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Anatomia da mama e amamentação | Parte I

Nesta videoaula abordamos a anatomia da mama em diferentes estágios de desenvolvimento mamário. Também tratamos dos processos de lactogênese, lactação e amamentação.

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Transcrição de vídeo

RKA - Olá, meu amigo ou minha amiga. Tudo bem com você? Seja muito bem-vindo(a) a mais uma aula de ciências da natureza. E, nesta aula, nós vamos conversar sobre a anatomia da mama e sobre a amamentação. Não há dúvidas de que a amamentação é fundamental para o desenvolvimento de muitos seres vivos, que inclusive são chamados de "mamíferos". Os mamíferos constituem uma classe de animais que se caracterizam pela presença de glândulas mamárias que, nas fêmeas, produzem leite para alimentação dos filhotes (ou crias). Nessa classe, nós encontramos os seres humanos, em que, nos seus primeiros meses de vida, eles são alimentados unicamente através do leite materno. Mas, antes de falar sobre a amamentação e a sua importância, vamos conversar sobre a anatomia e a fisiologia da mama. A mama é o órgão característico dos mamíferos. Normalmente, ela é atrofiada no macho; e, na fêmea, é capaz de produzir e secretar leite. Ou seja, a principal função dessa glândula é a produção do leite. As mamas são órgãos pares, formadas por um tecido glandular chamado "parênquima". Elas são formadas por tecido glandular (o parênquima), por tecido conjuntivo e também por tecido adiposo. Elas se localizam na parte anterior do tórax, mas podem se estender lateralmente. Sua forma varia de acordo com as características pessoais e genéticas de cada um; além disso, em uma mesma mulher, as mamas podem variar também segundo a idade e a paridade, que é o número de partos que uma mulher já teve. O que determina a forma e a consistência da mama é a quantidade de tecido adiposo. Não podemos deixar aqui também de falar que, durante a gravidez e durante a amamentação, as mamas aumentam de tamanho devido ao crescimento do tecido glandular. Bem, meu amigo ou minha amiga, na fase mais desenvolvida, a mama possui a anatomia que você pode observar aqui nessa imagem. Aqui, nós temos a caixa torácica; aqui, o músculo peitoral. Ah, aqui é a pele, tudo bem? Aqui, temos uma camada de gordura ou de tecido adiposo. Um pouco mais no interior, nós temos o tecido glandular (que também são chamados de lóbulos). Aqui, nós temos os canais lactíferos, ou ductos. Aqui, na parte mais externa, nós temos a aréola e o mamilo. É interessante comentar aqui também que o leite se forma nos lóbulos e é conduzido até os mamilos pelos ductos. O parênquima mamário é a estrutura funcional da glândula. Nele existem cerca de 18 a 20 lóbulos mamários, e cada lóbulo é formado por várias estruturas, incluindo os alvéolos. Os alvéolos mamários são formados por um conjunto de células que são responsáveis pela síntese do leite. Assim como muitas coisas em nosso corpo, a mama possui diferentes aspectos que vão depender do estágio de desenvolvimento de uma pessoa. De uma forma geral, meu amigo ou minha amiga, nós podemos dizer aqui que existem cinco principais estágios do desenvolvimento mamário: a embriogênese, a mamogênese, a lactogênese, a lactação e a involução. A embriogênese é um estágio que ocorre a partir da 18ª à 19ª semana do período de gestação. Já a mamogênese ocorre durante a puberdade e na gravidez. A lactogênese ocorre quando a glândula mamária inicia a produção de secreção de leite, e isso começa algumas horas após o parto; algo entre 48 a 72 horas depois do nascimento do bebê (ah, olha que esse período aí pode variar, dependendo de mulher para mulher). A lactação é o processo em que ocorre a continuidade da produção do leite. Por último, a involução ocorre quando a glândula perde sua capacidade de produzir leite devido à diminuição de estímulos, alterações hormonais e também alterações de tecidos. Bem, vamos conversar um pouco melhor aqui sobre a mamogênese, que é o estágio de desenvolvimento que ocorre durante a puberdade e a gravidez. Nesse período, as glândulas mamárias estão presentes em ambos os sexos; porém, no homem, elas permanecem atrofiadas por toda a vida. Já na mulher, quando ela nasce, estão presentes apenas os ductos lactíferos principais; aí, na puberdade e adolescência, ocorre a liberação de hormônios, incluindo o estrogênio, que estimula o desenvolvimento dos canais ou ductos mamários. Esse hormônio é o responsável pelo desenvolvimento da glândula mamária por até 2 a 3 anos após o início da puberdade. Ao longo desse processo, o volume e a elasticidade do tecido conjuntivo ao redor dos ductos aumentam, assim como a vascularização e o acúmulo de gorduras. A ação combinada de estrogênio e progesterona (um outro hormônio feminino) determina o desenvolvimento completo da glândula e a pigmentação da aréola. Já conhecendo agora esse processo de desenvolvimento da mama, é interessante a gente comentar aqui também que, em relação à forma do mamilo, ele pode ser classificado em: protruso, semiprotruso, invertido, ou ainda pseudoinvertido. O protuso é saliente, bem delimitado e forma um ângulo de cerca de 90 graus ali na junção entre o mamilo e a aréola. Já o semiprotuso é pouco saliente e não existe uma delimitação precisa entre o mamilo e a aréola. O invertido, também chamado de umbilicado, é mal formado, pois, após os estímulos hormonais, continua inalterado. O pseudoinvertido também é mal formado, mas, após estímulo e exercícios, fica um pouco mais exterior e pode se assemelhar ao protuso ou semiprotuso. É interessante comentar também que, durante a gravidez, devido à ação dos hormônios liberados durante esse processo, ocorre o crescimento do tecido mamário, há o aumento da pigmentação da aréola e do mamilo, além do aumento do fluxo sanguíneo e o início da atividade secretora do alvéolo. Agora que já conhecemos toda a anatomia da mama, é interessante a gente observar o que acontece após o nascimento do bebê. Bem, isso é o que nós vamos conversar na segunda parte dessa aula. Então, aproveitando aqui o momento, eu quero deixar aqui para você um grande abraço e falar que te espero na próxima parte!