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Transcrição de vídeo

RKA - Olá, meu amigo ou minha amiga, tudo bem com você? Seja muito bem-vindo ou bem-vinda a mais uma aula de ciências da natureza. E, nessa aula, nós vamos conversar sobre a teoria das placas tectônicas. Mas, antes disso, não custa nada relembrar que na, aula passada, nós conversamos sobre a deriva continental. Uma teoria que mostra que os continentes estão em constante movimento e que, no passado, eles já formaram um grande continente chamado Pangea. Essa teoria foi muito bem explicada pelo meteorologista Alfred Wegener em 1912. Porém, apesar de mostrar diversas evidências, ele não foi capaz de explicar qual era a força que fazia os continentes se moverem. Isso fez com que essas ideias caíssem no esquecimento por um grande período de tempo. Algum tempo depois, mais precisamente em 1947, uma equipe de cientistas, liderada por Maurice Ewing, realizou uma expedição oceânica e, através das observações realizadas, eles confirmaram a existência de uma elevação no oceano atlântico central e descobriram, inclusive, que o fundo marinho, por baixo da camada de sedimentos, era constituído por bassalto e não granito. A rocha comumente encontrada nos continentes. Eles também descobriram que a crosta oceânica era muito mais fina que a crosta continental. Essas observações levantaram alguns novos questionamentos. Depois da década de 50, com o surgimento de novas técnicas de estudo e de exploração, principalmente dos fundos oceânicos, tais como os magnetômetros. Permitiram que observações mais apuradas pudessem ser realizadas. Calma, professor. O que é o magnetômetro? O magnetômetro é um instrumento de medida utilizado para medir o campo magnético. E, só como um breve comentário, a Terra gera um campo magnético ao seu redor. E, por falar nisso, alguns minerais, tais como a magnetita presente nas rochas vulcânicas, também são capazes de gerar um campo magnético e, com isso, causar distorções no campo magnético gerado pela Terra. Utilizando o magnetômetro, é possível medir essas distorções. Assim, utilizando esse aparelho, seria possível realizar novas observações do fundo oceânico e observar os pontos onde estavam ocorrendo variações magnéticas que seriam geradas pelas rochas vulcânicas no fundo dos oceanos. Mesmo que, a princípio, essas variações tenham sido observados de forma aleatória e isolada, com o passar dos anos, principalmente na década de 1950, foram observados certos padrões nessas variações magnéticas. A partir desse padrão nas variações magnéticas, em 1961, alguns cientistas começaram a teorizar que existia a possibilidade de que certas partes do oceano estavam se rasgando em duas partes. Esse processo ficou conhecido como expansão do fundo oceânico. Uma das evidências de que o fundo oceânico está se expandindo está relacionada com a idade das rochas, já que as rochas mais jovens se encontram no eixo central do oceano, enquanto que as rochas mais antigas estão perto dos continentes. Essas observações, juntamente à teoria da deriva continental de Wegener, possibilitaram que uma nova teoria surgisse, na década de 60, a Teoria da tectônica de placas. A palavra tectônica vem da palavra grega "tekton" que significa construir. E essa teoria diz que a litosfera, que é a camada mais fina da Terra, conforme já vimos em aulas passadas, está fragmentada em várias placas de diversas dimensões, e que se movem uma em relação às outras. Essas placas que são chamadas de placas tectônicas ou litosféricas estão sobre o material viscoso e muito quente. Mas, antes de falar sobre o movimento das placas, é legal a gente conhecer quais são as placas tectônicas identificadas atualmente. Existem várias, mas podemos falar das placas mais importantes. Tais como a placa Africana, a placa da Antártica, a placa Euro-Asiática, a placa Norte-Americana, a placa Sul-Americana, a placa do Pacífico, e a placa Australiana. Existem placas ainda menores, mas não cabe aqui falar sobre todas elas. Além disso, é importante destacar que as placas foram registradas nos mapas