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Parte 2: Dicas de professores de ensino híbrido sobre as estruturas e sistemas que o fazem funcionar

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ENSINO HÍBRIDO DE ALTA QUALIDADE COLOCAR OS SISTEMAS EM FUNCIONAMENTO Todo professor sabe que é preciso ter sistemas nas classes, até para as pequenas coisas. Então, se há um problema, crie um sistema para ele. Lembro de uma professora que ficava frustrada com a estante, sempre ao fim da leitura, pois estava uma bagunça. Depois de vários sermões, ela decidiu tirar uma foto de como queria que a estante ficasse e colou na estante. E isso resolveu o problema. É tão simples, mas se você encontrar uma abordagem sistemática, poderá resolver vários problemas. E os professores de ensino híbrido criaram ótimos sistemas para que as aulas corressem tranquilamente. Nas duas primeiras semanas, vemos os procedimentos, que incluem os laboratórios de computação. A minha colega, Sarah, mostra às crianças como entrar no laboratório. Se não entram em silêncio, com as mãos para trás e se sentam ao computador, ela os tira, faz nova fila e entram de novo. Se não fazem silêncio, voltamos e recomeçamos. Fazemos isso de sete a nove vezes se for necessário. Muitas vezes não é. Quando eles entram, Sarah mostra o que eles devem fazer, como colocar os fones, e todos colocam. Veja como é tranquilo quando se tem bons sistemas, e o aluno sabe exatamente o que entregar e passa facilmente a trabalhar no tablet. Organizar de modo consistente e previsível. Há estações nas salas, onde se encontram as tecnologias, os alunos são autossuficientes, pegam um iPad e vão para o tapete trabalhar. Pegam seus chromebooks e se sentam para trabalhar. Os sistemas devem ser previsíveis e consistentes. Há um tema no meio dessas estruturas e sistemas que é que os professores são criativos. Eles encontram soluções para os problemas, adiantando-se a eles e mapeando onde precisam chegar. Sabemos que o que apresentamos é só a ponta do iceberg. Sei que em casa você já deve ter ótimos sistemas e estruturas, que funcionariam muito bem num ambiente de ensino híbrido. AVALIAR O APRENDIZADO DO ALUNO Há outra ideia que Brian e eu discutimos. Quando passamos a esses ambientes de ensino híbrido, quais são os sinais certos que devíamos buscar para saber se os alunos estão empenhados e aprendendo? Penso nisso como parar de medir sinais de aprendizado e medir o aprendizado em si. Quando eu fiz uma aula-piloto numa escola de ensino híbrido, um aluno não estivera lá no primeiro dia, então, voltei no terceiro dia, e vi esse garoto na porta comendo uma maçã. Eu era o típico diretor de escola, então, cheguei ao aluno e disse: "Por que você está aí comendo uma maçã? Onde você estava no primeiro dia?" Ele olhou e disse: "Ei, calma aí. Sou o melhor aluno da classe agora". Eu respirei fundo e pedi para ele me mostrar. Ele me mostrou no laptop que fizera mais progresso num dia do que os outros em dois. Então, mandei terminar de comer sua maçã. Ele me mostrou que sabia o conteúdo, e eu finalmente vi na caixa-preta as indicações de aprendizado que não eram ele estar de fone ou olhando para o professor. As crianças têm tarefas, como acontecem em todas as classes, e quando vejo que um aluno está sem tarefa, costumo me aproximar e perguntar o que está fazendo. Muitas vezes, me aproximo e eles fecham o tablet. Para saber o que faziam, podemos checar o histórico. Depende de quanto nos importamos com isso. Mas geralmente vejo que os alunos que estão sem tarefa não estão empenhados ou motivados, ou não entendem por que aquela tarefa é a certa para eles, naquele momento, para ajudá-los a aprender. Se você tiver certeza de que é a tarefa certa, que é o modelo certo na Khan Academy, o que for, vale a pena conversar com o aluno. E