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Transcrição de vídeo

RKA - Fala aí, meu amigo ou minha amiga, tudo bem com você? Seja muito bem-vindo(a) a mais uma aula de ciências da natureza. E, nessa aula, nós vamos conversar sobre o olho humano e os defeitos da visão. Então, para começar a nossa aula, a primeira pergunta que eu quero fazer para você é a seguinte: qual é a importância do olho, não apenas para o ser humano, mas para todos os animais? Não se esqueça que nós interagimos com o mundo ao nosso redor através de nossos sentidos. E um desses sentidos é a visão. Sem nenhuma dúvida, a visão é um elemento extremamente importante para a nossa interação com o mundo ao nosso redor. A visão tem uma extrema importância para a sobrevivência dos animais, principalmente, na relação entre presa e predador, na busca pela água e por alimentos, na busca por proteção, incluindo locais para dormir, além, é claro, da busca pelo parceiro ou pela parceira para o acasalamento. Então, sem dúvida (e a gente pode até anotar isso daqui), a visão possui uma importância fundamental no processo de interação com o meio. Além dessas importâncias aqui, que são fundamentais para todos os animais, a visão tem um papel muito importante para o ser humano, principalmente, as questões relacionadas à prevenção de acidente, escolha de alimentos, o resguardo de situações perigosas, ou seja, diversas situações em que, sem a visão, isso se tornaria um pouco mais dificultoso. Nós vamos conversar um pouquinho, agora, sobre o órgão responsável pela visão, que é o olho, em especial, o olho humano. O olho humano possui diversos elementos que, trabalhando em conjunto, nos oferece a possibilidade de enxergar, ou seja, a possibilidade de ver. Então, para começar a conversar aqui sobre o olho humano, vamos conversar sobre os elementos mais importantes. Aqui, nós temos o chamado globo ocular. Ele recebe esse nome justamente pelo fato de ter o formato de um globo; um globo que fica dentro de uma cavidade óssea protegida pelas pálpebras. Tá, tudo bem. A primeira coisa que a gente pode falar aqui é sobre a parte externa, que é formada por seis músculos que realizam o movimento ocular; além disso, nós temos três camadas concêntricas que são responsáveis pela visão, pela nutrição e pela proteção. A camada mais externa aqui, que é formada pela córnea e pela esclera, tem a função de proteger o olho, ou seja, são responsáveis pela proteção. Então, nós temos aqui como função de proteção a córnea e a esclera. Aqui, nós temos a esclera; e, aqui, nós temos a córnea. A camada mediana ou vascular, que tem um papel fundamental no processo de nutrição, é formada pela íris, pela coroide e pelo corpo ciliar; toda essa região mediana aqui. Então, essa parte mediana aqui serve para quê? Para a nutrição. E, aqui, nós temos a íris, a coroide, o corpo ciliar e, claro, como eu falei, toda a parte vascular. Já a camada mais interna aqui, que é responsável pela visão, é constituída pela retina. Então, a responsável aqui pela visão é constituída pela retina. Ah, não podemos esquecer também do humor aquoso, que é uma espécie de líquido incolor que está entre a córnea e o cristalino, nessa região aqui. Ah, nós também temos o humor vítreo, que é uma espécie de substância gelatinosa que preenche todo o globo ocular, que se encontra atrás do cristalino. O cristalino, que se encontra nessa região aqui, é uma espécie de lente; ela fica atrás da pupila e orienta a passagem de luz até a retina. Não podemos esquecer que a retina é formada por nervos ópticos que têm o objetivo de levar a imagem através de sinais elétricos até o cérebro. E, aí, claro, o cérebro vai fazer a interpretação desse sinal e nos fornecer a visão. Então, claro, esses aqui são alguns dos elementos mais importantes do olho humano; e, claro, são os elementos que você realmente precisa conhecer para compreender o processo de visão. Mas, provavelmente, você está fazendo uma pergunta agora: professor, como é que funciona o processo de formação de imagem aqui na retina do olho? Bem, deixe-me desenhar um olho humano para você compreender como funciona esse processo. Bem, nós temos aqui na frente o cristalino, e aqui nós temos a retina. Vamos