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Anatomia da mama e amamentação | Parte II

Esta vídeoaula é uma continuação do conteúdo em que abordamos a anatomia da mama em diferentes estágios de desenvolvimento mamário. Também tratamos dos processos de lactogênese, lactação e amamentação.

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Transcrição de vídeo

RKA - Olá, meu amigo ou minha amiga, tudo bem com você? Seja muito bem-vindo(a) à segunda parte da aula sobre anatomia da mama e amamentação. Na primeira parte desta aula, conversamos sobre a anatomia da mama em diversas etapas de desenvolvimento. Agora, nós vamos conversar sobre a lactogênese e a lactação, que são processos responsáveis pela produção e ejeção do leite. É interessante até falar aqui que a mama é capaz de produzir, armazenar e liberar o leite, tudo isso durante o processo de lactação. Assim, a lactação é o nome dado à capacidade de produzir alimento para os filhos. Esse alimento é o leite. Além disso, a produção do leite está diretamente relacionada com a ação hormonal. Dentre os hormônios mais importantes, podemos falar da progesterona, da prolactina e da ocitocina. Como já falamos na primeira parte dessa aula, a mama feminina passa por transformações desde o início da gestação. Em meio a esse processo, ela vai apresentar dores ou sensibilidade nos mamilos, o volume das mamas vai aumentar, além disso, vai ocorrer também uma modificação na coloração da aréola e dos mamilos. Esse efeito pode ser observado entre a 5.ª e a 8.ª semana da gestação. Ainda durante a gestação, ocorre a lactogênese, que é o início da fase de lactação. Meu amigo ou minha amiga, é importante falar aqui também que a lactogênese pode ser dividida em algumas etapas: a lactogênese 1 e a lactogênese 2. A lactogênese 1 ocorre no último trimestre da gestação, a partir da 20.ª semana de gravidez, quando a mama já está pronta para produzir leite. Mas ela faz isso em pequena quantidade, porque a presença da placenta inibe a prolactina, o hormônio responsável pela produção do leite. Ah, é importante comentar aqui que a presença da placenta faz com que haja a presença de um número alto de progesterona; e é esse o hormônio que inibe a produção de prolactina. Devido a isso, podemos dizer que o controle da produção inicial do leite é endócrino, já que ocorre devido à presença e à ausência de certos hormônios. Após o parto, com a saída da placenta, o nível de progesterona presente no sangue cai, e, com isso, ocorre uma rápida elevação na concentração de prolactina no sangue; esse pico de prolactina induz o começo da síntese do leite. Entre 24 e 48 horas após o nascimento do bebê, a mama vai ficar inchada por causa da grande migração de água para a região. Logo depois, acontece a descida do leite, um fenômeno que marca o início da lactogênese 2. A partir daí, a regulação passa a ser feita no próprio local da produção de leite, ou seja, o controle passa a ser autócrino. O volume de leite passa a depender da demanda e é diretamente proporcional ao número de mamadas. Ou seja, meu amigo ou minha amiga, quanto maior a frequência em um dado intervalo de tempo, maior será o aumento do volume de leite produzido. A sucção do bebê no peito estimula as terminações nervosas do mamilo e aréola, enviando impulsos para o hipotálamo a fim de estimular a liberação da prolactina, o hormônio responsável pela produção do leite. A produção do leite só irá diminuir ou cessar completamente se a mãe não amamentar o seu filho, já que, aí, nesse caso, não vai haver mais a estimulação decorrente da sucção do mamilo. A sucção do mamilo também estimula a hipófise anterior, que, nesse caso, vai secretar ocitocina, o hormônio responsável pela ejeção do leite. Esse mecanismo ocorre porque a ocitocina contrai os músculos ao redor dos alvéolos, fazendo com que o leite caminhe até o mamilo. Muito interessante todo esse processo, não é? Bem, uma coisa também que a gente pode falar aqui é que, com o estabelecimento da lactação, o bebê mama de 8 a 12 vezes em 24 horas. Ah, uma coisa que é muito importante, e que eu tenho que comentar aqui com você, é que ao longo da amamentação e lactação pode ocorrer alguns problemas com a mama. Um deles é o ingurgitamento mamário, que é uma condição caracterizada pelo acúmulo de leite nas mamas; e isso acaba causando muita dor e aumento do volume das mamas. Algumas das formas de lidar com essa situação é: amamentar logo após o nascimento, amamentar de forma livre e sempre amamentar com as duas mamas, realizar um esvaziamento parcial da mama sempre que a mãe estiver sentindo alguma dor ao realizar o toque, cuidar bem da mama, incluindo a