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Consequências da obesidade na criança e no adulto.

Nesta videoaula apresentamos os principais problemas de saúde associados com a obesidade na criança e no adulto.

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RKA7MP - Olá! Bem-vindos a mais uma aula na Khan Academy Brasil. Hoje, vamos estudar sobre a obesidade. A obesidade é o acúmulo de gordura no nosso corpo causado, quase sempre, por um consumo excessivo de calorias na nossa alimentação, superior ao valor usado pelo organismo para a sua manutenção e realização das atividades do dia a dia. Ou seja, a obesidade acontece quando a ingestão alimentar é maior que o gasto energético correspondente. O excesso de gordura pode levar ao desenvolvimento de doenças como diabetes do tipo 2, doenças do coração, pressão alta, artrite e derrame. Por causa do risco envolvido é bom que você perca peso mesmo que não esteja se sentindo mal agora. É difícil mudar seus hábitos alimentares e fazer exercícios, mas, se você planejar, pode conseguir. Quando uma pessoa ingere mais calorias do que gasta, ela ganha peso. O que ela come e as atividades que faz ao longo do dia influenciam nisso. Se os familiares dela são obesos, ela tem mais chances de ser também. Além disso, a família também ajuda na formação dos hábitos alimentares. A vida corrida também torna mais difícil planejar refeições e fazer alimentações saudáveis. Para muitos, é mais fácil comprar comidas prontas e comer fora. Não há soluções de curto prazo para obesidade. O segredo para perder peso é ingerir menos calorias do que você gasta. A seguir, vou falar os tipos de obesidade. Então, vamos lá. A obesidade pode ser classificada de diversas formas, por exemplo, quanto ao tipo, sendo homogênea, androide e ginecoide. A obesidade homogênea é aquela em que a gordura está depositada de forma homogênea, tanto em membros superiores e inferiores, quanto na região abdominal. A obesidade androide é obesidade em formato de maçã, mais característica do sexo masculino ou em mulheres após a menopausa. Nesse caso, há um acúmulo de gordura na região abdominal e torácica, aumentando os riscos cardiovasculares. A ginecoide é a obesidade em formato de pera, mais característica do sexo feminino. Nesse caso há um acúmulo de gordura na região inferior do corpo, concentrando-se nas nádegas, quadril e coxa e está associada a maior prevalência de artrose e varizes. Agora que vimos os tipos de obesidade, vamos ver os fatores de risco. A obesidade geralmente resulta de uma combinação de causas e fatores contribuintes, incluindo: a genética, quando seus genes podem afetar a quantidade de gordura corporal que você armazena e onde essa gordura é distribuída; estilo de vida familiar, no caso, a obesidade tende a correr em famílias, se um ou ambos os pais de uma criança são obesos, o risco de a criança ser obesa é aumentado. Isso não é por causa da genética, os membros da família tendem a compartilhar hábitos alimentares e de atividades semelhantes; a inatividade, se uma pessoa não é muito ativa, ela não queima tantas calorias. Com um estilo de vida sedentário pode facilmente ingerir mais calorias todos os dias, do que com exercícios e atividades diárias de rotina. Ter problemas médicos como artrite, pode levar à diminuição da atividade, o que contribui também para o ganho de peso; uma dieta não saudável, uma dieta rica em calorias, carente de frutas e vegetais, cheia de fast-food e carregada de bebidas hipercalóricas e porções grandes, contribui também para o ganho de peso. Em algumas pessoas, a obesidade pode ser atribuída a uma causa médica, como a síndrome de Prader Willi, a síndrome de Cushing e outras condições. A artrite, também, como falado anteriormente, pode levar à diminuição de uma atividade que resulta o ganho de peso; alguns medicamentos podem levar ao ganho de peso, se uma pessoa não compensar por meio de dieta ou atividade. Esses medicamentos incluem alguns antidepressivos, medicamentos anticonvulsivos, medicamentos para diabetes, medicamentos antipsicóticos, esteroides e betabloqueadores; a obesidade pode ocorrer em qualquer idade, mesmo em crianças pequenas, mas, à medida que alguém envelhece, mudanças hormonais e um estilo de vida menos ativo aumentam o risco de obesidade. Além disso, a quantidade de músculos que uma pessoa tem no corpo tente a diminuir com a idade. Esta menor massa muscular leva a uma diminuição do metabolismo. Essas mudanças também reduzem as necessidades de calorias e podem dificultar a manutenção do peso. Se uma pessoa não controlar conscientemente o que come e se tornar mais ativo fisicamente com a idade, provavelmente, ganhará peso; durante a gravidez, o peso de uma mulher aumenta necessariamente. Algumas mulheres acham difícil perder esse peso depois que o bebê nasce. Esse ganho de peso pode contribuir para o desenvolvimento de obesidade em mulheres; não dormir o suficiente ou dormir demais pode causar alterações nos hormônios que aumentam o apetite. Uma pessoa que dorme demais ou não dorme o suficiente, também pode desejar alimentos ricos em calorias e carboidratos, o que pode contribuir