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Transcrição de vídeo

RKA7MP - Olá, meu amigo ou minha amiga! Tudo bem com você? Seja muito bem-vindo ou bem-vinda a mais uma aula de ciências da natureza. Nesta aula, a gente vai ver o que tem em nosso sangue. Para gente começar a conversar sobre isso, vamos dizer que fui ao consultório médico. Na verdade, odeio quando isso acontece, mas, de vez em quando, a gente precisa ir ao consultório médico e até mesmo tirar sangue. E eu fui ao laboratório tirar o sangue. Um detalhe, a razão pelo qual eu odeio fazer isso é porque eu odeio agulha e odeio ficar ali como se fosse um pequeno experimento em que alguém está retirando o sangue de mim. Sinceramente, eu não gosto de agulha, mas, claro, eu faço que é me dito. Tem que tirar o sangue, fazer o quê? Quando eu faço isso tento me distrair, rento olhar para o outro lado, enquanto o enfermeiro ou a enfermeira está retirando o sangue do meu corpo. Pelo menos agora, estou feliz porque eu não estou nessa situação. Eu estou conversando sobre isso com você. Mas o que eu quero falar realmente é o que acontece com o sangue, ou seja, qual vai ser o caminho que esse sangue vai ter depois do momento que ele foi retirado do meu corpo. A primeira coisa que acontece é que normalmente o sangue é colocado em um tubo. Geralmente isso é feito diretamente, na verdade. Hoje em dia, o tubo já está na agulha, aí a coleta de sangue já é feita diretamente. Então, esse é o meu tubo e o meu sangue está enchendo o tubo. Uma coisa muito legal é que esse tubo é bem especial. E o que você precisa saber sobre esse o tubo é que nas paredes dele existe um produto químico que, basicamente, impede que o sangue coagule. E você não quer que o sangue coagule, certo? Porque é difícil fazer qualquer tipo de trabalho no laboratório quando o sangue está coagulado. Então, por isso que esse tubo é muito especial nesse sentido. O sangue não vai coagular. Para garantir que isso aqui está funcionando corretamente, às vezes, as pessoas suavemente agitam um pouco o tubo, só para ter certeza de que existe uma boa mistura e para que o sangue não coagule. Agora que o sangue já está nesse tubo, ele vai para o laboratório. Existe uma máquina no laboratório que está com o meu sangue. Esse aqui é o meu sangue e ele também leva o sangue de diversas outras pessoas, já que tinha outros pacientes no hospital naquele dia, ou na clínica. E todo o nosso sangue é rotulado e colocado nessa máquina. E o que essa máquina faz? Ela gira, basicamente gira muito rápido. Uma coisa que é muito importante: todos esses tubos estão presos, então eles não vão voar para longe. Quando esses tubos estão girando, temos a criação de uma força chamada força centrífuga. Esse é um processo chamado de centrifugação. É legal a gente escrever isso. Temos a centrifugação, e a máquina chamada de centrífuga. Então, basicamente isso que vai girar muito rápido, que pode ser tanto em uma direção como em outra. E como resultado disso é que o sangue começa a se separar. As partes pesadas do sangue vão para a ponta do tubo e a parte menos densa do sangue vai subir na direção da tampa. Depois de você ter centrifugado o sangue, digamos que ele já passou por esse processo, o sangue já foi centrifugado, você tem aqui o mesmo tubo, mas deixa eu colocar isso direito. Digamos que esse foi o tubo antes de ele passar pelo processo de centrifugação. E aqui, nós temos o tubo depois. Então, depois que o tubo passa por esse processo, como ele vai se parecer? Deixa eu desenhar isso. A maior diferença é que em vez de a gente olhar um líquido homogêneo, como a gente tinha antes, agora nós vamos ter algo que realmente começa a se parecer diferente, na verdade, a gente vai ter 3 camadas diferentes aqui. Eu vou desenhar todas as 3 camadas para você observar. Essa é a primeira camada e essa é a camada mais impressionante, o maior volume do nosso sangue vai estar nessa camada superior. Lembre-se, isso aqui é menos denso, certo? Pelo fato de