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RKA - Durante toda a sua evolução, o homem se interessou em observar os fenômenos que ocorriam a sua volta, bem como tentar compreendê-los. Isso não se resumia somente ao deslocamento do Sol em relação ao horizonte e sua relação com a claridade, a escuridão e as fases da lua. Outros astros e fenômenos chamavam a atenção do homem para o céu. Muitos povos antigos consideram os astros como deuses ou símbolos de divindades. Durante o dia, conseguimos ver somente um céu claro, azul com nuvens ou sem. Porém, à noite, o céu ganha outro aspecto e conseguimos ver diversas estrelas brilhando. O céu noturno, como é chamado, tem aspectos diferentes ao longo do ano. Desde a antiguidade, os agrupamentos de estrelas que conseguimos ver são chamados de constelações e algumas podem ser observados em determinadas estações e não em outras. O que conseguimos ver no céu noturno também depende da latitude que você esteja, ou seja, o aspecto do céu no mesmo momento é diferente em diferentes latitudes. Por exemplo, aqui no Hemisfério Sul vemos a constelação Cruzeiro do Sul, mas ela não é vista no Hemisfério Norte, ou seja, na região da Europa, a população que admira o céu de suas casas não consegue ver essa constelação. Por outro lado, os europeus têm a visão da Estrela Polar que não é visto aqui no Brasil, na região tropical. Os pesquisadores dizem que em uma noite escura pode-se ver entre 1000 e 1500 estrelas, sendo que, cada estrela pertence a alguma constelação. Algumas estrelas são especiais, aparecem se movimentando pelo céu até desaparecerem, essas são as chamadas estrelas cadentes. Nem sempre é fácil encontrar uma estrela cadente no céu, principalmente, nas cidades grandes que são áreas com muita luz artificial à noite. Mas se você é daqueles que ao ver uma estrela cadente faz um pedido para ela, na verdade, estrela cadente não é bem uma estrela, mas sim um meteorito. Na verdade, é o pedaço de um meteoro ou de alguma outra partícula cósmica. Ela acaba se tornando extremamente luminosa porque, ao entrar na atmosfera terrestre, acaba se incendiando devido ao atrito, deixando um luminoso rastro por onde passa. A velocidade média de uma estrela cadente, ao entrar em nossa atmosfera, é da ordem de mais de 250 mil quilômetros por hora, o que é uma velocidade extremamente rápida, por isso, a grande maioria é completamente desintegrada antes mesmo de chegarem a tocar o solo. Já um cometa é um objeto celeste relativamente pequeno que é atraído em direção ao Sol devido à sua força gravitacional. Os cometas são compostos por algumas partes: a primeira é o núcleo. O núcleo do cometa que, ao se aproximar do Sol, dá origem a sua cabeleira e também a sua cauda. O núcleo pode ter desde algumas centenas de metros de diâmetro até a poucas dezenas de quilômetros, porém a cauda, que é a parte final dos cometas, podem se estender na ordem de centenas de milhões de quilômetros. Os cometas se movimentam em torno do Sol, em órbitas que são muito variáveis e cada volta completada em torno dele forma um período do cometa. Existem aqueles que completam uma volta em poucos anos e, existem outros que completam uma volta em torno do Sol em várias centenas de milhares de anos, portanto, existem cometas de curto período e longo período. O famoso cometa Halley, por exemplo, é de curto período e pode ser visto da terra a cada 75 ou 76 anos quando atinge o ponto mais próximo do Sol. Os asteróides são objetos rochosos e inativos remanescentes da formação do Sistema Solar e que orbitam o espaço mas, são muito pequenos para serem considerados planetas, por isso, são conhecidos como planetas secundários. Os asteróides têm um diâmetro de cerca de mil quilômetros até o tamanho de pedregulhos. Porém, eles se tornam meteoros assim que entram na atmosfera terrestre e formam as estrelas cadentes, aquelas que já falamos nesta aula. Caso esse meteoro sobreviva a descida incandescente ao nosso planeta e atinja o solo, ele se torna um meteorito. Viu como o céu é cheio de curiosidades? Espero que tenham gostado! Até a nossa próxima aula!