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A história dos computadores e da internet e o acesso à informação | Parte I

Transcrição de vídeo

RKA - Olá, tudo bem, meu amigo ou minha amiga? Seja muito bem-vindo ou bem-vinda a mais uma aula de ciências da natureza. E, nessa aula, nós vamos conversar sobre o desenvolvimento dos computadores, da internet e também sobre o acesso à informação. Claro, nós vamos dividir essa aula aqui em algumas partes. Nessa primeira parte, o nosso foco vai ser sobre o desenvolvimento dos computadores. Na segunda parte, nós vamos conversar sobre a internet e sobre o acesso à informação. Mas, vamos lá então. Bem, os computadores, assim como diversas outras tecnologias, são equipamentos desenvolvidos pelo homem a fim de ajudá-los a resolver certas tarefas. Atualmente, eles estão presentes em nossa vida de uma forma nunca vista antes. Seja em casa, na escola, em ambientes profissionais ou até mesmo em nosso bolso em forma de dispositivos móveis, os smartphones. Porém, ao contrário do que você possa imaginar, a história da computação não começou há algumas décadas, mas sim, há mais de sete mil anos. Por esse motivo, meu amigo ou minha amiga, nesse vídeo, nós vamos contar um pouco da história e da evolução da computação e dos computadores em geral. Isso, desde a antiguidade até o os dias de hoje. Mas, antes disso, eu acho que é legal aqui a gente comentar um pouco sobre o que são os computadores e o que é a computação. Afinal, existe uma diferença entre essas duas coisas. Um computador é um dispositivo eletrônico que se destina a receber e processar dados para a realização de diversas operações. Atualmente, os diversos computadores são formados por um conjunto de circuitos e componentes integrados. Entre eles, o mais relevante é o microprocessador ou o cérebro da máquina. Esses circuitos integrados podem executar diversas operações com rapidez e de forma ordenada e sistematizada. Através de uma série de aplicações práticas para o usuário que, nesse caso, é você, e que são programadas previamente. Agora, computação é outra coisa. A palavra computação vem do latim "computatio" que, de uma forma geral, apresenta a noção de cômputo enquanto conta ou cálculo. Mas ela, geralmente, também é usada como sinônimo de informática. A computação pode ser definida como a busca de uma solução para um problema a partir de entradas e saídas. Inclusive, é muito comum a gente usar essas palavras em inglês: "inputs" e "outputs". É importante lembrar, também, que, ao entrar no sistema, o problema é trabalhado através de um algoritmo a fim de que seja encontrada uma solução. A partir da década de 1950, computação ganhou status de ciência, surgindo, então, o termo ciência da computação que é uma área de conhecimento humano, hoje, fortemente ligada à produção de softwares. Esses softwares também são chamados de aplicativos, ou simplesmente apps. Agora que você já sabe o que é o computador e o que é a computação, podemos começar a falar sobre a história e o desenvolvimento dos computadores. Bem, como eu falei antes, a computação não é algo recente, pois, ainda na antiguidade, muitos povos utilizavam uma tecnologia chamada ábaco. Eles utilizavam o ábaco para realização de cálculos do dia a dia, principalmente, nas áreas de comércio de mercadorias e desenvolvimento de construções civis. Ele pode ser considerado como a primeira máquina desenvolvida para o cálculo. O ábaco é formado, basicamente, por um conjunto de varetas, de forma paralela, que contém pequenas bolas que realizam a contagem. Seu primeiro registro é datado do ano de 5.500 antes de Cristo e, isso, pelos povos que constituíam ali a Mesopotâmia. No entanto, com o passar do tempo, o ábaco também foi sendo usado por muitas outras culturas, incluindo, a Babilônia, o Egito, a Grécia, Roma, a Índia, a China, o Japão, e diversos outros povos. Durante vários séculos, o ábaco foi sendo desenvolvido e aperfeiçoado, tornando-se a principal ferramenta de cálculo por muito tempo. No entanto, os principais intelectuais da época do Renascimento precisavam descobrir maneiras mais eficientes de efetuar cálculos. Foi aí que em 1638 depois de Cristo, um padre inglês chamado William Oughtred criou uma tabela muito interessante para a realização de multiplicações muito grandes. O mecanismo desenvolvido por Oughtred constituía em uma régua que já possuía uma boa quantidade de valores pré-calculados que eram organizados de uma forma que os resultados fossem acessados automaticamente, já que uma espécie de ponteiro indicava o resultado do valor desejado. Apesar da régua de cálculo ser algo bem útil, os valores presentes nela ainda eram pré-definidos, o que não funcionaria para calcular números que não estivessem presentes na tábua. Muito pouco tempo depois, ali em 1642, o matemático francês Blaise Pascal desenvolveu o que pode ser chamado de primeira calculadora mecânica da história: a máquina de Pascal. O funcionamento da máquina de Pascal era baseado no uso de rodas interligadas que giravam na realização dos cálculos. A ideia inicial de Pascal era desenvolver uma máquina que realizasse as quatro operações matemáticas básicas, o que não