imaginar que na frente desse olho tenha um objeto, mais ou menos aqui. Como é que vai funcionar a formação de imagem aqui na retina? Basicamente, todos os objetos vão emitir raios de luz aqui para os olhos e esses raios de luz vão chegar de forma paralela aqui nos olhos, aqui no cristalino. O cristalino vai convergir esses raios de luz de forma que eles se focalizem aqui na retina ([é] por esse motivo que a gente até diz que aqui na retina tem um ponto focal, que é o ponto dentro do olho no qual os raios de luz vão se convergir). Aí, obviamente, nós vamos ter a formação de uma imagem aqui na retina e, aí, o restante do olho vai se encarregar de converter essa informação para sinais elétricos que vão ser levados até o cérebro, onde vai ocorrer a interpretação. Mas, basicamente, é desse jeito que ocorre a formação de imagem aqui no olho. Basicamente, os raios de luz virão aqui paralelos um em relação ao outro, e, depois, vão se convergir aqui para a retina. Agora, o que acontece quando isso não ocorre dessa maneira ou seja, quando esse ponto focal está à frente ou atrás aqui da retina? Será que a pessoa vai conseguir enxergar normalmente? Não. Nesse caso, a pessoa vai ter o chamado defeito de visão. E é justamente sobre isso que nós vamos conversar agora. Bem, existe uma série de problemas que podem ocorrer no processo de formação de imagem no olho humano. Esses problemas, conforme eu já falei, são chamados de defeitos de visão. Eu vou conversar sobre alguns deles aqui com você agora. Os defeitos de visão mais comuns são: miopia, hipermetropia, astigmatismo, presbiopia, catarata, glaucoma e daltonismo. Bem, vamos falar sobre cada um deles bem devagar para que você consiga compreender, mas uma coisa que vale a pena a gente comentar aqui é que a miopia, a hipermetropia, o astigmatismo e a presbiopia, a gente consegue corrigir com lentes, ou seja, com o uso de um óculos. Isso se deve ao fato de que esses defeitos de visão são problemas com a orientação da luz dentro de um olho. Então, com o auxílio de uma lente, a gente consegue fazer o quê? Uma correção na direção da luz, do raio de luz, permitindo que a pessoa consiga enxergar normalmente, como se não tivesse esse problema. Já a catarata, o glaucoma e o daltonismo são outros processos e que não podem ser corrigidos com o uso de uma lente. Mas, como eu disse, vamos conversar sobre cada um deles para que você consiga entender muito bem esses defeitos de visão e também saber por que os quatro primeiros podem ser corrigidos com o auxílio de uma lente, e os três últimos, não. Vamos lá. Vamos colocar uma imagem aqui do olho para você entender. O que ocorre quando uma pessoa tem miopia? No caso da miopia, ou seja, quando uma pessoa tem miopia, quando os raios de luz vêm paralelos um em relação ao outro e chegam aqui no cristalino, ou seja, ao invés de o ponto focal estar na retina, esses raios de luz vão se convergir para um ponto à frente da retina. Sendo assim, o ponto focal vai estar aqui à frente da retina, então, os raios de luz são convergidos para esse ponto aqui, ou seja, o ponto focal está à frente da retina. Nesse caso, é necessário colocar uma lente corretora para que os raios de luz sejam convergidos lá para a retina. Uma pessoa que tem miopia tem dificuldades em enxergar objetos a uma distância muito grande justamente por isso. Já uma pessoa com hipermetropia tem um processo parecido, mas o contrário: ao invés de os raios de luz se convergirem para a retina, eles vão se convergir para um ponto atrás da retina. Então, o ponto focal vai estar aqui atrás da retina. A pessoa que tem hipermetropia tem muita dificuldade de enxergar objetos que estão próximos; por isso que, normalmente, uma pessoa que tem hipermetropia utiliza óculos para leitura, já que ela não consegue enxergar as palavras que estão próximas aos seus olhos. Novamente, é um defeito de visão que é facilmente corrigido através do uso de uma lente. Já uma pessoa com astigmatismo tem um problema levemente diferente: os raios de luz não são convergidos da mesma forma, ou seja, eles não são convergidos para o mesmo ponto focal. Por exemplo, esse raio de luz aqui embaixo vai vir para essa direção e vai chegar à retina nesse ponto