não ser muito denso, ele vai ficar perto da tampa. E isso vai ser algo em torno de 55 por cento do nosso volume total. Um detalhe: isso aqui é chamado de plasma. Então, se você nunca ouviu falar dessa palavra plasma, agora você já sabe o que isso significa. Se eu pegar uma gota dessas coisas, vamos dizer que eu peguei uma pequena gota desse plasma, e a gente der uma boa olhada nesse plasma, nessa pequena gotinha, 90% do plasma não vai ser nada mais e nada menos do que água. Isso é algo bem interessante porque a maior parte do sangue é plasma. E a maior parte do plasma é a água. Então, agora você está vendo porque nós sempre dizemos que precisamos beber muita água. Você precisa beber muita água para estar bem hidratado, porque uma grande parte do seu sangue é água. Na verdade, isso vale para o resto do seu corpo também, mas eu quero deixar bem claro que isso aqui vale para o sangue. O que tem no restante do plasma? A gente tem 90% de água. O que falta para chegar aos 100%? Digamos que 8% desse plasma é proteína e eu vou dar alguns exemplos dessas proteínas. Uma seria a albumina. A albumina, se você não tiver muito familiarizado com isso, é uma proteína muito importante do seu plasma, porque é o que impede que o líquido extravase dos vasos sanguíneos. Outra proteína importante é o anticorpo. Isso eu tenho certeza que você já ouviu falar, mas os anticorpos estão basicamente envolvidos com o seu sistema imunológico, certificando-se de que você fique bem e saudável, e não fique doente com infecções. Uma outra proteína que está no plasma e você precisa ter isso em mente é o fibrinogênio. Essa proteína é importante porque ela está envolvida no processo de coagulação. Claro, existem diversos outros fatores na coagulação, então por isso que eu vou colocar aqui: fatores de coagulação. Mas, enfim, resumindo, nós temos essas proteínas, coisas como albumina, anticorpo, fibrinogênio, tudo isso são proteínas. Mas ainda temos 2% aqui, porque falei que a gente tem 8% de proteínas, e 2% do plasma é o quê? Vamos ter aqui coisas como hormônios, tais como a insulina, nós também temos aqui eletrólitos, coisas como sódio. E também temos nutrientes. Falando sobre os nutrientes, nós podemos ter algo como, por exemplo, a glicose. Enfim, tudo isso aqui forma o plasma do seu sangue. Então, muitas dessas coisas que nós ouvimos falar frequentemente estão no seu plasma, incluindo vitaminas e coisas assim. Vamos falar sobre a outra camada, que é a camada que nós temos um pouquinho mais abaixo do plasma. Isso aqui está em branco. Se eu desse um zoom nisso aqui, se eu ampliasse, a gente teria uma parte muito pequena do sangue, menos de 1%. Isso é realmente o que você está pensando, são os glóbulos brancos. Essa camada contém glóbulos brancos e plaquetas, que, inclusive, são células do nosso sangue. É claro, nós temos pouquinho disso aqui, mas eles fazem um trabalho muito importante no nosso sangue. Abaixo dessa camada, temos uma camada mais densa de sangue que são os glóbulos vermelhos. Essa última parte forma algo em torno de 45% do nosso sangue e são, como eu já falei, as células vermelhas do nosso sangue e, dentro delas, contém hemoglobina. Eu sei, pode parecer um pouco complicado para você, mas pense o seguinte: aqui, quando a gente pensar nas proteínas a gente tem que pensar que isso é o quê? O plasma. Lembre-se, também, que glóbulos vermelhos e glóbulos brancos também têm, dentro deles, proteínas. Então, temos muita proteína aqui. Uma palavra que você já deve ter ouvido falar é o soro. Então, o que é o soro exatamente? O soro é uma palavra muito parecida para plasma, em termos do que é feito. Então, se eu fosse circular o que está no soro circularia essa parte aqui. Basicamente, tudo que está dentro da minha linha azul seria circulado, isso daqui é soro. A única coisa que deixei de fora do soro é o fibrinogênio e os fatores de coagulação. Então, lembre-se: plasma e soro são coisas bem parecidas; a exceção é que o soro não inclui o fibrinogênio