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A história dos computadores e da internet e o acesso à informação | Parte II

Transcrição de vídeo

RKA- Olá, meu amigo ou minha amiga. Tudo bem com você? Seja bem-vindo a segunda parte da nossa aula sobre computadores, internet e acesso à informação. No vídeo passado, a gente comentou aqui um pouco sobre as origens do computador. Tecnicamente falando, a gente conversou aqui mesmo foi sobre a origem das máquinas de cálculo que é a base por trás de todo o computador moderno. O conceito de cartões desenvolvidos na máquina de tear programável também foi muito útil para a realização do censo de 1890 dos Estados Unidos. Nessa ocasião, Herman Hollerith desenvolveu uma máquina que acelerava todo o processo de computação dos dados. Em vez da clássica caneta para marcar X em sim e não para perguntas como sexo e idade, os agentes do censo perfuravam essas opções dos cartões. Uma vez que os dados fossem coletados, o processo de computação da informação demorou um terço do tempo que, normalmente, era feito. Isso foi praticamente uma revolução na maneira de coleta de informações. E, sem dúvida, afinal de contas você reduziu o tempo em mais da metade. Aproveitando todo sucesso ocasionado por sua máquina, Hollerith fundou a própria empresa, a Tabulating Machine Company. Isso lá no ano de 1896. Após, algumas confusões com outras empresas e anos no comando do empreendimento, infelizmente, o Hollerith veio a falecer. Só que aí quando ele foi substituído, em 1916, o nome da empresa foi alterado para International Business Machine, a mundialmente famosa, IBM. Provavelmente, você já ouviu falar sobre a IBM. Um detalhe, ela existe até hoje. Na primeira metade do século 20, vários computadores mecânicos foram desenvolvidos sendo que, com o passar do tempo, componentes eletrônicos foram sendo adicionados aos projetos. Em 1931, Vannevar Bush implementou um computador com uma arquitetura binária propriamente dita. O código binário que eu falei com você agora pouco. A segunda guerra mundial foi um grande incentivo no desenvolvimento de computadores. Visto que as máquinas estavam se tornando mais úteis em tarefas desencriptação de mensagens inimigas e criação de novas armas mais inteligentes. Entre os projetos desenvolvidos ali nesse período, o que mais se destacou foi o Mark I, no ano de 1944, criado pela universidade Harvard lá nos Estados Unidos, e o Colossus, criado em 1946, criado por ninguém menos que a Alan Turing. Alan Turing foi uma das figuras mais importantes da computação e eu acho que vale a pena conhecer esse personagem. Inclusive, tem até um filme que conta um pouco a respeito da vida dele. Vale a pena a dica. Alan Turing focou sua pesquisa na descoberta de problemas formais e práticos que poderiam ser resolvidos através de computadores. Para todos aqueles problemas que apresentavam uma solução, ele criou a famosa teoria da máquina de Turin que, através de um número finito de operações, resolvia programas computacionais de diversas ordens. A máquina de Turin foi colocada em prática através do computador Colossus que foi o que eu comentei aqui com você. É nesse período que nós entramos em uma nova era da computação, a chamada computação moderna. A computação moderna pode ser definida pelo uso de computadores digitais, ou seja, computadores que não utilizam componentes analógicos como base de seu funcionamento. Ela pode ser dividida, inclusive, em várias gerações. A primeira geração que vai desde 1946, com o desenvolvimento aqui do Colossus e da máquina de Turim, até 1959. E o interessante sobre essa primeira geração de computadores modernos é que eles tinham como principal característica o uso de válvulas eletrônicas. O problema é que esses computadores possuíam dimensões muito grandes. Eles utilizavam quilômetros de fios chegando a atingir temperaturas muito elevadas, o que, frequentemente, causava problemas de funcionamento, além do famoso bug. Existem diversas máquinas dessa época, mas aqui a gente vai falar sobre o Eniac que foi a mais famosa de todas. O lançamento do computador Eniac, em 1946, provocou uma revolução no mundo da computação. Olha só, ENIC que é uma sigla em inglês que significa Computador e Integrador Numérico Eletrônico. E esse computador foi desenvolvido pelos cientistas norte americanos John Eckert e John Mauchly,. Um detalhe que ela era revolucionária porque ela era em torno de mil vezes mais rápida do que qualquer outra máquina que existia na