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Transcrição de vídeo

RKA - Olá, meu amigo ou minha amiga. Tudo bem com você? Seja muito bem-vindo ou bem-vinda a mais uma aula de ciências da natureza. E, nessa aula, nós vamos conversar sobre outra consequência do movimento das placas tectônicas. Eu estou falando dos terremotos e tsunamis, ou maremotos. Como você já viu em aulas passadas, a camada litosféricas da terra, ou crosta terrestre, é dividida em placas que estão em constante movimento entre si. Apesar desses movimentos ocorrerem de forma bem lenta e imperceptível, quando uma placa se aproxima ou se afasta de outra placa podemos ter a acumulação de tensões ou de energia. Quando essa tensão chega a um determinado ponto e ultrapassa um dado valor, acaba ocorrendo a ruptura dos materiais rochosos ao longo de um limite entre placas. Esse limite, inclusive, também é chamado de falha. Essa ruptura acaba gerando um movimento vibratório que se propaga pelo interior da terra até atingir a superfície, provocando o que costuma ser chamado de sismo ou, também, terremoto. Esses movimentos vibratórios que se propagam pelo interior da terra são chamados de ondas sísmicas. As ondas sísmicas podem se apresentar de diferentes formas e cada uma delas possuem características diferentes uma das outras. Em geral, nós podemos classificar as ondas sísmicas entre ondas interiores volumétricas ou profundas ou ondas superficiais. As ondas interiores são aquelas que são geradas nos focos sísmicos e que se propagam no interior do globo terrestre. Essas ondas se subdividem em ondas "P" e ondas "S". O P significa primária, ou seja, são ondas primárias e elas são ondas longitudinais ou de compressão. Nesse tipo de ondas, partículas que formam o meio material oscilam para frente e para trás. Ou seja, oscilam na mesma direção de propagação da onda. Repare aqui ao lado, nessa imagem. Nós temos um exemplo de uma onda longitudinal. Por outro lado, o S significa secundária, ou seja, são ondas secundárias. Um detalhe sobre as ondas secundárias, também chamadas de transversais ou de cisalhamento, é que elas se propagam de forma transversal à direção de propagação da onda. Mas o que isso significa? Significa que as partículas do meio material por onde elas se propagam vibram em uma direção perpendicular à direção de propagação da onda. Um detalhe. Não podemos deixar de falar que a onda primária é mais rápida que a onda secundária e, por isso inclusive, que elas recebem esses nomes. Agora, falando sobre as ondas superficiais. Elas são ondas que são geradas com a chegada de uma onda interior à superfície da terra. Elas costumam se propagar com velocidades menores que as ondas P e as ondas S. As ondas superficiais também podem se classificar em dois tipos diferentes. Uma que chamamos de onda de "Love" e outra que chamamos de onda de "Rayleigh". As ondas de "Love", ou ondas L, são ondas em que o movimento das partículas da terra é horizontal e perpendicular à direção de propagação da onda. Já as ondas de "Rayleigh", ou ondas R, são ondas circulares em que o movimento das partículas ocorre em um plano vertical à direção de propagação da onda. Repare aqui do lado que eu coloquei uma imagem de uma onda L e, aqui um pouco mais abaixo, eu coloquei a imagem de uma onda R. Bem, antes de continuar falando sobre os terremotos é legal também a gente conversar sobre os maremotos ou tsunamis. A palavra tsunami é originária do Japão e significa onda de porto. Isso faz todo o sentido, já que é uma grande onda que atinge a costa litorânea. Os maremotos são provocados, principalmente, devido ao abalo sísmico que ocorre no fundo do mar ou próximo ao oceano, gerando, com isso, um distúrbio na água. Com a grande concentração de energia que é liberada em uma certa região do mar, é provocada uma onda que se propaga pelas águas oceânicas sem grande amplitude. Ou seja, apesar de ter muita energia, a onda, quando está se propagando pelo oceano, não vai ter uma altura muito grande. Mas ao se aproximar de uma região costeira, a energia é acumulada em regiões menores e, com isso, as ondas ganham amplitude. Ou seja, a altura delas aumenta chegando a ficar com mais de 30 metros de altura e, com isso, invadindo toda a região litorânea. Prever tsunamis, assim como terremotos, é algo difícil de ser feito, mas pelo menos podemos utilizar dispositivos para medir a intensidade de um abalo sísmico e, com isso, prever o tamanho de um tsunami. Mas antes de continuar falando sobre o tsunami, vamos voltar a falar sobre o abalo sísmico e sobre as formas de determinar a intensidade e a magnitude de um sismo. Por falar nisso, a intensidade indica o grau de destruição de um sismo e isso com base nos