aconteceu na prática, já que ela só era capaz apenas de somar e subtrair. Por esse motivo, a tecnologia não foi muito bem aceita na época, o que foi uma pena, de fato. Um detalhe interessante, meu amigo ou minha amiga, é que, em todas as máquinas e mecanismos que eu mostrei aqui para você, as operações já estavam previamente programadas, não sendo possível inserir novas funções. No entanto, ali no ano de 1801, o costureiro Joseph Marie Jacquard, que também era francês, desenvolveu um sistema muito interessante nessa área. A indústria de Jacquard atuava no ramo de desenhos em tecidos, uma tarefa que ocupava muito tempo de trabalho manual. Ao observar esse problema, Joseph construiu a primeira máquina realmente programável. Ela tinha, inclusive, o objetivo de recortar os tecidos de forma automática. Esse mecanismo foi chamado de tear programável, pois aceitava cartões perfuráveis como entrada do sistema. Dessa forma, Jacquard perfurava o cartão com o desenho desejado e a máquina o reproduzia no tecido. A partir desse momento, muitos outros esquemas foram influenciados pelo tear. Incluindo, a máquina de diferenças e a máquina analítica que é o que nós vamos conversar aqui agora. No ano de 1822, foi publicado um artigo científico que prometia revolucionar tudo que existia até então no ramo do cálculo eletrônico. O autor desse trabalho, Charles Babbage, afirmou que sua máquina é capaz de calcular funções de diversas naturezas, incluindo, funções trigonométricas e logarítmicas. E essa máquina, inclusive, fazia tudo isso de uma forma muito simples. Esse projeto possui o nome de máquina de diferenças. Um detalhe é que, devido a essa ideia da máquina, houve um grande estardalhaço nessa época. Isso porque as ideias aplicadas no projeto estavam muito à frente do seu tempo. Só que, infelizmente, devido a limitações técnicas e financeiras, a máquina de diferença só pode ser implementada muitos anos depois. Depois de mais de dez anos, no ano de de 1837, Babbage lançou uma nova máquina chamada de engenho analítico ou, simplesmente, máquina analítica. A ideia dessa máquina era bem simples, ela aproveitava todos os conceitos do tear programável, como o uso dos cartões, mas, além disso, instruções e comandos também poderiam ser informados pelos cartões, fazendo o uso de registradores primitivos. Então, sem dúvida, essa máquina analítica desenvolvida por Babbage estava, também, muito à frente do seu tempo. O problema maior é que, novamente, ela não pôde ser implementada naquela época pelo mesmo motivo de limitações técnicas e financeiras. A tecnologia existente ali na época não era avançada o suficiente para execução do projeto. No entanto, meu amigo ou minha amiga, a contribuição teórica de Babbage foi tão grande que muitas de suas ideias são utilizadas até hoje. Ok. Até esse momento aqui, a gente conversou bastante sobre a ideia do hardware, que é o quê? A parte física do computador. A parte que você toca, a parte em que você entra em contato direto com a máquina. Mas a gente também não pode esquecer do software, dos aplicativos. Então, se Babbage é considerado o avô do computador, do ponto de vista de arquitetura de hardware, o matemático George Bohli pode ser considerado o pai da lógica moderna que é a base por trás do funcionamento de qualquer aplicativo. Em 1847, Bohli desenvolveu um sistema lógico que reduzia a representação de valores através de dois algarismos. 0 ou 1. O famoso código binário. Na teoria de Bohli, o número "1" tem significados como ativo, ligado, existente, verdadeiro e por aí adiante. Por outro lado, o zero representa o inverso, ou seja, não ativo, desligado, não existente, falso e também assim por diante. A ideia é que o 0 é o inverso do 1. Agora, a gente pode representar valores intermediários entre ativo e não ativo, entre ligado e desligado? Sim, para representar valores intermediários como mais ou menos ligado, é possível usar dois ou mais algarismos para essa representação. Por exemplo, vamos supor que você tem uma lâmpada e você queira desenvolver um sistema para controlar a intensidade luminosa dessa lâmpada. Observando essa lâmpada, a gente sabe que ela pode estar ligada ou desligada, certo? Porém, a gente pode ter intensidade luminosa intermediárias. Então, por exemplo, a gente poderia ter a lâmpada ali desligada, mais ou menos desligada, mais ou menos ligada e ligada. Nesse caso, a gente colocaria 00 para desligada. 01 para mais ou menos desligado, ou seja ela, está ligada mas com uma intensidade luminosa baixa. 10 para mais ou menos ligado, ou seja, ela está ligada com intensidade luminosa um pouco maior do que o estado anterior. Ela está ali com mais ou menos 66% de intensidade luminosa. E claro 11 para totalmente ligada. Assim, ela apresenta a máxima intensidade luminosa possível para ela. Conseguiu compreender a ideia aqui? É muito legal isso, não é? Todo o sistema lógico dos computadores atuais, inclusive, o que você está assistindo esse vídeo aqui, agora usa tecnologia de Bohli de forma prática. Mas a gente vai continuar falando sobre isso na próxima parte dessa aula. Então, quero deixar para você um grande abraço e falar que a gente se encontra no próximo vídeo.