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Transcrição de vídeo

RKA - Olá, meu amigo ou minha amiga. Tudo bem com você? Seja muito bem-vindo ou bem-vinda a mais uma aula de ciências da natureza. E, nessa aula, nós vamos conversar sobre uma das grandes consequências da dinâmica das placas tectônicas. Eu estou falando dos vulcões. Mas o que é um vulcão? O vulcão é uma abertura na crosta terrestre. E, através dessa abertura, é derramado lava, cinzas, vapor de água e outros gases. Tudo isso vindo do interior da terra. Não podemos esquecer também que toda essa matéria se encontra em alta temperatura. Normalmente, todos os vulcões possuem uma série de atividades e esse conjunto de atividades é chamado de vulcanismo. Existem diversos tipos de vulcões e, cada um deles, vai ter um tipo de atividade diferente ou um tipo de vulcanismo diferente. Porém, os mais comuns são constituídos por uma espécie de edifício chamado cone vulcânico, além da cratera e da chaminé. Existem casos em que vamos encontrar também um cone secundário, com sua chaminé e cratera, mas ele é alimentado pelo principal. Observe, meu amigo ou minha amiga, essa imagem aqui do lado. Aqui nós temos um esquema representando um vulcão e as estruturas associadas a ele. Aqui, por exemplo, está a chaminé e aqui em cima a cratera. Olha aqui toda essa matéria saindo dele. Aqui nós temos o magma, aqui em cima os piroclastos e, aqui escorrendo, nós temos a lava. Por falar nisso, vamos conversar um pouco sobre esses materiais. Vamos escrever isso aqui então: Materiais vulcânicos. Quando ocorrem as erupções vulcânicas, que é o momento em que diversos materiais são expelidos pelos vulcões, nós vamos encontrar materiais em diversos estados físicos. Os materiais sólidos que são expelidos são chamados de piroclastos. Os materiais líquidos que são provenientes da crosta do magma são chamados de lavas. O magma também costuma liberar gás ou vapor nesse processo. Outra coisa que também podemos falar é sobre os tipos de atividades vulcânicas. Quando pensamos em um vulcão, a primeira imagem que vem à nossa mente é aquele que eu já falei aqui, um cone enorme onde ocorre uma grande explosão e de onde saiu um monte de matéria quente. Apesar desse tipo de atividade ser muito comum, existem outros tipos de atividades vulcânicas que valem a pena a gente conversar. A atividade vulcânica ou vulcanismo é algo bem variável e diversificado. E isso, claro, depende de alguns fatores. Tais como as propriedades químicas do magma, a sua temperatura e os níveis de água e gases presentes nas matérias que formam os gases. Além, é claro, das condições da expulsão de toda a matéria existente no interior do vulcão. De uma forma geral, podemos dizer que existem três tipos de erupções vulcânicas: a erupção efusiva; a erupção explosiva; e a erupção mista. Mas quais são as principais diferenças entre esses tipos de erupções? Na erupção efusiva, a emissão de lava ocorre de forma lenta, onde o magma é fluido e os gases são liberados suavemente. Nesse tipo de erupção, os cones costumam ser baixos. Um exemplo desse tipo de erupção é o que está ocorrendo com o vulcão Mauma Loa no Havaí. A imagem que eu coloquei aqui é uma foto desse vulcão. Na erupção explosiva, ocorre a liberação de uma grande quantidade de materiais sólidos. Os magma são liberados de forma violenta e eles costumam ser viscosos. Nesse processo, também são liberados piroclastos. Um exemplo desse tipo de erupção que podemos falar é o que ocorreu com o monte Santa Helena nos Estados Unidos. Falando agora sobre a erupção mista, nós vamos ser a alternância entre explosões violentas, como na explosiva, e emissão lenta de lava, como ocorre com a efusiva. O cone tem camadas de piroclastos e lava solidificada. O vulcão Etna, na Itália, é um ótimo exemplo desse tipo de vulcanismo. Como você viu, nós falamos sobre os tipos de erupções