Se você está vendo esta mensagem, significa que estamos tendo problemas para carregar recursos externos em nosso website.

If you're behind a web filter, please make sure that the domains *.kastatic.org and *.kasandbox.org are unblocked.

Conteúdo principal

Fluxo de energia e ciclo da matéria

Nesta videoaula vamos apresentar tanto o fluxo de energia quanto o ciclo da matéria na natureza, para tanto definiremos seres autotróficos e heterotróficos e cadeias alimentares.

Quer participar da conversa?

Você entende inglês? Clique aqui para ver mais debates na versão em inglês do site da Khan Academy.

Transcrição de vídeo

RKA3JV - Olá, alunos da Khan Academy Brasil. Nesta aula, falaremos sobre o fluxo de energia e cadeias alimentares. E eu vou começar mostrando para vocês os representantes de cada nível de uma cadeia alimentar. Nesta imagem, você vê uma planta com o Sol do lado. As plantas são consideradas seres autotróficos, ou seja, elas são capazes de produzir o próprio alimento. Elas são consideradas seres produtores de energia, porque são capazes de utilizar o Sol e os nutrientes da terra para produzir energia com eles. Este processo é chamado de fotossíntese. Quem faz a fotossíntese são as plantas, as algas, algumas bactérias e alguns protozoários. Vale ressaltar, só por curiosidade, que existem algumas plantas que são chamadas de plantas carnívoras. Mas, apesar de consumirem material orgânico de origem animal, como você pode ver aqui nesta imagem, elas também são consideradas produtoras. Porque apesar de utilizarem os nutrientes da carcaça dos animais que elas comem, também são capazes de fazer a fotossíntese. Logo, quem faz fotossíntese por obrigação vai ser autotrófico. Aqui você pode ver uma lagarta se alimentando de uma planta. Este animalzinho é um bom exemplo de um ser heterotrófico. Ou seja, ele é consumidor. O que quer dizer que, neste caso, ele come plantas para obter a energia que ele precisa. A lagarta é herbívora, e os herbívoros são um grupo que se alimenta de vegetais. Por isso, são considerados heterotróficos, porque não produzem o seu próprio alimento. Os carnívoros e os onívoros também são heterotróficos, embora se alimentem de outros animais ou de animais e vegetais. Como no caso dos onívoros, algumas bactérias, protozoários, e fungos também são heterotróficos. Por fim, nós temos um outro grupo, que é o grupo dos decompositores e detritívoros, que podem ser animais, podem ser fungos e podem ser algumas bactérias. Estes organismos se alimentam de matéria orgânica morta proveniente de todos os outros grupos. Ou seja, dos autotróficos e dos heterotróficos. Agora, vamos olhar algumas cadeias alimentares. A cadeia alimentar é composta por níveis que podem ser classificados em ordem, como produtores sendo as plantas em geral os produtores. Aqueles animais que comem as plantas, são os considerados consumidores primários, e eles são herbívoros ou onívoros. Você deve estar achando estranho este rato aqui como consumidor primário, não é? Afinal, um rato se alimentando de planta, como assim? É porque este rato aqui é o rato silvestre. E é isso mesmo, ele se alimenta de plantas, diferente dos ratos que são encontrados nas cidades. Seguindo aqui na nossa cadeia alimentar, os consumidores secundários são aqueles que comem os consumidores primários. Por isso, secundário de segundo. Nota-se que a partir daqui temos os carnívoros. Os consumidores terciários são aqueles que comem os consumidores secundários, e por aí vai. Vale lembrar que, mesmo nesta cadeia, a pesar do desenho não mostrar aqui, nós temos decompositores que vão fazer a decomposição do material orgânico de todo mundo, dos produtores, dos consumidores primários, secundários, terciários, e os demais. Mas aí eu pergunto para vocês: eu posso ter um consumidor primário, um secundário, um terciário, um quaternário, um quintenário, e mais um monte de consumidores? Será que eu consigo ter uma cadeia alimentar muito grande? Vocês conseguem imaginar isso? Eu vou falar para vocês que não. Existe sim um limite, e este limite está relacionado com a quantidade de energia que é passada para os grupos subsequentes. Então, olhem este esquema aqui no fluxo de energia. Os produtores, neste exemplo, vão produzir mais ou menos 10 mil quilocalorias. Quilocaloria é a unidade que a gente usa para determinar a quantidade de energia. Então, eles produzem 10 mil quilocalorias. Mas, durante a vida deles, eles vão gastar essas quilocalorias, vão perder essa energia. E fazendo o quê? Respirando, eliminando algum tipo de substância que eles comem, que eles produzem, se reproduzindo. Então, você tem muita perda de energia aí. E daí quando o consumidor primário que, neste caso aqui, dessa nossa figura, é o coelho, quando ele comer os produtores, ele não vai ter estas 10 mil quilocalorias iniciais. Ele vai ter só 1.000 quilocalorias para utilizar. E daí, o coelho também vai precisar procurar alimento, respirar, se reproduzir, fugir de predadores. E ele também vai ter uma perda de energia fazendo essas coisas e, por isso, quando o consumidor secundário comer o consumidor primário, ele não vai obter as 1.000 quilocalorias, mas só 100 quilocalorias. A serpente, que é o nosso consumidor secundário, também vai perder energia, fazendo todas as coisas que eu já comentei. E quando a águia comer essa serpente, ela só vai receber 10 quilocalorias nesta sequência de cadeia alimentar aqui. Desta forma, um produtor vai produzir 10 mil quilocalorias, mas, desta energia inicial, só chegará 10 quilocalorias ao consumidor terciário. Logo, a gente não pode imaginar que existem cadeias muito longas, porque a quantidade de energia que vai ser gasta aqui, não vai sustentar uma vida. Então, sim, existe um limite. As cadeias alimentares não precisam ser, necessariamente, de três níveis como esta que a gente mostrou. Existem cadeias de cinco níveis. Mas elas não costumam passar disso. A gente tem que lembrar, também, que, depois de tudo isso, cada um desses consumidores sofrerá a ação dos decompositores e dos detritívoros que vão trazer toda essa energia e nutrientes ainda contidos nestes seres mortos para os produtores utilizarem novamente. Os detritívoros, que são minhocas e muitos outros animais, consomem a matéria orgânica, que, após passar pelo processo de digestão, é eliminada para o ambiente em partículas muito pequenas. O que facilita a ação dos decompositores, que são fungos e algumas espécies de bactérias. Viu como eles são seres importantes no ambiente? Agora, olhe esta figura aqui. O que você consegue imaginar com esta figura? É uma cadeia alimentar? É muito confusa, não é? Você consegue identificar aqui os produtores, um consumidor primário aqui, aqui, e aqui. Aqui você tem várias opções. Por exemplo, as plantas que são produtores, vão ser comidas pelos roedores, que são consumidores primários. As emas, que são consumidores secundários, comem os roedores, e o jacaré come a ema. Então, ele é um consumidor terciário. Agora, vamos por esta sequência aqui. As plantas que são produtoras vão alimentar os insetos, que são consumidores primários, que vão alimentar os sapos, que são secundários, e, depois, as sucuris terciárias e, agora, os jacarés quaternários? Então, você vai ter o jacaré sendo um consumidor terciário e quaternário ao mesmo tempo? Sim, é possível! Aqui está sendo representada não uma cadeia alimentar, mas uma teia alimentar, que é uma sequência de cadeias alimentares, todas inseridas uma dentro da outra. Mas este é um assunto muito mais complexo que vai ser descrito em outra aula. Então, nós ficamos por aqui. Eu espero que vocês tenham gostado da nossa aula. Até a próxima!