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Variações na camada de ozônio e seus impactos na saúde humana

Neste artigo vamos conhecer a camada de ozônio que funciona como um filtro natural barrando grande parte da radiação ultravioleta do tipo B ou a radiação nociva do sol, que tem o poder de aniquilar a vida do planeta.

Introdução

Atualmente existe toda uma preocupação com o Sol e os possíveis danos provocados pela sua radiação.
Você já reparou na quantidade de protetores e bloqueadores solares que existe?
E os fatores de proteção? Cada vez maiores, ou seja, 60, 70, 100...!
Figura 1: Protetor solar facial com proteção UV-A e UV-B. Crédito: Ana Lucia Souto, domínio público.
Além dos protetores solares ainda existem as roupas com proteção UV!
Mas isso nem sempre foi assim. Por exemplo, quando eu era garota usava bronzeador solar! E tinha gente que usava óleo bronzeador...
Imagine, passar óleo na pele e ficar torrando no Sol. Fritava a pele!
Mas o que aconteceu ao longo dos anos para que passássemos a ter um comportamento bem mais cuidadoso com relação ao Sol?
Foram feitas descobertas justamente sobre o ozônio e sua importância para a manutenção da vida na Terra.
Vamos ver algumas delas agora.

A camada de ozônio

O ozônio é um gás da atmosfera terrestre formado por três átomos de oxigênio, ou seja, O3.
Cerca de 10% do ozônio da atmosfera é encontrado na troposfera e é considerado um gás poluente. Nessa região ele contribui para o aumento da temperatura da superfície terrestre.
Os outros 90% do ozônio são encontrados na estratosfera entre 20 e 35 km de altitude, compondo o que denominamos de camada de ozônio.
Essa camada é responsável por absorver a radiação ultravioleta do tipo B ou UV-B, a mais nociva para os seres vivos.
Essa absorção se dá pela reação de criação do ozônio, representada abaixo:
Figura 2: Representação da formação e destruição do ozônio na estratosfera. Crédito: Ana Lucia Souto, domínio público. Disponível em Khan Academy Brasil. Acesso em: 07/05/2019.
O ozônio é criado quando a radiação UV-B quebra a molécula do gás oxigênio, separando os dois átomos presentes em sua composição. Logo, cada átomo de oxigênio se liga a uma molécula do gás oxigênio, formando o ozônio.
A camada de ozônio absorve cerca de 90% da radiação UV-B nos processos de formação de O3.
A radiação UV também destrói o ozônio, produzindo uma molécula de gás oxigênio e um átomo de oxigênio que voltam a interagir para formar novamente o ozônio em um processo equilibrado, contínuo e cíclico.
Mas, infelizmente, com a Revolução Industrial esse equilíbrio começou a ser destruído.
A emissão na atmosfera de produtos químicos que reagem com o ozônio como, por exemplo, o Tetracloreto de Carbono (CTC) e o Clorofluorcarbono (CFC) encontrados em aerossóis, começou a destruir a camada, diminuindo sua espessura a ponto de criar verdadeiros buracos.
O primeiro buraco na camada de ozônio foi detectado em 1977, sobre a Antártida.
Desde então a camada vem sendo acompanhada, e os registros que mostram que ela está cada vez mais fina só aumentam, principalmente nas proximidades dos polos Sul e Norte.
Na Figura 3 mostramos a evolução do buraco de ozônio da Antártida. Atente para a escala; as cores azul e violeta mostram as regiões com menor quantidade de ozônio, enquanto as cores vermelha e cor-de-rosa mostram a maior concentração.
De 1980 para 2015 o buraco de ozônio aumentou muito, infelizmente.
Figura 3: Evolução do buraco de ozônio sobre a Antártida. Crédito: imagem modificada de NASA, domínio público. Acesso em: 07/05/2019.

A camada de ozônio e a saúde

Começamos este artigo citando a capacidade destrutiva da radiação UV-B, mas o que ela causa?
Nos seres humanos ela está associada ao desenvolvimento do câncer de pele, à supressão do sistema imunológico e aos danos à visão (catarata e cegueira), além do envelhecimento precoce.
Para você ter uma ideia de sua capacidade destrutiva, lembre que apenas 10% da radiação UV-B consegue atravessar a camada de ozônio e chegar à superfície da Terra. Essa quantidade de UV-B está associada com o surgimento de mais de 165 mil casos novos de câncer de pele só no Brasil em 2018.
Mas a UV-B também causa danos aos outros animais e às plantas. Ela prejudica o desenvolvimento de peixes e crustáceos e reduz a produtividade do fitoplâncton e das plantas.
A diminuição da camada de ozônio está associada, portanto, à diminuição da flora localizada na base das cadeias alimentares (os herbívoros, lembra?). E um colapso na base das cadeias acaba por prejudicar toda a vida do planeta.
O que você pode fazer a respeito?
Como pode contribuir com a não destruição da camada de ozônio?
Não use aerossóis (desodorantes, espumas, chantili etc.) que contenham Tetracloreto de Carbono (CTC) ou Clorofluorcarbono (CFC) em sua composição. Leia a descrição dos ingredientes para saber.
E evite o uso desnecessário e o desperdício de combustíveis fósseis (gasolina, gás de cozinha, carvão etc.) porque na queima eles liberam gases que também prejudicam a camada de ozônio.
Isso é bem sério, os Estados Unidos, a maior parte da Europa, o Norte da China e o Japão já perderam 6% da proteção de ozônio.

Referências

Ministério do Meio Ambiente, Brasil. Acesso em: 06/05/2019.
Hospital São Camilo, SP. Acesso em: 06/05/2019.
Instituto Nacional de Câncer. Acesso em: 06/05/2019.

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