apenas na segunda metade do século XX. Algo que podemos conversar aqui também é que, nas regiões de contato entre essas placas, geralmente, são regiões geologicamente ativas, ou seja, é possível ocorrer a formação de vulcões, terremotos, tsunamis e várias outras coisas. Essas regiões, inclusive, são chamadas de fronteiras ou limites de placas. Existem, basicamente, três tipos de limites de placas que são caracterizados através da forma como as placas se deslocam uma em relação à outra. Mas também através dos tipos de fenômenos que são observados na superfície. Esses limites podem ser: divergentes ou construtivos; convergentes ou destrutivos; ou ainda, transformantes ou conservantes. Os limites divergentes ou construtivos são os limites na qual duas placas estão se afastando uma em relação à outra. Com isso, uma nova crosta oceânica acaba sendo criada. O melhor exemplo que podemos falar é da placa dorsal meso-atlântica. Os limites convergentes ou destrutivos são os limites na qual duas placas estão se aproximando uma em relação à outra. Com isso, uma das placas mergulha para o interior da Terra e, assim, nós temos a formação de uma zona de subdução que é uma espécie de arquipélago marinho ou ainda a formação de uma cadeia montanhosa. Nós podemos observar regiões como a costa oeste da América do Sul ou ainda o Japão que são regiões de convergência de placas. Os limites transformantes ou conservantes ocorrem quando as placas deslizam ou atritam uma em relação à outra. O movimento dessas placas pode ser direito ou esquerdo. Isso vai depender unicamente da forma que se observa. Neste tipo de limite, não há nem a criação e nem o consumo de crosta oceânica. Além disso, as falhas que constituem esses limites são chamadas de transformantes. O exemplo mais conhecido desse tipo de limite é o da Califórnia. Bem, uma coisa também que eu não posso deixar de comentar com você é que existem outros limites mais complexos e também existem limites em que está ocorrendo esses três tipos de limites ao mesmo tempo. Então, conseguiu compreender até aqui quais são os tipos de limitesentre as placas tectônicas? Ótimo. Mas, enfim, depois de ter assistido a esse vídeo até aqui, você deve estar se perguntando: "Bem, a teoria da deriva continental de Wegener está certa? Sim e não. Embora os continentes estejam se afastando um do outro, diferente do que Wegener pensava, não são os continentes que se movimentam, mas sim as placas tectônicas. E o que faz as placas se movimentarem? Esse movimento é produzido através do calor interno da Terra que é transferido até a superfície através das chamadas células de convecção que se encontram na astenosfera. "Calma, calma, professor. Eu estava entendendo até aí, mas o que é esse negócio de astenosfera?" Bem, acho que vale a pena abrir um pequeno parênteses aqui, para falar sobre a divisão das camadas da Terra. Nós temos duas classificações diferentes para as camadas da Terra. Uma que é baseada nos elementos químicos e outra que é baseada em aspectos físicos. Em relação ao modelo químico, nós temos a Terra dividida entre núcleo, manto e crosta. Já em relação ao modelo físico, a Terra possui as seguintes camadas: núcleo interno, núcleo externo, mesosfera, astenosfera e litosfera. As placas tectônicas estão na litosfera. Por isso, que também são chamados de placas litosféricas. Elas estão sobre a astenosfera e é devido à convecção que ocorre na astenosfera que as placas se movimentam. Vamos parar por aqui que essa aula já está ficando um pouco grande. Mas eu acho que você conseguiu ter uma ideia melhor das teorias que mostram a separação dos continentes. A teoria das placas tectônicas conseguiu explicar muito bem esses movimentos. Na próxima aula, nós vamos começar a ver que esse movimento das placas possui algumas consequências que são observadas na superfície. Então, para ficar por dentro de tudo isso, não perca a nossa próxima aula. Mais uma vez, eu quero dizer aqui que foi um prazer enorme trazer essa aula para você e quero aproveitar para deixar um grande abraço e dizer que nos vemos na próxima aula.