e os fatores de coagulação. Agora, olhando para os glóbulos vermelhos, o que podemos aprender com isso? Você já deve ter ouvido falar o termo hematócrito, certo? Se esse fosse meu sangue, se eu realmente tivesse desenhado meu sangue como eu desenhei nessa foto, o meu hematócrito teria sido de 45 por cento. O que isso significa? Significa que hematócrito é igual ao volume ocupado por glóbulos vermelhos, dividido pelo volume total. Se, nesse caso, o volume total for igual a 100, meu percentual, como eu já disse, é de 45%. Então, por isso que eu já sabia que o meu hematócrito é de 45 por cento. Agora, por que isso é importante? É muito importante você saber isso porque os glóbulos vermelhos são a parte do sangue que estão realmente carregando oxigênio ao redor do corpo. Por isso, estou enfatizando bastante o hematócrito. Inclusive, nós vamos até introduzir algumas palavras novas agora. Então, deixa eu desenhar 3 pequenos frascos de sangue. Vamos dizer que eu tenha 3 frascos. 1, 2, 3. Bem, neste caso, nós temos três frascos de três pessoas diferentes, mas são pessoas muito parecidas, com a mesma idade e mesmo sexo, porque o hematócrito pode realmente mudar se você estiver falando sobre idades diferentes, ou até mesmo sobre gêneros diferentes. Inclusive, isso depende até mesmo da localidade em que você mora, quando estamos falando em termos de altitude, porque se você morar no topo de uma montanha, isso vai afetar o seu hematócrito também. Ou seja, resumindo, muitas coisas afetam o hematócrito. Mas vamos dizer que temos aqui 3 pessoas muito semelhantes. Três pessoas muito parecidas. Vamos dizer que nos extraímos o sangue da primeira pessoa. A gente observa que o plasma dessa pessoa está ocupando muito do seu volume total. A segunda pessoa aqui, também, o plasma está ocupando um volume considerável também em relação ao volume total. Por último, a terceira pessoa, que o plasma também está considerando o volume muito grande em relação ao volume total. Bem, a gente retirou o sangue dessas pessoas. O sangue passou pelo processo de centrifugação e nós temos isso agora. Todos os 3 ainda têm glóbulos brancos, vou desenhar isso aqui. Aqui tem plaquetas, é claro, e essa minúscula camada aqui, menos de 1%. O restante é formado por glóbulos vermelhos. Então, aqui, nós temos glóbulos vermelhos. Aqui, também, glóbulos vermelhos. Essa é a camada de glóbulos vermelhos e é muito grande para esse segundo indivíduo. Para esse terceiro indivíduo aqui, nós temos algo menor, ou seja, nós não temos muitos glóbulos vermelhos aqui. Então, se a gente fosse dar nomes para essas pessoas, para a primeira pessoa, eu diria que nós temos uma pessoa normal. Agora, a segunda pessoa tem muitos glóbulos vermelhos, é muito predominante, então, temos um percentual muito alto de glóbulos vermelhos. Como nós temos aqui um volume muito grande de glóbulos vermelhos em relação ao volume total, nós temos aqui uma policitemia. Isso é apenas uma palavra médica para dizer que o volume de glóbulos vermelhos presentes no sangue é muito alto. Você também poderia dizer que o hematócrito é muito alto. Agora, vamos observar essa terceira pessoa. Aqui nós temos uma quantidade muito baixa de glóbulos vermelhos. Isso em relação ao volume total aqui de sangue. Na verdade, temos um volume muito baixo e, nesse caso, eu diria que essa pessoa tem anemia. Essa pessoa é anêmica. Então, se você já ouviu esses termos anemia, ou então alguém falando que é anêmico, significa que essa pessoa tem um volume de glóbulos vermelhos muito baixo em relação ao volume total de sangue. Por outro lado, a policitemia é quando a gente tem um volume de glóbulos vermelhos muito grande em relação ao volume de sangue. Um detalhe: a policitemia também costuma ser chamada de poliglobulia, que é apenas um outro nome para a mesma condição. Então, é isso aí, meu amigo ou minha amiga! Era isso que a gente tinha para ver nessa aula. Quero aproveitar o momento e deixar para você um grande abraço. Até a próxima!