e ainda apontamos alguns exemplos desses tipos de vulcanismo. Mas, qual é a distribuição de vulcões ao longo do globo terrestre? Ou seja, quais são os lugares onde são encontrados mais vulcões? Como em um vulcão ocorre liberação de materiais quentes da crosta terrestre, é muito comum encontrarmos vulcões nos limites entre as placas tectônicas. Quando observamos, em um mapa, as regiões onde tem mais vulcões ativos, percebemos que são em regiões que se localizam nesses limites entre as placas. Por exemplo, nós vamos encontrar muitos vulcões no Chile, como o Chaitén, que se tornou ativo em 2008. Na Indonésia, nós podemos encontrar cerca de 120 vulcões ativos. É um número muito grande. Também temos os Estados Unidos, principalmente, no Havaí ou monte Santa Helena no estado de Washington, que ao entrar em erupção em 1980, deixou 57 mortos. Também encontramos muitos vulcões no Japão, um lugar onde temos um número muito grande de vulcões ativos. O monte Fuji, por exemplo, pode entrar em erupção a qualquer momento. No continente europeu, podemos citar a Rússia, principalmente na Sibéria, onde é encontrada a maioria dos vulcões ativos. No Brasil, não temos nenhum vulcão ativo, mesmo em tempos recentes. E, por falar nisso, é importante destacar que o nosso país não foi afetado por nenhuma atividade vulcânica durante os últimos 80 milhões de anos. Os mais recentes foram responsáveis pela formação de diversas ilhas no atlântico brasileiro, incluindo, Fernando de Noronha, Trindade e Abrolhos. Além de toda essa distribuição que eu mostrei aqui para você, existem diversos outros vulcões inativos ou ativos ao redor do globo. E os especialistas costumam dizer que, devido à falta de investigações sobre a história de muitos vulcões, é muito difícil saber quantos estão, de fato, ativos. Porém, existem vários estudos e técnicas para observar os vulcões e tentar prever quando eles entrarão em erupção. Quando um vulcão está inativo e começa a dar sinais, ele não faz isso rapidamente, de uma hora para a outra. Ele começa com o ciclo evolutivo. Desde a fumaça até outras manifestações que então passam a ser monitoradas. Porém, o mais difícil é saber onde irá surgir um novo vulcão, já que não dá para saber onde ele irá surgir. Mas quando temos um vulcão adormecido, é possível realizar uma série de técnicas para acompanhar a evolução do vulcanismo. Podem ser utilizados sismógrafos para acompanhar os tremores de terra. Normalmente, também é realizada a medição do edifício vulcânico. Isso porque, normalmente, ocorre o inchamento ou expansão antes da erupção. Outros fatores também costumam ser observados, tais como os fenômenos meteorológicos. Enfim, apesar da utilização de todas essas técnicas para acompanhar a evolução de um vulcão e de tentar prevenir que grandes estragos sejam feitos, principalmente, no que se refere à vida humana, não podemos esquecer que a atividade vulcânica é uma força da natureza e, por isso, tem um grande impacto no ambiente. Além de ser algo que não pode ser impedido. Contudo, as erupções vulcânicas podem sim ser estudadas, além da conscientização das pessoas que moram em áreas de risco, para que sejam evitadas grandes catástrofes. Só a fim de curiosidade, a gente pode utilizar aqui o Google Earth para observar diversos vulcões ativos ao redor do mundo. Aqui, por exemplo, eu vou te mostrar o vulcão Krakatoa na Indonésia, que atualmente está em erupção. Então, como podemos ver aqui, nós temos aqui o Krakatoa. Bem, meu amigo ou minha amiga, essa aula foi sobre os vulcões e o vulcanismo, um dos efeitos provocados pela dinâmica das placas tectônicas. Na próxima aula, nós vamos continuar vendo outros efeitos como, por exemplo, os terremotos e tsunamis. Então, não deixe de conferir essa aula. Eu espero que você tenha gostado desse vídeo e quero aproveitar aqui para deixar um grande abraço. E até a próxima aula.