época. A principal inovação dessa máquina foi a computação digital que era muito superior aos projetos mecânicos analógicos desenvolvidos até esse período. Com o Eniac, a maioria das operações era realizada sem a necessidade de movimentar peças de forma manual, mas sim, pela entrada de dados no painel de controle. Cada operação podia ser acessada através de configurações padrão de chaves e suítes. Mas, como falei, as dimensões dessa máquina eram muito grandes. Só para você ter uma ideia, elas tinham, aproximadamente, 25 metros de comprimento por 5,5 metros de altura e o seu peso total era de 30 toneladas. Esse valor representa algo como um andar inteiro de um prédio. É bem diferente do tamanho do smartphone que você utiliza hoje, não é? Um detalhe, o seu smartphone tem uma capacidade de processamento infinitamente maior do que a capacidade de processamento do Eniac. Mas, não podemos esquecer que esse foi o primeiro computador, propriamente dito. E que, a partir daí, promoveu todo o desenvolvimento até chegar em seu smartphone. Mas, continuando, vamos agora para a segunda geração que foi entre 1959 e 1964. Na segunda geração, houve a substituição das válvulas eletrônicas por transistores, o que diminuiu em muito o tamanho dos equipamentos. A tecnologia de circuitos impressos também foi criada nesse período, evitando que os fios e cabos elétricos ficassem espalhados por todo lugar. Um detalhe, é possível dividir os computadores dessa geração em duas grandes categorias: os supercomputadores e os minicomputadores. Bem, existem vários computadores aqui, mas eu vou falar com você aqui sobre o IBM 7030, também conhecido por Stretch que foi o primeiro supercomputador lançado na segunda geração desenvolvido pela IBM. Seu tamanho era bem reduzido comparado com as máquinas como o Eniac, já que ocupavam somente uma sala comum. Interessante eu falar somente uma sala comum, mas existe uma redução de tamanho. Quando a gente compara um andar inteiro de um prédio com uma pequena sala, certo? Ele era utilizado por grandes companhias e custava algo em torno de 13 milhões de dólares na época. Na época, se a gente for fazer uma correção, hoje, pela inflação o valor é ainda maior. Essa máquina executava cálculos na casa dos micro segundos, o que permitia até 1 milhão de operações por segundo. E, dessa forma, um novo patamar de velocidade foi atingido, além é claro de serem computadores muito mais confiáveis. É nessa época que a gente começa a ver o desenvolvimento de diversas linguagens de programação, tais como o Fortran, o COBOL, o ALGOL, dentre outras. Essas linguagens de programação facilitaram o desenvolvimento de aplicativos, já que eles poderiam ser criados com muito mais facilidade. Chegamos à terceira geração que foi de 1964 a 1970. Os computadores dessa geração foram conhecidos pelo uso de circuitos integrados, ou seja, permitiram que uma mesma placa armazenasse vários circuitos que se comunicavam com diferentes dispositivos distintos ao mesmo tempo. Assim, as máquinas se tornaram mais rápidas e com um número maior de funcionalidades. Sem contar que o preço diminuiu consideravelmente. Um dos melhores exemplos da terceira geração que eu posso comentar aqui com você é o IBM 360/91. Lançado em 1967, foi um grande sucesso em vendas nessa época. Essa máquina já trabalhava com dispositivos de entrada e saída modernos como discos e fitas de armazenamento, além da possibilidade de imprimir todos os resultados em papel. O IBM 360/91 foi um dos primeiros a permitir a programação da CPU por micro código. Ou seja, as operações usadas por um processador qualquer poderiam ser gravadas através de softwares sem a necessidade de projetar todo o circuito de forma manual. Um detalhe que até então era necessário, realmente, projetar todo o circuito ali de forma manual a fim de certos objetivos. Essa máquina não tinha mais isso, você tinha um processador ali e você realizaria uma programação para esse processador independente do objetivo da programação. Chegamos a um nível em que, no final desse período, houve uma preocupação com a falta de qualidade no desenvolvimento de softwares, visto que grande parte das empresas estavam apenas focadas na parte do hardware, na parte física do computador. E ai que nós chegamos à quarta geração, que foi de 1970 até os dias de hoje. E é justamente sobre isso que nós vamos conversar no próximo vídeo. Então, quero deixar para você um grande abraço e falar que a gente se encontra na próxima parte dessa aula.