estragos que são observados na superfície da terra. A intensidade sísmica é determinada através de uma escala conhecida como escala de Marcalli. E essa escala apresenta 12 graus em que o 12º grau é o maior valor nessa escala. Ou seja, um abalo com uma intensidade de 12 graus provoca uma grande destruição. Já a magnitude de um sismo é um valor calculado tendo como base a quantidade de energia liberada no local da ruptura, o local que costuma ser chamado de foco ou hipocentro do sismo. Essa energia é determinada através de um aparelho conhecido como sismógrafo. Um detalhe também que eu não posso deixar de falar com você: a magnitude de um sismo é medida em uma escala conhecida como escala de Richter. A escala de Richter possui um valor entre 1 e 10, em que o 9 corresponde ao maior valor registrado até hoje. Um detalhe, pelo fato de ser uma escala logarítmica, cada valor a mais na escala de Richter corresponde a um valor dez vezes superior ao valor anterior. Ou seja, se um terremoto apresenta um valor igual a 2 graus na escala de Richter, significa que este sismo tem uma magnitude 10 vezes maior que a magnitude de um terremoto que apresente um valor igual a 1 grau. Baseando-se nesses valores medidos, caso o epicentro do terremoto seja no oceano, é possível ter uma previsão do tamanho do tsunami que será gerado por esse abalo sísmico. Nós podemos olhar, aqui do lado, alguns registros de um sismógrafo, por exemplo. O terremoto de Chiapas, que ocorreu em 7 de setembro de 2017, foi um terremoto de magnitude 8,1. O tremor foi considerado o mais forteterremoto registrado na história do México. E foi um tremor tão, mas tão intenso que foi sentido na América central e nos Estados Unidos. Por falar nisso, é legal a gente observar algumas regiões em que têm maior frequência de ocorrer terremotos, e consequentemente, maremotos. Essas regiões se localizam, principalmente, nas regiões de falhas, ou seja, nas regiões onde encontramos limites entre as placas tectônicas. Por exemplo, no Japão, na Indonésia, nas Filipinas, em Papua Nova Guiné, na Turquia, nos Estados Unidos, no Haiti e no Chile. Repare que todos esses locais se encontram nos limites entre as placas. Mas, já sabendo que nessas localidades há um grande índice de ocorrer tremores de terra com uma certa frequência, o que costuma ser feito para prevenir desastres, já que evitar um terremoto ainda é algo impossível? Uma das coisas que são feitas é o reforço anti-sísmico das casas. Ou seja, as casas são reforçadas para conseguirem suportar o tremor de terra. Outra coisa que é feita é o armazenamento de água e alimentos para, pelo menos, três dias, já que, na ocorrência de um desastre, o fornecimento de água, alimentos e, até mesmo, de energia, pode ser interrompido. Os moradores dessas localidades costumam passar por treinamentos preventivos, além de reuniões preventivas com a própria família. E isso, claro, estou falando em relação aos moradores dessas localidades. Mas existem diversas outras tecnologias que visam minimizar os impactos causados por um terremoto, principalmente, no que se refere à construções civil. Agora, uma pergunta que podemos fazer: se é impossível evitar um terremoto ou até mesmo um maremoto, existem tecnologias que possam prever a possibilidade de ocorrer algum desses fenômenos? Uma das coisas que são feitas regularmente é o monitoramento das regiões em que costumam ocorrer terremotos com uma certa frequência. Para que, assim que um instrumento detectar um abalo sísmico em alguma região, já saberemos que as ondas chegarão em outras. Porém, como os abalos se propagam de uma forma muito rápida, é muito difícil realizar esse monitoramento. Então, o ideal mesmo é investir em tecnologias capazes de diminuir os impactos causados por um terremoto. Porém, com os tsunamis, isso fica mais fácil, já que normalmente depois de um terremoto próximo às regiões costeiras ou até mesmo um abalo provocado no oceano, costuma gerar uma onda. Ou seja, costuma gerar um maremoto. Então, se teve um tremor de terra e o epicentro foi localizado, é possível projetar como que a grande onda chegará à costa litorânea e, com isso, até verificar a velocidade com a qual essa onda chegará em alguns lugares, podendo, inclusive, evacuar certas regiões, caso seja necessário. Enfim, meu amigo ou minha amiga, nesse vídeo, nós conversamos sobre os tsunamis e os maremotos, que são consequências do movimento das placas tectônicas. Na próxima aula, nós vamos começar a conversar sobre outros assuntos relacionados ao nosso planeta, tais como a composição da nossa atmosfera. Então, não deixe de conferir essa aula também. Quero aproveitar aqui o momento e deixar para você um grande abraço e até a próxima aula.