no ensino híbrido você tem de um a três minutos para conversar, porque os outros alunos estão trabalhando duro em suas tarefas. Então, você consegue fazer isso. Pode ser que esse aluno, principalmente nos anos mais avançados, discorde da tarefa que recebeu. Tento respeitar isso ao máximo. Se o aluno conseguir me convencer que deveria trabalhar em outra coisa, eu costumo dizer: "Tem certeza? Tudo bem. Mas qual é seu plano para voltar a isso?" Deixo nas mãos dele a responsabilidade de voltar à tarefa original. O que muitas escolas não fazem no modelo de ensino híbrido é analisar os dados que os softwares oferecem. Quase todos os programas indicam os cinco alunos que estão tendo dificuldade no software. E já vi casos em que o professor deixa o aluno passar três semanas sem crescimento algum, quando a informação estava lá, todos os dias, no relatório, mas nunca foi visto. Então, os professores devem analisar esses relatórios diariamente e saber quais são as cinco crianças com as quais precisam falar amanhã, quando vieram para o laboratório. Isso faz parte da cultura da nossa equipe e tem sido muito eficaz na melhoria do nosso êxito com os programas de ensino híbrido. USAR OS DADOS PARA DIRECIONAR O CRESCIMENTO Um dos principais componentes para se usar o laboratório de computação é que os professores monitoram os alunos o tempo todo. Pedimos aos professores para a cada dois ou três minutos analisar a sala e buscar comportamentos inaceitáveis. Normalmente, há alunos sem os fones, quando deveriam estar com eles. Então, precisa estar sempre atento no laboratório de computação, porque as crianças podem se perder e deixar a tarefa. Como numa sala comum, devem avaliar a classe o tempo todo. COMPENSAR O DESEMPENHO DO ALUNO Outra coisa essencial no programa de ensino híbrido é a compensação pelo desempenho do aluno. Temos vários prêmios que os alunos podem ganhar na semana. Quem cresceu mais, que aluno melhorou mais de uma semana para a outra. ESTABELECER EXPECTATIVAS Antes que os alunos usem a tecnologia, mapeamos como devem ser a aparência, o som e a sensação. A aparência ao usar a tecnologia, é que seus olhos devem estar no iPad ou no livro. Suas mãos se mexem e você interage com o programa. O som é o silêncio na sala. Assim os alunos no tapete podem trabalhar. Qual é a sensação? De propósito. De algo intencional. Parece que está honrando as pessoas que estão aprendendo, demonstrando amor e respeito, Uma sensação de felicidade. Então, mapear o propósito e exatamente quais são as expectativas é essencial. É muito importante que os alunos entendam que você é honesto com eles. Para o professor, demora para ser honesto com os alunos sobre o que sabem ou não, pois teme desencorajá-los. Mas é preciso fazer isso para mudar a referência, para os alunos mudarem a direção de suas vidas e para que consiga muni-los de informação. Então, o modelo da próxima geração é pegar o que os alunos sabem ou não, entregar nas mãos deles e dizer: "Você tem a força de decidir o que fazer a seguir. Você está aqui. O que quer fazer? Mas estaremos aqui e poderemos conversar. Estaremos aqui. Essas são as ferramentas e as instruções para que possamos auxiliá-lo. Mas precisa entender que vemos o que você vê, como seus pais, e você precisa enxergar isso para avançarmos". FAZER MAIS PERGUNTAS Ao longo do dia, eu vou fazendo cada vez mais perguntas aos alunos, para ajudá-los a encontrar suas próprias respostas. Seja no entendimento de conteúdo ou de instruções, ou para resolver conflitos com os amigos, ou algum problema que tenham com um professor. Tentamos criar essa cultura, como corpo docente, pois nosso dever é ajudar as crianças a saberem resolver os problemas. E isso tem sido ótimo. Em vez de lhes dar respostas, ajudamos e incentivamos as crianças a encontrarem suas respostas.