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Tipos de resposta imune: inata e adaptativa, humoral vs. mediada por células.

Transcrição de vídeo

RKA10E - No último vídeo falamos um pouco sobre o sistema imunológico. Neste vídeo vamos focar no sistema imunológico inespecífico ou inato. Vamos escrever: imunológico inespecífico. Subdividimos o sistema imune inespecífico em defesas de primeira linha e estas são coisas como a pele ou o ácido do estômago ou a acidez dos óleos da parte externa da nossa pele. Estas são barreiras naturais para não permitir que algo entre no nosso corpo, mas uma vez que algo entrou, então você pode imaginar que elas formem a primeira linha de defesa e, em seguida, você tem a segunda linha de defesa, mas esta ainda é inespecífica. E quando dizemos inespecífica, significa que esta barreira sabe necessariamente que tipo de vírus, que tipo de proteína, que tipo de bactéria está se aproximando. Apenas sabem que essas coisas parecem suspeitas, então elas dizem: vou devorar isso, vou matar isso. Ou iniciar uma resposta inflamatória. Assim, como dissemos, há uma resposta inflamatória sobre a qual eu vou falar mais depois que fizermos vídeos específicos sobre o sistema imune. Você tem sua resposta inflamatória o que, realmente, só leva as coisas para onde a ação está ocorrendo, assim como também fagócitos, que são aquelas células que estão englobando outras coisas. E apenas para que você saiba, todos os fagócitos que falamos no último vídeo são exemplos de células brancas do sangue ou leucócitos. Esses fagócitos bem aqui são todos... eu falo das células dendríticas, macrófagos e neutrófilos, são todas as células brancas do sangue. Elas não são todos os tipos de células brancas do sangue, estamos prestes a falar mais sobre isso. E a outra palavra para a célula branca do sangue é leucócito. Leucócito. Isso é inespecífico. Bom, eu não quero deixar nada suspeito entrar, mas uma vez que está dentro, ela diz: " você é suspeito, vou devorar você, eu tenho receptores, você possui algum DNA de fita dupla flutuando por perto, apenas vírus possuem DNA em dupla fita, eu vou devorar você. Eu não sei que tipo de vírus você é, eu nem sei se já vi você antes ou não." É por isso que esta é inespecífica. Agora, a coisa realmente interessante sobre nosso sistema imune é essa não especificidade que existe entre muitas, muitas e muitas espécies e tipos de organismos, mas a especificidade é um tipo de... é vista como uma nova adaptação. O que eu vou falar é sobre o sistema imune específico, que é particular aos humanos. É particular aos humanos, o sistema imune específico. Esta é nossa outra classificação, mas deixe-me fazer isso assim. Quando você tem sua especificidade tem, na verdade, um sistema imune adaptável. Você já deve ter ouvido falar coisas como essa: "eu tenho resistência àquela bactéria ou aquele vírus". Isso é adaptação. E isso acontece por você já ter sido exposto àquela bactéria ou áquele vírus antes. E o sistema imune específico do qual nós falamos um pouco... quando falamos sobre moléculas apresentadoras de antígenos, coisa que os fagócitos fazem, que tem um papel crucial nisso... bom, eu não quero confundir você. Os atores principais aqui são chamados de linfócitos, que não devem ser confundidos com leucócitos, pois esses continuam sendo leucócitos. Então deixe-me escrever isso aqui: linfócitos são os atores principais. Linfócitos, estes são específicos. Fagócitos, em sua maior parte, são inespecíficos, mas ambos são células brancas do sangue. Linfócitos são outro tipo de células sanguíneas, outro leucócito. Eu não quero confundir você com esse diagrama complicado, apenas quero tornar a terminologia clara. Quando alguém fala sobre uma célula sanguínea branca está apenas falando de um conjunto de células que, quando as pessoas tentaram, pela primeira vez, separar os componentes do sangue, você deve ter células vermelhas do sangue que se acomodam no fundo, então você obtém essa camada espumosa de coisas brancas no meio, que é feita de células brancas e então, no topo, tem o fluido, o plasma do seu sangue, uma espécie de parte aquosa. Esse é o nome, eles possuem diferentes funções mais interagem uns com os outros. Agora, os linfócitos podem ser divididos em linfócitos "B", geralmente chamados de células "B", e os linfócitos "T". Os nomes "B" e "T" vêm de onde eles se desenvolvem. Os linfócitos "B" são os primeiros a serem reconhecidos na Bursa de Fabricius. É, nome bonito. Bursa de Fabricius. É por isso que eles são chamados de "B", existe um órgão nas aves que participa do sistema imunológico, então o "B" veio de bursa, mas "B" também se aplica ao sistema imune humano, pois são produzidos na medula óssea e é "B" porque em inglês se diz: "bone marrow", então "B" de "bone", que é osso. Essa pode ser uma maneira mais fácil de lembrar, eles são produzidos na medula óssea. É produzido na medula óssea mas, historicamente, o "B" veio da Bursa de Fabricius, só para sua informação. Mas isso é fácil de lembrar. O "B" pode ser também um suporte para a medula óssea porque é onde ele é produzido. Os linfócitos "T" têm seu início na medula óssea, mas eles tornam-se maduros no timo, é daí a origem do "T". Neste vídeo vou focar apenas nos linfócitos "B" porque se focar em tudo vai dar um vídeo de 500 horas. Os linfócitos "B", francamente, em algum nível... bom, não quero selecionar e escolher favoritos, é coisa da minha cabeça, eu gosto somente dos linfócitos "B". Assim, os linfócitos "B" participam do que chamamos de resposta... resposta humoral. E eu já vou dizer a vocês o que significa humoral. Resposta humoral. Você vai ver que linfócitos "T" participam do que chamamos de resposta celular mediada e trataremos dela em um vídeo futuro. Resposta celular mediada. Os linfócitos "T" se dividem em algumas classes. Veremos que existem células "T" auxiliares e que existem células "T" citotóxicas. Sei que é tudo muito confuso na primeira vez que vê isso, mas é por isso que quero apenas me concentrar nesta parte aqui. Vamos ver, no futuro, que as células "T" auxiliares possuem uma função na amplificação e na ativação da resposta humoral. Mas uma maneira simples de pensar sobre as diferenças entre a resposta humoral e a resposta celular mediada é que quando eu me infecto... vamos dizer que eu tenha me infectado por um vírus. Então aqui tem uma célula do meu corpo, aqui tem outra. No início, quando um vírus entra no organismo está só circulando no meio dos meus fluidos. Os fluidos do nosso corpo são, realmente, o que correspondem ao sistema humoral do seu corpo. Então você tem o vírus. Pequenos vírus circulando aqui assim... olha os viruzinhos passeando, circulando. Enquanto eles estão circulando, não estão entrando nas células e é aí que a resposta humoral pode entrar em ação. O mesmo acontece se tivermos uma pequena bactéria circulando que ainda não se infiltrou nas células, estão apenas circulando no fluido, então a resposta humoral pode ser útil nesse caso. Agora, se de repente estes carinhas... se de repente se infiltram nas células, as células então se tornam infectadas pelo vírus e eles, assim, produzem mais vírus utilizando os mecanismos da célula para produzir mais. Nós, de repente, precisamos ser um pouco mais sofisticados em como lidar com estas células e com estes vírus porque não irão apenas circular. Provavelmente, vamos querer matar essa célula, embora seja nossa, mas agora ela produz mais vírus ou talvez tenha sido colonizada por bactérias. Em ambos os casos, você quer matá-la e iremos falar mais sobre isso na mediação celular.