aqui; esse outro que sai aqui de cima, em determinada situação, pode vir para o mesmo ponto que o outro raio, mas esse que vem aqui pelo meio não vai para o mesmo ponto; ele vai chegar à retina a esse ponto aqui um pouco mais acima. Nesse tipo de defeito, as pessoas não conseguem fazer o processo de focalização de uma imagem. Normalmente, as pessoas vão ver os objetos de forma borrada, justamente pelo fato de a convergência dos raios de luz dentro do globo ocular ser feita de forma irregular. A presbiopia, normalmente, acontece com pessoas que já estão com uma certa idade, já que, com o passar do tempo, o cristalino vai perdendo um pouco de sua elasticidade, o que leva uma pessoa a ter dificuldades de enxergar de perto, ou seja, de focalizar os objetos que estão próximos. É o que, normalmente, as pessoas costumam chamar de visão cansada e isso costuma ocorrer depois dos 40 anos. Como que se corrige esse problema? Também através de lentes corretoras, ou seja, usando um óculos. Então, esses aqui são problemas que a gente consegue corrigir através de lentes corretoras. Agora, a catarata, o glaucoma e o daltonismo, não. A catarata ocorre quando o cristalino perde sua transparência, prejudicando, claro, a entrada de luz. Para corrigir esse problema, normalmente, é realizado um processo cirúrgico, no qual o cristalino é retirado e, em seu lugar, é colocada uma lente artificial. Agora, o que acontece quando uma pessoa tem glaucoma? O glaucoma é um estado em que o humor aquoso vai se acumular além do que deveria; com isso, vai ocorrer um aumento da pressão interna dos olhos. Esse processo pode, aos poucos, destruir o nervo óptico então, por mais que a luz consiga chegar na retina, essa pessoa não vai conseguir enxergar porque as informações não vão ser levadas até o cérebro. O daltonismo também é um problema que ocorre nos nervos ópticos. Normalmente, nossos olhos têm elementos chamados de cones e são os cones que reconhecem as cores primárias: o vermelho, o verde e o azul. Todas as cores que nós enxergamos são combinações dessas três cores. O daltonismo, de alguma forma, afeta um ou mais desses tipos de cones. Quando uma pessoa tem problema nos cones, essa pessoa não vai conseguir reconhecer uma ou mais dessas cores. Esse problema, normalmente, é genético e, quando uma pessoa tem esse problema, ela vai ter a ausência ou a redução de algum tipo de cone. Então, quando essa pessoa olhar para um objeto, essa pessoa não vai conseguir enxergar a cor desse objeto da mesma maneira que as outras pessoas conseguem enxergar, justamente pela falta desse detector natural. Por exemplo, se [é] uma pessoa que tem problema nos cones que identificam a cor vermelha, todo objeto que tem vermelho em sua composição, essa pessoa não vai conseguir enxergar da mesma forma. Se tivesse um objeto que fosse totalmente vermelho, essa pessoa não ia enxergar a cor vermelha, ia enxergar o objeto sendo preto; e isso, claro, se essa pessoa tiver ausência completa dos cones que identificam o vermelho. Claro que existem níveis de daltonismo: do mais simples, que é apenas uma pequena redução em um ou em mais tipos cones, e, claro, um daltonismo mais severo, mais elevado, em que a pessoa não tem um determinado tipo de cone, que é o caso que eu falei. Se a pessoa não tiver o cone que identifica o vermelho, quando essa pessoa olhar para um objeto vermelho, essa pessoa vai ver um objeto preto. Agora, uma pergunta que eu quero fazer para você: você tem daltonismo? Para você saber se você tem um certo grau de daltonismo ou não, observe essa imagem aqui agora. Você consegue enxergar o número que está aqui? Esse é o número oito. Provavelmente, a pessoa que tem problemas em enxergar o verde ou o vermelho vai enxergar o número três, e não o número oito. Então, se você está enxergando três e não oito, é bom procurar um especialista, porque existe uma probabilidade muito grande de você apresentar o daltonismo. Bem, enfim, eu espero que você tenha gostado dessa aula, que tenha compreendido tudo a respeito dos olhos e também da importância da visão, e, claro, quais são os defeitos mais comuns de visão. Aproveitando o momento, quero deixar aqui para você um grande abraço e nos vemos no próximo vídeo!