realização de massagens delicadas para deixar o leite mais fluido. Outro problema que pode ocorrer também é a lesão mamilar, algo que pode provocar um ferimento, seja pela amamentação ou não. Mas uma coisa é fato: esse problema acaba dificultando o processo de amamentação, já que, devido à condição da lesão, pode ser algo muito doloroso. Uma das formas de impedir o trauma devido à amamentação é o posicionamento adequado na hora de amamentar a criança e afastá-la corretamente do peito na hora de interromper a sucção. Ok, agora que já falamos sobre esses problemas que podem ocorrer, como que pode ser realizado o processo de amamentação? É preciso favorecer o processo ali de pega da aréola realizado pelo bebê. Também é preciso testar a flexibilidade do mamilo. Durante a amamentação, o queixo do bebê tem que tocar a mama. Ele também tem que estar com a boca bem aberta, o lábio inferior precisa estar voltado para fora, as bochechas precisam estar bem arredondadas, além de ter que sobrar mais aréola acima da boca do bebê, e a mama tem que estar bem arredondada. Então, é preciso tomar esses cuidados durante a amamentação. Além disso, é preciso amamentar o bebê até ele soltar o peito, ou seja, não interrompa o processo. Ofereça o segundo peito somente após o bebê ter soltado o primeiro. No início do processo, alguns bebês ficam satisfeitos mamando apenas um peito, mas é muito importante oferecer os peitos alternadamente enquanto o bebê quiser. Não se esqueça: sempre há leite nos peitos, a oferta é grande. Como eu falei, não retire o bebê do peito se ele ainda estiver sugando e deglutindo; mas, se for necessário interromper a mamada, insira o dedo mínimo suavemente na comissura labial da criança. "Ah, professor, o que é a comissura labial?" Bem, é aquele pontinho ali de união dos lábios no canto da boca. Então, se você conhece alguém que está realizando o processo de amamentação, passe essas informações para ela. É muito importante você saber todos esses processos para, assim que você chegar na vida adulta e tiver o seu filho... caso você seja uma mulher, você vai realizar esses processos... e, caso você seja um homem, você não vai realizar esses processos, mas você vai ajudar a sua parceira durante todo o período de amamentação. Então, é muito importante que você conheça essas informações. Tomando esses cuidados, é possível evitar que certos traumas sejam realizados. Mas, caso ocorra um trauma, um ferimento, ou mesmo que algo esteja fora do comum, é preciso consultar um médico, pois é ele que vai encontrar o melhor tratamento para o problema. Agora, uma coisa que você precisa saber é que, provavelmente, se a sua mãe, tia, ou uma conhecida está no processo de amamentação, ela precisa de muito apoio; principalmente, porque todo esse processo abala, e muito, o estado emocional e psicológico da mãe. Então, é muito importante que você saiba lidar e interagir com uma mulher que se encontra nessa fase da vida. Demonstre interesse, empatia. Evite palavras que soem julgamentos. Evite expressões de desvalorização. Faça e reforce elogios. Ajude de forma prática; dê informações, mas valorizando o conhecimento dela, que, inclusive, é muito relevante para o momento. É muito importante também que você dê sugestões, e não ordens, assim você vai estar ajudando, e muito, durante todo esse processo de amamentação. Uma coisa também que é muito importante eu falar aqui com você é que o processo de amamentação é muito benéfico e importante tanto para o bebê quanto para a mãe. Em relação ao bebê, o processo ajuda na nutrição, no crescimento e na hidratação; desenvolve um vínculo afetivo entre a mãe e a criança; protege contra infecções e alergias; ajuda a ter melhor resposta de vacinas; protege contra diabetes e câncer infantil; protege ainda de possíveis problemas que possam vir a ocorrer com os ossos, com os dentes, com a audição e com a fala. Ah, algo muito importante também é que até 6 meses de vida da criança é preciso que haja apenas a amamentação. Ou seja, apenas a partir dos 6 meses de idade é que é aconselhável inserir alimentos complementares na dieta da criança. Mas, mesmo assim, é preciso continuar amamentando por até 2 anos de idade; ou mais, se for o caso. Agora, quais são os benefícios da amamentação para a mãe? Ela ajuda na recuperação pós-parto e reduz o risco de hemorragia; além disso, reduz o risco de câncer de mama e ovário; e também retarda uma nova gravidez. Enfim, meu amigo ou minha amiga, nessa aula aqui, nós conversamos sobre a amamentação e a sua importância. Eu espero que você tenha gostado dessa aula, e, mais uma vez, eu quero deixar aqui para você um grande abraço e até o próximo vídeo!