse sentar e planejar a aula junto. E poder lecionar com outra pessoa ajudou muito. Tudo começou com uma relação de confiança entre nós. Eu podia mostrar meu plano para a aula e ele podia nem ligar, mas esperava que ele tivesse um feedback. O mesmo acontece com ele. Aprendemos um com o outro. Tínhamos experiências bem distintas, e ele me incentivou a pensar em alguém mais velho, e eu, a ele pensar em alguém mais novo, pois eu lecionava para as primeiras séries e ele, para o ensino médio. E tem sido ótimo, porque, se você esquece algo, podemos nos ajudar, um lembra o outro: "Agora vamos fazer isso", ou "Vamos mais a fundo", ou "Acho que não entenderam". Nós confiamos tanto um no outro que não ficamos ofendidos, nem nos sentimos mal. Sentimos que podemos crescer, então, é uma situação de muita confiança e conforto. Se o professor não tem que trabalhar e lecionar sozinho, imagine a mudança de generalista a especialista. Pense também em como é ser um professor num ambiente onde tem um colega com quem contar e aquela camaradagem de trabalharem juntos. Professores já nos disseram que aprenderam muito, pois, no sistema antigo, as portas estão fechadas. Dizemos que lecionar é o trabalho mais pessoal. Então, abrimos essas portas e deixamos que os professores interajam, se unam e aperfeiçoem suas habilidades E, por fim, às sextas-feiras, na Summit eles expandem o PLT. O dia todo é dedicado a melhorar o tempo de aprendizado personalizado. Então, os professores atuam como mentores, chamando os alunos para reuniões de dez minutos, para avaliar seu progresso e o que aprenderam na semana. Tornando-os responsáveis e estabelecendo metas para a próxima semana. É esse mecanismo que comanda o aprendizado independente. Checamos os alunos individualmente todas as sextas. Então, passamos o dia conversando por 10min com cada um dos 30 alunos. Isso os ajuda a estabelecer metas e a toda semana refletir e avaliar se melhoraram. Se não, a pensar em quais estratégias podem ser melhores.