para o ganho de peso. Agora que vimos os fatores de riscos e os tipos de obesidade, vamos começar a falar sobre a obesidade infantil. A obesidade infantil acontece quando uma criança está com peso maior que o recomendado para sua idade e altura. De acordo com o IBGE, o índice de obesidade infantil no Brasil faz com que 1 a cada 3 crianças esteja pesando mais do que o recomendado. As faixas de índice de massa corporal, o IMC, determinadas para crianças são diferentes dos adultos e variam de acordo com gênero e idade. O que causa a obesidade em uma criança? Bom, diversos fatores podem causar a obesidade infantil. Entre os mais comuns, estão fatores genéticos, má alimentação, sedentarismo ou uma combinação desses fatores. Além disso, a obesidade em crianças também pode ser decorrente de alguma condição médica, como doenças hormonais ou uso de medicamentos, como falado anteriormente. Apesar de ser uma condição com influência genética, nem todos os pais e mães com obesidade também terão filhos com a mesma doença. Assim, como aqueles pais e mães com peso recomendado podem sim gerar filhos com obesidade. Isso porque a obesidade infantil também tem ligação com os hábitos alimentares da criança e da família, bem como a realização de atividades físicas. Dessa forma, a alimentação da criança e a quantidade de exercícios físicos que ela pratica são fatores determinantes para o aparecimento da obesidade infantil. E para saber se uma criança está acima do peso recomendado ou com obesidade, é necessário fazer a conta do IMC, o índice de massa corporal. Para os adultos, normalmente, as medidas já são específicas, porém, para crianças, essas faixas não se aplicam e podem, inclusive, causar a falsa ilusão de que a criança está saudável, quando, na verdade, ela pode já estar com obesidade infantil. E, caso ela esteja, qual seria o tratamento? O tratamento da obesidade é complexo e envolve várias especialidades da saúde, mas o essencial é uma alimentação saudável e atividade física. Agora que eu falei sobre obesidade infantil, vou passar para a obesidade em adultos. Como falado anteriormente, para identificar a obesidade é necessário fazer o cálculo do IMC e, para os adultos, as medidas já são específicas. Mas como calculamos o IMC? Bom, o IMC é calculado dividindo o peso em quilogramas pela altura em metros elevada ao quadrado. Uma vez que a obesidade em um adulto é diagnosticada, o tratamento básico apoia-se na modificação do comportamento alimentar e no aumento da atividade física. Por esse motivo, existe uma preocupação crescente na prevenção, trabalhando os hábitos saudáveis de vida desde a infância e a necessidade da intervenção multidisciplinar, pois ela é considerada uma doença crônica e sem cura, e seu tratamento deve ocorrer durante a vida inteira da pessoa. Pessoas obesas tendem a comer menos vezes ao dia. Os grandes intervalos entre refeições, a ausência do desjejum e as beliscadas não planejadas, consequentes deste padrão alimentar inadequado, contribuem com quadro de obesidade. A tendência em abusar de alimentos gordurosos favorece seu depósito na forma de gordura corporal. E a gordura é menos eficaz, em comparação às proteínas e carboidratos, no envio de sinais de saciedade ao cérebro. Como falado anteriormente, para obter uma perda de peso deve-se ingerir menos calorias do que as calorias gastas. Para isso, muitas vezes é necessário um tratamento comportamental, além de muita reeducação alimentar. Certo, agora que falamos sobre obesidade infantil e obesidade em adultos, vou passar para o último tópico da nossa aula, a obesidade mórbida. A partir do momento em que a obesidade torna-se capaz de aumentar o risco de doenças relacionadas ao excesso de peso, ela passa a ser chamada de obesidade mórbida. Essa doença pode ser o início para desenvolvimento de várias outras doenças e distúrbios de alto risco à saúde, por exemplo, diabetes, complicações cardíacas, aumento de pressão, problemas nas articulações, principalmente, joelhos e coluna lombar devido à sobrecarga de peso, infertilidade em mulheres, impotência em homens, trombose venosa e depressão. Essas doenças favorecem muito diminuição da expectativa de vida e a maioria delas não tem cura. Além de lidar com as complicações de saúde, as pessoas que possuem obesidade mórbida estão rotineiramente sujeitas a outros problemas, como discriminação, dificuldade para encontrar roupas com tamanho apropriado e dificuldades para realizar atividades básicas, além de ter sensação de fadiga constante, pouca resistência física, fôlego curto e limitações de movimento. O tratamento da obesidade mórbida é feito pelo meio de processo cirúrgico. Para potencializar os efeitos do tratamento, é válido adotar hábitos saudáveis de vida, tomar bastante água pura durante o dia, fazer atividades físicas regularmente, evitar o consumo excessivo de alimentos artificiais, comer devagar e moderadamente, não ingerir líquidos durante a refeição e estabelecer horários regulares para alimentação são cuidados básicos, não só para combater a obesidade, mas também para manter o peso ideal. Espero que não tenha restado nenhuma dúvida. Até a próxima!